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  • Jason Collins morreu aos 47 — o cara que mudou tudo na NBA

    Jason Collins morreu aos 47 — o cara que mudou tudo na NBA

    Cara, ainda não acredito que o Jason Collins se foi. O primeiro jogador abertamente gay da NBA morreu na semana passada aos 47 anos, depois de oito meses lutando contra um câncer no cérebro. E não vou mentir — isso mexeu comigo de um jeito que eu não esperava.

    Vocês lembram de 2013? O Jason simplesmente mandou um texto na Sports Illustrated contando pro mundo inteiro que era gay. Assim, do nada. Foi o primeiro atleta ativo dos grandes esportes americanos a fazer isso. Imaginem a coragem que o cara teve.

    O impacto que ninguém imaginava

    O John Amaechi (ex-NBA que tinha se assumido antes, mas já aposentado) contou uma história que me arrepiou. Ele estava dando uma palestra — talvez em Chicago, não lembra direito — quando um cara da plateia veio falar com ele. O jovem disse que se identificou demais com a história do Collins.

    “Não era só identificação. Era como se estivesse alimentando a alma dele”, disse o Amaechi. “Dava pra ver o cara literalmente crescendo enquanto falava sobre o que tinha ouvido.”

    Olha, eu não conseguia imaginar na época, mas o Collins realmente abriu as portas. Depois dele, vieram outros: o Carl Nassib na NFL, o Collin Martin no futebol, o Luke Prokop no hockey. Todos eles admitem que pisaram no terreno que o Jason preparou.

    Mais que um pioneiro — um irmão mais velho

    O que mais me impressiona é como o Collins virou uma espécie de irmão mais velho pra galera LGBTQ+ no esporte. O R.K. Russell (ex-NFL que se assumiu bissexual em 2019) mandou a real: “Todo jogador que se assume depois dele, profissionalmente ou na vida pessoal, está nos ombros do Jason Collins”.

    O cara jogou 13 temporadas na NBA, passou por seis times diferentes. Não era um superstar — vamos ser honestos — mas era respeitado. E talvez isso tenha sido até melhor. Mostrou que não importa se você é o LeBron ou o décimo segundo do banco: você pode ser quem é.

    O Amaechi falou uma coisa que me marcou: “A presença dele, o tom, a dignidade, o calor humano, o humor — tudo isso mudou a mente dos jogadores também. E não só dos que jogaram com ele.” É isso aí. O Jason não só se assumiu; ele fez isso com uma classe absurda.

    Sinceramente, acho que a gente não dimensiona direito o que esse homem fez. Em 2013, ainda rolava muito preconceito no vestiário da NBA. O cara botou a cara a tapa e disse: “Eu sou assim, e daí?” Mudou o jogo pra sempre.

    Descanse em paz, Jason Collins. Obrigado por ter aberto esse caminho.