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  • Wizards renova com Brian Keefe: aposta na paciência deu certo?

    Wizards renova com Brian Keefe: aposta na paciência deu certo?

    Então, parece que os Wizards decidiram mesmo que Brian Keefe é o cara. Oficialmente confirmado pra temporada 2026-27, o técnico que passou por duas temporadas brutais de rebuild vai continuar no comando de Washington.

    E olha, quando falo brutais, não estou exagerando não. O cara teve um cartel de 43-160 em duas temporadas e meia. Na real, 17-65 só neste ano. É um número que faz qualquer um pensar duas vezes, mas a diretoria dos Wizards vê algo que talvez a gente não esteja enxergando à primeira vista.

    A filosofia por trás dos números horríveis

    Porque se você só olhar os números, vai pensar que é loucura renovar com um técnico que teve o pior Net Rating da liga nas últimas duas temporadas. Mas Michael Winger, presidente da Monumental Basketball, foi claro em janeiro: “Brian fez um trabalho notável desenvolvendo jovens atletas e construindo uma cultura de competitividade”.

    Sinceramente? Eu entendo o raciocínio. Não é fácil desenvolver pivete numa liga onde a pressão por resultado é imensa. E pelo que parece, Keefe conseguiu acelerar o desenvolvimento de caras como Alex Sarr, Kyshawn George e Tre Johnson — todos nomes que podem ser o futuro da franquia.

    O mais interessante é que toda a cúpula do time tem história juntos no Thunder. Keefe, o GM Will Dawkins e o próprio Winger passaram tempo em Oklahoma City. Essa sintonia organizacional não é pouca coisa não.

    O lado humano que faz diferença

    Mas o que mais me chamou atenção foi uma história que mostra como Keefe é diferente. Quando o pai do Bub Carrington teve problemas de saúde durante a Summer League em Vegas — um coágulo no sangue —, o técnico não só foi pro hospital ficar com a família, como se ofereceu pra dirigir com eles de volta pra Baltimore quando o médico não liberou voo por causa da medicação.

    Cara, isso aí não tem preço. Num esporte onde tudo é negócio, ter um treinador que trata os jogadores como pessoas de verdade é ouro puro. E os jogadores sentem isso.

    E agora? A aposta pode dar certo?

    Agora vem a parte interessante. Com Trae Young e Anthony Davis — sim, vocês leram certo — supostamente chegando pra mudar o patamar do time, Keefe vai ter que provar que consegue não só desenvolver jovens, mas também ganhar jogos de verdade.

    Vocês acham que ele aguenta essa pressão? Porque uma coisa é ser técnico de desenvolvimento, outra é comandar um time que quer playoffs. A diferença é gritante.

    O que eu sei é que os Wizards garantiram pelo menos a quinta pick no draft de maio depois daquela sequência bizarra de 26 derrotas em 27 jogos. Estratégia pura pra tanking? Talvez. Mas pelo menos mantiveram a pick protegida que devem pros Knicks.

    Só o tempo vai dizer se apostar na continuidade foi a jogada certa. Mas considerando a bagunça que era Washington há alguns anos, ter uma filosofia clara e um técnico que os jogadores respeitam já é um baita começo.

  • Wizards mantém Keefe: apostar nos jovens ou loucura?

    Wizards mantém Keefe: apostar nos jovens ou loucura?

    Olha, eu confesso que quando vi a notícia sobre o Brian Keefe ficar no comando dos Wizards, minha primeira reação foi: “Sério mesmo?” O cara tem um cartel de 43-160 desde que assumiu em janeiro de 2024. Quarenta e três vitórias em 203 jogos, gente. É de doer o coração.

    Mas aí você para pra pensar na situação que o Will Dawkins, GM do time, colocou o treinador. “Lideramos a NBA em escalações de jogadores com menos de 21 anos”, disse ele na coletiva de fim de temporada. Cinquenta formações iniciais diferentes numa temporada só! Imagina o desespero do cara tentando montar um esquema tático com esse circo todo.

    O time mais jovem que eu já vi

    Sinceramente, esse roster dos Wizards parece mais uma escolinha de basquete do que um time profissional — mas no bom sentido. Alex Sarr, Tre Johnson, Bub Carrington, Bilal Coulibaly, Will Riley, Kyshawn George… são todos garotos! E todos foram primeiras escolhas do draft. É uma aposta gigante no futuro.

    A questão é: quanto tempo você dá pra esses meninos amadurecerem? Porque 17-65 no final da temporada é de arrepiar. Pior record da NBA, viu. Pelo menos garante 14% de chance na primeira escolha do draft — e pelo que andam falando, essa safra tá carregada de talento.

    As contratações que não deram certo (ainda)

    Ah, e não podemos esquecer das jogadas bombásticas no trade deadline. Trae Young do Atlanta Hawks e Anthony Davis do Dallas Mavericks (espera, Davis no Dallas? Essa linha do tempo tá estranha mesmo). Young jogou cinco partidas e pronto — contusão na coxa e nas costas. Davis nem entrou em quadra por causa de um dedo machucado.

    Davis pelo menos deu aquela declaração clássica segunda-feira: “Eu amo meu dinheiro”, brincando sobre ficar mais uma temporada. Pelo menos o cara é honesto, né?

    O que vocês acham? Keefe merece mais uma chance pra desenvolver essa molecada toda, ou os Wizards deveriam partir pra outro esquema? Na minha visão, com esse tanto de jovem talento, talvez valha a pena ter paciência. Mas 43 vitórias em duas temporadas… cara, é complicado defender isso.