Cara, que dilema dos infernos o Detroit Pistons tem pela frente com o Jalen Duren. O cara fez uma temporada regular monstro — 19,5 pontos por jogo com 65% de aproveitamento e 10,5 rebotes, jogando uma defesa de outro mundo. Quase entrou no All-NBA. Aí você pensa: “pô, esse moleque merece o máximo mesmo”.
Só que aí chegaram os playoffs e… bom, a coisa desandou.
A montanha-russa de Duren
Olha, eu acompanho NBA há anos e já vi essa história antes. Jogador brilha na temporada regular, chega a pós-temporada e simplesmente não consegue manter o nível. Com Duren foi exatamente isso: despencou para 10,1 pontos e 8,3 rebotes por jogo justamente quando o time mais precisava dele.
O mais doloroso? O técnico J.B. Bickerstaff chegou ao ponto de colocar Paul Reed no lugar dele durante o quarto período e prorrogação de um Jogo 5 decisivo. Imagina a humilhação, cara.
E o problema não é só produção. Duren não arremessa de fora, o que deixa o ataque do Pistons completamente entupido. Orlando e Cleveland simplesmente mandaram dois, três caras em cima do Cade Cunningham e falaram: “os outros que se virem”.
O dilema financeiro
Agora vem a pergunta que não quer calar: ele ainda merece um contrato máximo de 5 anos e pelo menos US$ 239 milhões? Na minha opinião, baseado só nos playoffs, não. Mas a realidade é outra.
Como um executivo disse pro Brian Windhorst da ESPN: “Ele não é um jogador de contrato máximo, mas eles provavelmente vão ter que dar o máximo pra ele”. Por quê? Porque Chicago, Brooklyn e até os Lakers podem aparecer com uma proposta irrecusável, e Detroit vai ter que igualar.
E olha só que encrenca: os Pistons também precisam renovar com Ausar Thompson, outro defensor elite mas que também não arremessa nada de fora. Se os dois ganharem contratos gordos (Thompson deve levar algo parecido com os US$ 25 milhões por ano que Dyson Daniels ganhou), acabou a flexibilidade para buscar mais arremessadores.
As novas regras complicam tudo
Sinceramente, acho que a nova CBA tá matando a construção de elencos. Com essas regras de tax apron, você simplesmente NÃO PODE errar um contrato máximo, senão vira uma âncora que afunda o time.
Duren mostrou na temporada regular que pode ser um cara especial — defesa de elite, eficiência absurda no ataque, presença no garrafão. Mas e se essa temporada foi só um flash? E se ele não consegue se desenvolver ofensivamente?
Vocês acham que vale o risco? Porque eu tô dividido. O potencial tá lá, mas os playoffs mostraram algumas limitações sérias. E no final das contas, é nos playoffs que os times são julgados.
Detroit tem uma decisão difícil pela frente. Dar o máximo é apostar que Duren vai evoluir e que aquela temporada regular não foi sorte. Não dar é correr o risco de perder um talento que pode se tornar uma estrela em outro lugar.
Que dilemão, hein?

