Olha, chegou junho e a gente já sabe o que isso significa: hora do Draft da NBA. E com ele, aquela pergunta que não quer calar quando se trata do Phoenix Suns — eles vão ficar quietos na 47ª escolha ou vão sair negociando por aí igual louco?
Sinceramente, conhecendo o Brian Gregory e essa diretoria, apostar que vão ficar parados é quase ingenuidade. Desde que o cara chegou há duas temporadas (e virou GM na temporada passada), os Suns viraram especialistas em dar nó em pingo d’água no Draft.
O histórico fala por si só
Cara, só olha o que esses caras fizeram nos últimos anos. Duas temporadas atrás, eles dançaram na mesa do Draft pra conseguir o Ryan Dunn — e ainda conseguiram assets pra subir no segundo turno e pegar o Oso Ighodaro. Absurdo de eficiência.
No ano passado? Mesma coisa, só que maior ainda. Trocaram nada menos que o Kevin Durant (sim, o KD!), pegaram a 10ª escolha que era deles mesmo originalmente, draftaram o Khaman Maluach, e ainda usaram outros assets da troca pra subir até a 31ª posição e pegar o Rasheer Fleming.
Foi tipo assistir um mestre de xadrez jogando — só que com draft picks.
O dilema financeiro é real
Agora vem a parte complicada. Por mais que seja tentador ver eles fazendo mágica de novo, tem uma questão que não dá pra ignorar: grana. Os Suns tão numa situação financeira bem apertada, e qualquer movimento pra cima no Draft vai custar caro.
Pensa assim: se eles quiserem a 17ª escolha do Oklahoma City Thunder, por exemplo, o rookie vai custar uns 4,6 milhões de dólares já na próxima temporada. E aí eu pergunto — onde esse cara vai jogar? Porque minutos pra rookies não crescem em árvore, principalmente num time que quer voltar aos playoffs.
A situação fica ainda mais complicada quando você lembra que eles querem manter o Collin Gillespie, o Jordan Goodwin e possivelmente o Mark Williams. Cada dólar conta nessa matemática maluca que é o salary cap da NBA.
E agora, José?
É um dilema clássico dos Suns moderns: investir em juventude ou manter a continuidade? Por um lado, adicionar sangue novo sempre é tentador — ainda mais quando você tem um track record de acertar nas escolhas. Por outro, manter o grupo que deu certo na temporada passada também faz muito sentido.
Na minha visão, eles vão acabar fazendo alguma coisa. Gregory não é do tipo que fica parado quando vê oportunidade. Mas a grande questão é se vale a pena sacrificar flexibilidade financeira futura por um jogador que pode nem ver a quadra direito na primeira temporada.
E vocês, o que acham? Os Suns devem ir all-in na juventude de novo ou manter a calma e focar em manter o elenco atual? Eu tenho a impressão de que dia 23 de junho vai ser mais uma noite de surpresas no deserto do Arizona.
