Olha, eu sei que todo técnico fala pra não pensar muito à frente no March Madness, mas Dan Hurley simplesmente cagou e andou pra essa regra. O cara está literalmente falando sobre um possível confronto contra St. John’s nas oitavas de final — sendo que ainda nem passou do Michigan State de Tom Izzo nas quartas.
E sabe de uma coisa? Eu meio que entendo a empolgação dele.
A matemática do March Madness
Vamos aos fatos: UConn pega Michigan State na sexta-feira, enquanto St. John’s enfrenta Duke (que é favorito por 6,5 pontos). Se as duas equipes do Big East passarem, teremos o quarto confronto da temporada entre elas — só que dessa vez com vaga no Final Four em jogo.
“Acho que temos que nos apoiar na sexta contra nossos oponentes para que possamos ter uma carnificina no domingo”, disse Hurley. Cara, esse maluco não tem papas na língua mesmo.
O mais bizarro? Hurley pediu para as torcidas rivais torcerem uma pela outra por uma noite. Imagina isso no basquete brasileiro — Flamengo torcendo pro Vasco só pra ter clássico depois. Surreal, né?
O retrospecto que assombra Connecticut
Aqui que a coisa fica interessante (e meio dolorosa pro lado de UConn). St. John’s ganhou dois dos três confrontos essa temporada, incluindo uma surra de 20 pontos na final do torneio da Big East. A única derrota do Red Storm foi por 25 pontos em Connecticut, em fevereiro.
Desde janeiro, St. John’s perdeu apenas esse jogo. Enquanto isso, UConn começou 22-1 mas fechou a temporada regular num modesto 7-4. Pra um time bicampeão nacional (2023 e 2024), é meio decepcionante.
Vocês acham que essa confiança do Hurley é justificada ou ele tá subestimando demais o Tom Izzo?
Os heróis da ressurreição
Depois de cair na segunda rodada ano passado pro Florida (que depois virou campeão), UConn precisava dessa volta por cima. E cara, que volta foi essa.
Tarris Reed Jr. fez algo absurdo contra Furman: 31 pontos e 27 rebotes. Isso é coisa que não se via no torneio há quase 60 anos, meu amigo. Double-double? Isso aí foi triple-double com sobra.
Já contra UCLA, Alex Karaban meteu 27 pontos — recorde da carreira dele. E olha que legal: o cara é veterano de quarto ano que jogou a carreira inteira em UConn. Raridade no basquete universitário atual, onde todo mundo sai pulando de time.
Sinceramente? Acho que Hurley pode estar certo em já pensar em St. John’s. Michigan State não é mais aquela máquina de guerra dos anos 2000, e UConn tem fome de mais um título. Mas no March Madness, qualquer vacilo te manda pra casa — e Tom Izzo sabe como ninguém aproveitar essas brechas.
