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  • Cameron Boozer divide scouts: piso alto, mas teto é discussão

    Cameron Boozer divide scouts: piso alto, mas teto é discussão

    Olha, eu sempre fico curioso quando um prospecto causa tanto debate assim. Cameron Boozer é exatamente isso: um cara que todo mundo concorda que vai ser útil na NBA, mas quando a conversa vira pro teto dele… aí a coisa complica.

    O filho do Carlos Boozer (lembram dele no Jazz e Bulls?) liderar todos os prospectos do Draft em player efficiency rating não é brincadeira. O moleque simplesmente mandou ver em Duke e levou o time até as Elite Eight. Mas aí que mora o problema — ou a oportunidade, dependendo de como você vê.

    O que todo mundo concorda

    “Acho que as pessoas ficaram meio cegas pra produção dele e o arquétipo”, disse um executivo da Conferência Leste. Cara, isso me lembrou muito das discussões sobre Luka Doncic antes dele chegar na NBA. Todo mundo falava que ele era “devagar” demais.

    A versatilidade ofensiva do Boozer é única nessa classe do Draft. O executivo comparou ele com Sabonis e Sengun — dois caras que também ouviram muito sobre atletismo, mas que compensaram tudo com QI de jogo absurdo. E convenhamos, os dois tão indo muito bem na liga, né?

    Mas tem as dúvidas…

    “Não sou muito fã de um cara que só joga numa posição”, falou um scout. E olha, entendo a preocupação. Se você tem que construir todo um sistema em volta de um jogador, ele precisa valer MUITO a pena.

    O negócio é que Boozer não tem aquela explosão atlética que a gente tá acostumado a ver nos primeiros picks. As “pernas pesadas” que mencionaram podem ser um problema real pra finalizar na área e proteger o aro. Sinceramente? Acho que essa vai ser a grande questão: ele consegue compensar essas limitações físicas só com inteligência?

    Um executivo fez uma comparação interessante: “Ele não tem a aparência atlética, então as pessoas colocam limites nele. Não sei por que continuam botando teto num moleque de 19 anos. Tem várias formas de falar sobre atletismo, não só o quanto você consegue pular”.

    E aí, vocês acham que QI de jogo e versatilidade ofensiva compensam as limitações físicas? Porque uma coisa é certa: Cameron Boozer sabe jogar basquete. A questão é se isso vai ser suficiente no nível que importa.