Tag: apostas basquete

  • Wemby não se abala após perder o jogo 1 das Finais da NBA

    Wemby não se abala após perder o jogo 1 das Finais da NBA

    Cara, eu não esperava essa reação do Wembanyama depois da derrota no primeiro jogo das Finais. O menino estava zen total na coletiva — completamente diferente do emocional que a gente viu durante toda essa pós-temporada dos Spurs.

    “Foi rápido. Acho que deixamos essa escapar”, foi só isso que o Victor disse quando perguntaram sobre quando ele sentiu o jogo escorregando das mãos. Mano, que frieza!

    Uma coletiva totalmente diferente

    Quem acompanha as entrevistas do Wemby sabe que ele sempre dá aquela pausadinha antes de responder — seja pra processar a pergunta, traduzir na cabeça ou só escolher as palavras certas mesmo. É meio que a marca registrada dele.

    Mas quarta-feira foi totalmente diferente. O cara estava sentado ali, respondendo tudo numa boa, como se já soubesse o que iam perguntar. Confiança pura. E olha que os Spurs tinham acabado de perder pra um Knicks experiente que soube administrar o momentum do jogo.

    “Deixamos eles pegarem um rebote ofensivo”, ele comentou sobre um lance específico no último quarto que praticamente selou a vitória de Nova York. “A culpa é nossa. Depois disso, eles são um time experiente, sabem jogar com momentum. Nós tínhamos o momentum até o final do jogo. Por isso disse que deixamos escapar.”

    Confiança contagiante

    E sabe o que mais me impressionou? A calma do Wemby parecia ter passado pro resto do time. Dylan Harper, Stephon Castle, Devin Vassell — todo mundo com a mesma postura. Ninguém de cabeça baixa, ninguém se lamentando. Era como se eles tivessem certeza de que podem virar essa série.

    “É quase como se eu não tivesse nada pra descobrir. É quase como se eu só precisasse jogar normal, nem bem”, disse o Victor. “É só fazer a coisa certa que já é suficiente. Quando jogamos mal, quando EU jogo mal, é quando damos tiro no próprio pé. Por isso não estou preocupado. Vamos estar muito melhor. EU vou estar muito melhor.”

    Sinceramente? Fiquei impressionado com essa maturidade. O moleque tem 22 anos e está nas Finais da NBA pela primeira vez. Era de se esperar uma certa ansiedade, né? Mas não — ele parece que já entendeu perfeitamente o que precisa fazer.

    Os Spurs aprenderam com os obstáculos

    E olha, essa resiliência não apareceu do nada. Durante toda essa pós-temporada, os Spurs foram criticados pela inexperiência, mas foram se ajustando a cada round, superando um obstáculo atrás do outro. O crescimento do Wemby como líder tem sido em tempo real — e que evolução, hein?

    Se eles chegaram até aqui surfando na emoção do francesão, talvez agora sigam essa serenidade dele de volta pra série. E aí, vocês acham que essa postura zen do Wembanyama vai ser suficiente pra virar o jogo contra a experiência dos Knicks?

    Uma coisa eu garanto: vai ser uma série épica.

  • Knicks na Final após 27 anos! Torcida invadiu Cleveland pra festa

    Knicks na Final após 27 anos! Torcida invadiu Cleveland pra festa

    Cara, eu não acredito que estou escrevendo isso. Os New York Knicks estão de volta às Finais da NBA depois de 27 anos! VINTE E SETE ANOS, pessoal. Ontem eles simplesmente massacraram o Cleveland Cavaliers por 130 a 93 e carimbaram a vaga na decisão.

    E o mais absurdo? A torcida dos Knicks praticamente invadiu Cleveland. Tinha gente famosa pra todo lado: Timothée Chalamet (sim, o ator do Duna), Spike Lee — que é um fanático histórico do time —, Ben Stiller, até a Kylie Jenner tava lá. Imagina a cena: arena lotada de nova-iorquinos comemorando em território inimigo.

    Uma seca histórica que finalmente acabou

    Pra vocês terem noção do que isso significa: a última vez que os Knicks chegaram às Finais foi em 1999. Barack Obama ainda nem era presidente, o primeiro filme do Homem-Aranha do Tobey Maguire nem existia, e o Michael Jordan tinha acabado de se aposentar (pela segunda vez).

    Patrick Ewing, lenda do time e último cara dos Knicks a pisar numa Final, desceu pra quadra pra comemorar com o elenco atual. Walt Frazier também tava lá — duas gerações de ídolos vendo esse momento histórico.

    Sinceramente? Eu já tava meio descrente que esse time conseguiria. Mas eles provaram que estou errado da melhor forma possível.

    Dominação total nos playoffs

    E não foi sorte não, viu. Os caras fizeram algo ABSURDO nesses playoffs: ganharam TODOS os três jogos decisivos por mais de 20 pontos de diferença. Contra o Hawks foi por 51 pontos (cinquenta e um!), contra o Sixers por 30, e ontem contra o Cavs por 37.

    Primeira franquia na história da NBA a conseguir isso numa única pós-temporada. Monstro demais.

    O Mike Brown também entrou pra história como o quinto técnico diferente a levar os Knicks às Finais. Tá numa lista que tem Jeff Van Gundy e Pat Riley — não é pouca coisa.

    E agora? Final contra quem?

    Agora é aguardar quem sai da conferência Oeste entre Spurs e Thunder. Na minha opinião, independente de quem vier, vai ser um jogaço. Os Knicks tão jogando um basquete que eu não via há anos.

    E vocês, acham que eles conseguem quebrar o jejum e trazer o título pra Nova York depois de décadas? Eu tô começando a acreditar de verdade nesse time.

  • 5 coisas que não existiam quando o Knicks foi às Finais pela última vez

    5 coisas que não existiam quando o Knicks foi às Finais pela última vez

    Gente, aconteceu. O New York Knicks voltou às Finais da NBA depois de 27 anos! Depois de varrer o Cleveland Cavaliers na Conference Final do Leste, os Knicks estão de volta ao palco principal pela primeira vez desde 1999.

    Cara, eu ainda tô processando isso. Vinte e sete anos, mano. Pra vocês terem noção de quanto tempo se passou, eu separei cinco coisas que simplesmente NÃO existiam quando o Knicks pisou nas Finais pela última vez. Preparem-se pra se sentirem velhos.

    Redes sociais eram ficção científica

    Em 1999, o máximo de “rede social” que existia era o MSN Messenger — e olhe lá. Facebook só veio em 2004, Twitter em 2006, e Instagram em 2010. TikTok? Esquece, só chegou em 2017. Na época, se você quisesse comentar sobre um jogo, tinha que ligar pro amigo ou esperar até segunda-feira no trabalho.

    Imaginem como seria a repercussão dessa classificação do Knicks nas redes hoje? O Twitter estaria pegando fogo, o Instagram cheio de stories comemorando… Em 99, o pessoal teve que comemorar na rua mesmo, old school.

    A TV era outro mundo

    Survivor ainda não existia (imaginem!), American Idol era um sonho distante, e reality shows eram coisa de filme futurista. MTV ainda passava música — pasmem! — e The Sopranos tinha acabado de estrear sua primeira temporada.

    Na época, se você perdesse o jogo, ferrou. Não tinha replay infinito, highlights no YouTube ou “melhores momentos” no Instagram. Era TV aberta, antena parabólica e muito improviso.

    Celular? Que celular?

    O iPhone só veio em 2007, gente. Em 99, se você tinha sorte, rolava um Nokia tijolão pra fazer ligação — e só. Mandar SMS custava os olhos da cara, e câmera no celular era coisa de desenho animado.

    BlackBerry tinha acabado de chegar, mas era praticamente um pager turbinado. Nada de WhatsApp, nada de stories, nada de lives comentando o jogo. O negócio era rádio e TV mesmo.

    Metade do time atual nem tinha nascido

    Aqui a coisa fica surreal: dos 18 jogadores do elenco atual do Knicks, nove nem tinham nascido quando o time foi às Finais pela última vez. NOVE! O mais novo, Pacôme Dadiet, nasceu em 2005 — seis anos depois das Finais de 99.

    Jordan Clarkson, que é o mais velho do time, tinha apenas sete anos na época. Ou seja, nem ele se lembra direito daquele time histórico. É uma geração completamente nova vivendo esse momento mágico.

    E aí, vocês acham que essa nova geração consegue trazer o título que tanto falta pro Knicks? Sinceramente, eu tô com uma expectativa danada. Depois de 27 anos, qualquer coisa pode acontecer — e tomara que seja coisa boa!

  • Baylor Scheierman e a arte de ser útil: o rookie que virou peça importante

    Baylor Scheierman e a arte de ser útil: o rookie que virou peça importante

    Olha, vou ser honesto com vocês: eu não acreditava muito no Baylor Scheierman no começo da temporada. E não era nem descrença, sabe? Era mais uma questão de não saber onde enfiar o cara.

    Com a maioria dos jogadores, mesmo os imperfeitos, seu cérebro consegue colar uma etiqueta rapidinho. Jordan Walsh é aquela ala caótica e comprida. Hugo González é pura energia defensiva. Sam Hauser é o cara dos arremessos de 3. Mas o Baylor? Cara, o cara não me dava essa facilidade.

    A evolução que ninguém viu chegando

    Scheierman chegou na temporada com aquele brilho da Summer League, um cabelo despenteado que gerou muito hate nas redes sociais, e um jogo que mudava de forma dependendo da posse de bola. Às vezes parecia um arremessador. Outras vezes, um stopper defensivo. Na maioria do tempo, parecia alguém que tinha sido jogado num jogo da NBA depois de passar a tarde jogando no campinho da esquina.

    Mas sabe o que aconteceu? No final da temporada, essa falta de um rótulo limpo parou de ser um problema e virou justamente o ponto forte dele.

    Os números da temporada não são de outro mundo: 5.5 pontos, 3.5 rebotes e 1.5 assistências em 18.6 minutos por jogo. Mas a evolução conta a história real.

    Como rookie na temporada 24-25, ele converteu 35.5% dos arremessos de quadra e apenas 31.7% das bolas de três. Nesta temporada? Saltou para 45.3% e 39.9%, respectivamente. O true shooting dele subiu de 49.0 para 61.6. Os minutos foram de 12.4 para 18.6 por jogo.

    O crescimento constante que impressiona

    A melhora não chegou de uma vez só, foi mais como uma torneira pingando ao longo da temporada. 10 pontos e 13 rebotes barulhentos contra os Knicks em 8 de fevereiro (desculpa por ter que mencionar esses caras). Outro double-double com 16 pontos e 10 rebotes contra os Cavs em 8 de março. E o ponto alto: 30 pontos na última partida da temporada regular numa vitória gostosa do banco contra o Magic.

    Na entrevista de saída, Scheierman descreveu sua temporada como “um nível constante de crescimento durante todo o ano”. Parece chato? Talvez. Mas é provavelmente a maneira mais precisa de descrever o que realmente aconteceu.

    O cara simplesmente foi ficando mais confortável até os Celtics estarem usando ele em jogos importantes e ninguém mais questionando. E isso importa porque o jogo do Scheierman pode ser meio arriscado – ele joga com uma confiança que às vezes chega antes da justificativa. Eu respeito. Eu temo. Entendo por que o Joe Mazzulla às vezes parece estar fazendo conta de dividir na cabeça antes de colocar o Baylor em quadra.

    Confiança conquistada na marra

    O engraçado é que os Celtics começaram a confiar nele também. Depois que Scheierman fraturou o polegar, toda a sua comemoração se resumia a um bom e velho joinha. Olhando pra trás, tem algo perfeito nisso. A temporada do Baylor não foi especialmente barulhenta. Não foi suave o suficiente para ser entediante nem explosiva o suficiente para ser óbvia.

    Simplesmente continuou mandando um joinha até você finalmente ter que reconhecer que a jogada estava funcionando.

    E aí, vocês acham que ele consegue manter esse crescimento na próxima temporada? Sinceramente, acho que o cara encontrou seu lugar no time. Não como uma estrela, mas como aquela peça útil que todo time campeão precisa ter.

  • Bam Adebayo ganha prêmio de Justiça Social da NBA e me faz acreditar mais nele

    Bam Adebayo ganha prêmio de Justiça Social da NBA e me faz acreditar mais nele

    Cara, eu já admirava o Bam Adebayo pelos 83 pontos que ele fez essa temporada (segundo maior jogo da história da NBA, né?), mas agora o cara me conquistou de vez. Ele acabou de ganhar o prêmio de Campeão de Justiça Social da NBA, e olha, quando você vê o tanto de coisa que ele fez, fica difícil não se emocionar.

    O pivô do Miami Heat levou o troféu Kareem Abdul-Jabbar — e a NBA ainda vai doar 100 mil dólares pra caridade em nome dele. Mas o que mais impressiona não é o prêmio, é o trabalho por trás.

    Mais de meio milhão investido em quem precisa

    A Fundação Bam Adebayo investiu mais de 563 mil dólares em 18 iniciativas diferentes só nessa temporada. E não foi qualquer coisa não — o foco dele foi educação, segurança alimentar e desenvolvimento juvenil no sul da Flórida e na Carolina do Norte, onde ele cresceu.

    Sabe o que mais me impressiona? O cara sabe o que é crescer com pouco. E ao invés de só falar sobre isso, ele botou a mão na massa de verdade.

    Forneceu colchões, uniformes e material escolar pra estudantes da SEED School of Miami. Bancou transporte pra mais de 19 mil estudantes irem na Feira do Livro de Miami. Organizou distribuição de comida e um drive de brinquedos que atendeu mais de 2 mil crianças — e olha que legal: os brinquedos que sobraram (que cobriram a quadra inteira do Kaseya Center) foram doados pra outras organizações.

    De monstro na quadra a herói fora dela

    O Bam também reformou uma quadra de basquete no abrigo para moradores de rua Camillus House. Sinceramente, quando você vê um cara que pode fazer 83 pontos numa noite e ainda assim se importa em dar oportunidade pro pessoal jogar basquete… é outro nível de caráter.

    Ele concorreu com nomes pesados: Harrison Barnes (San Antonio), Jaylen Brown (Boston), Tobias Harris (Detroit) e Larry Nance Jr. (Cleveland). Mas levou merecido.

    O prêmio existe desde 2021 e já teve gente como Carmelo Anthony, Stephen Curry, Karl-Anthony Towns e Jrue Holiday. Agora o Bam entra nessa lista seleta, e eu acho que ele representa perfeitamente o que o Abdul-Jabbar sempre defendeu sobre usar a plataforma pra fazer diferença.

    Vocês acham que os jogadores brasileiros na NBA poderiam se inspirar mais nesse exemplo? Porque, cara, ver um atleta no auge da carreira fazendo essa diferença toda me dá uma esperança danada no esporte.

  • SGA entra pro clube dos bicampeões de MVP — só 14 caras conseguiram isso

    SGA entra pro clube dos bicampeões de MVP — só 14 caras conseguiram isso

    Cara, o Shai Gilgeous-Alexander acabou de entrar num clube mais seleto que a lista de bilionários do Brasil. O armador do Thunder conquistou seu segundo MVP consecutivo e virou apenas o 14º jogador da história da NBA a conseguir essa façanha absurda.

    E olha só que dado louco: dos caras ativos na liga hoje, só cinco conseguiram ganhar MVP back-to-back. SGA ainda fez isso aos 27 anos — ele é apenas o quinto moleque a conseguir MVPs consecutivos nessa idade ou mais novo.

    O clube dos legends que SGA acabou de entrar

    Vou ser sincero com vocês: essa lista é de arrepiar. Bill Russell abriu o caminho lá em 1960-61, mas o monstro foi além — ganhou três seguidos! Enquanto o Celtics dominava a década com oito títulos consecutivos, Russell mandava ver com médias de 17,5 pontos e 23,7 rebotes. Vinte e três rebotes, gente. Imagina isso hoje em dia.

    Wilt Chamberlain não ia ficar atrás do rival e também emplacou três MVPs seguidos pelo Sixers. O cara jogava 46,5 minutos por jogo (quase o jogo inteiro!) e fazia 27,3 pontos, 24,2 rebotes. Números de videogame, literalmente.

    Na minha opinião, um dos mais impressionantes foi o Tim Duncan. O cara aos 25-26 anos perdeu apenas UM jogo em duas temporadas inteiras e ainda levou o Spurs ao título em 2003. Esse sim era consistência pura.

    Os mais recentes e o que isso significa pro SGA

    LeBron foi o último antes do SGA a conseguir isso — aliás, o King conseguiu DUAS vezes (Miami e Cleveland). Mas o que me chama atenção é que SGA tá numa situação única: tem time competitivo, tá no auge físico e ainda pode sonhar com o título esse ano.

    Steve Nash era o mais velho quando conseguiu (31-32 anos), comandando aquele Phoenix “sete segundos ou menos” que mudou o basquete. Magic Johnson fez isso quando já tinha cinco anéis e resolveu mostrar que ainda mandava no pedaço.

    E aí, vocês acham que o SGA vai conseguir emplacar um terceiro? Seria apenas o quarto cara da história a fazer three-peat de MVP. A pressão agora é outra — todo mundo vai estar de olho pra ver se ele sustenta esse nível absurdo.

    O Thunder tá voando, SGA tá jogando o melhor basquete da carreira e, sinceramente, eu não duvido nada que vejamos mais história sendo feita em Oklahoma City. Esse moleque chegou pra ficar no topo da liga.

  • Jason Collins nos deixou aos 47 anos – o pioneiro que mudou tudo

    Jason Collins nos deixou aos 47 anos – o pioneiro que mudou tudo

    Mano, que notícia triste pra começar a semana. Jason Collins, o primeiro jogador abertamente gay da NBA, morreu ontem aos 47 anos depois de uma luta corajosa contra um câncer cerebral agressivo. E olha, eu não vou mentir – isso me pegou de jeito.

    O gigante de 2,13m lutava contra um glioblastoma de estágio 4 desde dezembro passado. Pra quem não conhece esse tipo de câncer, é um dos mais agressivos que existem – se espalha rápido e é brutal. A família dele confirmou a morte numa declaração emocionante, falando sobre como ele “mudou vidas de formas inesperadas”.

    O cara que teve coragem quando ninguém tinha

    Cara, vocês lembram de 2013? Eu lembro perfeitamente. Quando Collins publicou aquela carta na Sports Illustrated assumindo que era gay, foi um terremoto no esporte americano. Não era só NBA – ele foi o PRIMEIRO jogador ativo assumidamente gay em todas as quatro grandes ligas dos EUA (NFL, NBA, MLB, NHL).

    Imaginem a pressão, a coragem que isso exigiu. O basquete americano sempre foi um ambiente machão, cheio de estigmas. E lá vem o Collins, veteranaço de 34 anos na época, e simplesmente fala: “Eu sou gay, e daí?”. Mudou tudo.

    O cara não era um superstar, né? Era aquele pivô trabalhador, desses que fazem o trabalho sujo. Passou por sete times diferentes em 13 temporadas – Nets, Grizzlies, Timberwolves, Hawks, Celtics, Wizards… Um jornaleiro nato do garrafão. Mas quando se aposentou em 2014, deixou um legado muito maior que qualquer estatística.

    A luta final que ninguém merecia

    Em dezembro, Collins revelou que estava com dificuldades de concentração, esquecimentos, aquele negócio de “neblina mental” que ele chamava. Foi fazer uns exames na UCLA e descobriram o tumor cerebral.

    O que me impressiona é que mesmo doente, o cara conseguiu ir no All-Star Weekend em fevereiro. Tinha feito tratamento em Singapura, numa clínica especializada nesse tipo de câncer. Por um momento, parecia que a coisa estava controlada. Mas esse tipo de câncer é covarde – voltou com força total.

    Adam Silver, comissionário da NBA, disse uma coisa que resume tudo: o impacto do Collins “se estendeu muito além do basquete”. É isso aí. O cara abriu portas, quebrou barreiras, fez a liga mais inclusiva.

    Vocês acham que hoje a NBA seria a mesma sem a coragem que Collins teve em 2013? Eu sinceramente acho que não. Ele pavimentou o caminho pra outros atletas se sentirem à vontade pra ser quem são, sem ter que esconder nada.

    Descanse em paz, Collins. O basquete perdeu um gigante – não só de altura, mas de caráter.

  • Adam Silver defende apostas mesmo com os escândalos na NBA

    Adam Silver defende apostas mesmo com os escândalos na NBA

    Olha só que situação complicada: Adam Silver, comissário da NBA, teve que sair em defesa das apostas esportivas mesmo com todos os escândalos que rolaram nesta temporada. E cara, não foi pouca coisa não — tivemos jogador e técnico sendo presos por esquemas de apostas.

    Silver foi bem direto numa entrevista: ‘O maior valor pra gente é o engajamento dos fãs’. Traduzindo: se você pode apostar no jogo, você fica grudado na TV. Simples assim.

    O pioneiro que se meteu numa enrascada

    Tem que dar o braço a torcer pro Silver — o cara foi visionário. Foi o primeiro comissário de liga profissional americana a bater o pé e falar: ‘gente, vamos legalizar as apostas de uma vez’. Isso foi anos antes de todo mundo embarcar nessa onda.

    Só que agora… bom, deu no que deu. Jogador da ativa preso. Técnico na cadeia. E uma pesquisa da Universidade Quinnipiac mostrou que apenas 19% dos fãs da NBA acreditam que esquemas ilegais de apostas são raros na liga. Ou seja: 81% do pessoal acha que rola muita coisa suspeita por aí.

    Sinceramente, eu entendo o dilema do Silver. Por um lado, as apostas trouxeram cerca de US$ 170 milhões anuais pros cofres da liga — dinheiro que não é pouco, né? Por outro, criou uma dor de cabeça danada.

    Não dá pra fingir que tá tudo bem

    ‘Não estou no ponto de dizer que me arrependo de ter apoiado isso’, falou Silver. Mas completou: ‘acho que devemos aprender todo dia com o comportamento que estamos vendo’.

    E olha que ele foi honesto: ‘Não quero ser ingênuo. Não quero ficar falando como se fosse maravilhoso todo mundo apostando nos nossos jogos’.

    Monstro, essa frase aí mostra que o cara tá ligado na realidade. Porque vamos combinar: por mais que as apostas tenham aumentado a audiência (e aumentaram mesmo), os problemas que vieram junto são bem sérios.

    E vocês, o que acham? Vale a pena manter essa parceria com as casas de apostas mesmo com todos esses escândalos? Ou a NBA deveria dar uma segurada nessa história?

    Eu fico pensando: será que o engajamento dos fãs realmente compensa toda essa dor de cabeça? Porque uma coisa é certa — a credibilidade da liga tá em jogo tanto quanto os US$ 170 milhões anuais.

  • Lakers conseguem incomodar o Thunder? Os playoffs estão pegando fogo!

    Lakers conseguem incomodar o Thunder? Os playoffs estão pegando fogo!

    Cara, que primeira rodada foi essa? Sinceramente, eu não esperava ver Orlando Magic e Toronto Raptors forçando sete jogos contra Detroit Pistons e Cleveland Cavaliers. E o que dizer dos Lakers passando de rolo por Houston sem o Luka Dončić e quase sem o Austin Reaves? Absurdo!

    Mas a coisa mais louca mesmo foi ver o Philadelphia 76ers virar uma série de 3-1 contra o Boston Celtics, que era cabeça de chave 2. Monstro demais essa virada! Enquanto isso, no Oeste, Thunder e Spurs não deram nem chance pros adversários.

    Agora é que a coisa fica séria

    A segunda rodada tá aí e, olha, as matchups estão de dar água na boca. No Leste, temos Sixers x Knicks (que promete pancadaria) e Pistons x Cavaliers. Já no Oeste, a pergunta que não quer calar: os Lakers conseguem incomodar o atual campeão Thunder? E ainda tem Spurs contra Timberwolves.

    Thunder x Lakers: Dá pra sonhar?

    Vou ser honesto com vocês: os Lakers passaram por Houston que tava sem identidade ofensiva nenhuma, ainda mais sem o Kevin Durant machucado. O JJ Redick fez um trabalho incrível preparando o time, e o pessoal em volta do LeBron James jogou com uma energia absurda.

    Mas Thunder não é Rockets, né galera? Com Dončić fora pelo menos no começo da série, já era difícil, agora então… Como que Luke Kennard, Marcus Smart e Rui Hachimura vão dar conta dessa defesa monstruosa de OKC?

    Na minha visão, tudo vai girar em torno do Austin Reaves. Se ele conseguir jogar no nível que a gente conhece (aqueles dois jogos na primeira rodada ele tava claramente enferrujado), aí sim dá pra sonhar. Mas enfrentar o Thunder sem estudar direito é como fazer prova sem ter aberto o livro — você torce pra acertar no chute.

    Timberwolves sem Ant é dose

    Do outro lado, Minnesota tem um problemão gigante. Anthony Edwards tá tentando jogar com o joelho todo zoado, e cara, como que você vai fazer ponto contra uma defesa que tem Victor Wembanyama? O francês tá em todo lugar da quadra!

    Ayo Dosunmu até que se virou bem na primeira rodada, mas agora vai pegar uma defesa muito mais sólida. E aí, Wolves, qual vai ser a solução? Porque contar só com o McDaniels pra criar não vai dar não.

    Vocês acham que alguma dessas séries vai pra sete jogos? Eu tô achando que Thunder e Spurs passam mais fácil, mas nunca se sabe nos playoffs, né? O que vocês tão esperando dessa segunda rodada?

  • Cade Cunningham explode com 45 pontos e salva os Pistons

    Cade Cunningham explode com 45 pontos e salva os Pistons

    Cara, o Cade Cunningham simplesmente decidiu que não ia pra casa ainda. Com o Detroit Pistons perdendo por 3-1 na série contra o Orlando Magic, o cara entrou em quadra ontem sabendo que era vida ou morte. E que apresentação foi essa, meu Deus!

    45 pontos. Quarenta e cinco pontos em 44 minutos de jogo. O moleque literalmente carregou os Pistons nas costas pra vencer por 116-109 e manter a série viva. Sinceramente? Eu não esperava uma performance dessas dele numa situação de tanta pressão.

    A mentalidade do assassino

    “Entrando no jogo eu queria ter uma agressividade controlada a noite toda”, disse Cunningham depois da partida. E olha, ele cumpriu exatamente o que prometeu. Desde o primeiro quarto o cara já tava voando — pegou o próprio rebote e mandou uma enterrada canhota que deixou a arena em pé.

    Mas o mais impressionante mesmo foi ver como ele dominou de todas as formas. 37 pontos só nos três primeiros quartos! Acertou 5 arremessos de 3 antes do último período começar. E aquele arremesso do meio da quadra com 31 segundos restantes? Absurdo demais.

    Perfeição na linha do lance livre

    Uma coisa que me chamou muita atenção: Cunningham acertou TODOS os 14 lances livres que tentou. Todos. “Eu perdi muitos lances livres nessa série”, ele admitiu depois. “Definitivamente tinha que me concentrar nisso.”

    E é aí que você vê a diferença dos grandes jogadores, né? Na pressão máxima, com a temporada na reta, o cara foi perfeito nos lances livres. Isso é coisa de All-Star mesmo.

    O Magic até tentou parar ele, mas não teve jeito. Cunningham tava inspirado, jogando como se fosse o último jogo da vida dele — e tecnicamente era, pelo menos pra temporada dos Pistons.

    Agora a série volta pra Orlando na sexta-feira com os Magic ainda liderando por 3-2. Será que o Cade consegue repetir essa mágica longe de casa? Vocês acham que os Pistons têm condição de forçar um jogo 7? Eu tô começando a acreditar que sim, principalmente depois de ver essa performance monstruosa ontem.