Cara, quando eu li essa notícia quase derramei uma lágrima aqui. Isaiah Thomas tá de volta ao Boston Celtics! Não como jogador — infelizmente esses dias já passaram — mas como scout, olheiro da franquia. Aos 37 anos, o cara vai trabalhar baseado em Seattle, sua cidade natal, cobrindo a Costa Oeste pros Celtics.
Sinceramente? Não tem como não ficar emocionado com isso. O IT4 foi um dos caras que mais me fez vibrar assistindo NBA nos últimos anos. Aquele baixinho de 1,75m que jogava como se tivesse 2 metros de altura, sabe?
O retorno do herói improvável
Brad Stevens, que agora é o presidente de operações de basquete dos Celtics, não economizou elogios. Ele creditou o Thomas como peça fundamental na reconstrução da cultura que transformou Boston numa das franquias mais vitoriosas da última década. E olha, eu concordo totalmente.
Lembra quando os Celtics pegaram ele do Phoenix Suns em fevereiro de 2015? Ninguém esperava muito, mas o moleque simplesmente explodiu. Duas seleções pro All-Star Game (2016 e 2017), quinto lugar na votação de MVP em 2017, segundo time do All-NBA… O cara era um monstro absoluto.
Aquele estilo agressivo, incansável, desafiando todos os conceitos sobre altura no basquete — era impossível não torcer por ele. Quantos brasileiros não se identificaram com essa história de superar limitações físicas com pura garra?
A despedida dolorosa e o que veio depois
Mas aí vem a parte triste da história, né? A lesão no quadril que mudou tudo. Thomas jogou machucado nos playoffs de 2017, deu literalmente o sangue pelo time, mas foi cortado nos três últimos jogos da final de conferência contra o Cavaliers. Alguns meses depois, foi trocado justamente pro Cleveland na negociação que trouxe Kyrie Irving pra Boston.
Cara, até hoje eu fico revoltado com essa situação. O cara se sacrificou pelo time e depois foi descartado. Claro que é business, mas dói mesmo assim.
Os problemas no quadril praticamente acabaram com a carreira dele. Passou por nove times diferentes até sua última aparição na NBA, ironicamente pelo Phoenix, na temporada 2023-24. Uma trajetória que podia ter sido muito diferente.
Uma segunda chance na organização
Agora ele tá de volta, mas de um jeito completamente diferente. Vai trabalhar como olheiro, tanto do profissional quanto do universitário. Inclusive, já estava no NBA Combine em Chicago essa semana, ajudando nas entrevistas com os prospects e aprendendo todo o processo de avaliação do front office.
Vocês acham que ele vai ser bom nisso? Na minha opinião, quem passou por tanta coisa na liga, quem conhece basquete de verdade e sabe o que é lutar contra as adversidades, tem tudo pra ser um scout excepcional. Ele sabe identificar talento, coração e determinação — coisas que você não vê só nos números.
É bonito ver o Celtics reconhecendo o que ele fez pela franquia e dando essa oportunidade. Às vezes o basquete te dá uma segunda chance, e espero que essa seja especial pra ele.



