Cara, que peso nas costas de um garoto de 18 anos. Cayden Boozer, o calouro de Duke, assumiu toda a culpa pela eliminação do time na Elite Eight do March Madness. E olha, eu entendo o sentimento dele, mas sinceramente? Acho pesado demais.
A situação foi assim: restando 7.5 segundos, Duke ganhando por dois pontos de UConn, e Boozer recebe a bola no meio da quadra. Ele tenta um passe para Pat Ngongba que estava completamente livre, mas Silas Demary consegue desviar a bola. Resultado? Braylon Mullins pega o rebote e METE uma bomba quase do meio da quadra com 1.8 segundo no cronômetro. Game over. 73-72 para UConn.
O peso da responsabilidade
“Eu poderia ter segurado melhor a bola e não ter perdido ela”, disse Boozer após o jogo. “Assumo toda a responsabilidade. Eu vi dois caras livres e estava só tentando fazer o passe chegar lá, mas poderia ter tido mais calma. A gente tinha tempo. Eu perdi a bola. Eu arruinei a temporada do nosso time.”
Mano, escutar um garoto falar isso dói no coração. Qualquer um que já jogou basquete sabe como é carregar o peso de um erro no final do jogo. Mas aqui que tá — basquete é esporte coletivo, e uma temporada não se resume a um lance.
Companheiros defendem o calouro
Dame Sarr, companheiro de equipe, não deixou barato: “Eu nunca vou deixar ele falar isso de novo, porque ele não falhou com a gente de forma alguma. Ele nos levantou.” E o cara tem razão total.
Boozer assumiu a titularidade depois que Caleb Foster quebrou o pé em 7 de março. E olha só o que o moleque fez: ajudou Duke a ganhar o torneio da ACC e os dois primeiros jogos do March Madness. Isso aí não é pouca coisa não.
O técnico Jon Scheyer também tirou a pressão do garoto: “É fácil olhar para aquele lance — eu olho para todos os lances que aconteceram, especialmente no segundo tempo. Isso não é sobre um lance. É sobre cada lance que nos colocou naquela posição.”
Vocês acham que é justo um calouro carregar esse peso todo? Na minha visão, o garoto mostrou personalidade e caráter assumindo a responsabilidade, mas basketball é jogo de equipe. Duke chegou longe com ele no comando — isso já é vitória pra um cara que nem deveria estar jogando se não fosse a lesão do Foster.
March Madness é isso aí — um lance pode mudar tudo. Mas temporadas se constroem com 40 minutos de jogo, não com 7.5 segundos.
