Olha, eu amo a confiança do Mat Ishbia quando ele fala que os Suns vão ser campeões com o Devin Booker. Mas cara, depois de assistir esses playoffs inteiros como um maníaco — e sim, eu sou desses doentes que assiste cada jogo como se fosse um scout — uma coisa fica bem clara: Phoenix tá muito, muito longe de um título.
Ishbia falou com toda a convicção do mundo: “Vou entrar no fogo com Devin Booker, e farei isso com orgulho. Booker não vai ser trocado. Ele é nosso jogador franquia. Vamos ganhar um campeonato aqui com Devin Booker.” Bonito, né? Mas falar é fácil — fazer acontecer é outra história completamente.
A realidade bateu forte nestes playoffs
Mano, se você acompanhou os playoffs como eu, deve ter ficado chocado com o que rolou. O Oklahoma City Thunder simplesmente destroçou todo mundo pela frente. Fizeram picadinho dos Lakers, passaram por cima dos Suns como um trator. 8-0 direto pras finais do Oeste!
E do outro lado? San Antonio Spurs eliminando Minnesota em seis jogos. Cara, os Spurs são praticamente bebês na NBA e já estão brigando por uma vaga nas Finais. Isso que é absurdo de ver.
A verdade é crua: enquanto OKC e San Antonio combinam talento jovem com profundidade e flexibilidade financeira, os Suns estão carregando $23,2 milhões em dead money no salary cap. É como tentar correr uma maratona com uma pedra de 20 quilos amarrada no pé.
Booker é monstro, mas não faz milagre sozinho
Não me entendam mal — Devin Booker é um jogador fora de série. O cara pode facilmente dropar 40 pontos em qualquer noite. Mas basquete é esporte coletivo, e por melhor que seja, ele não consegue carregar essa franquia sozinho até o título.
Olha só a situação: Thunder e Spurs têm núcleos jovens que vão dominar o Oeste pelos próximos anos. Shai Gilgeous-Alexander tem 26 anos, Chet Holmgren tem 22. Victor Wembanyama tem 22 também. Esses caras estão só começando!
Enquanto isso, os Suns precisam encontrar uma fórmula mágica com um elenco caro, veterano e cheio de limitações financeiras. Sinceramente? O caminho pra uma final da NBA nos próximos cinco anos parece mais estreito que uma quadra de vôlei.
Ishbia acertou em outras coisas
Vou dar o braço a torcer: gosto muito do que Ishbia tem feito à frente da franquia. Ele valorizou a experiência do torcedor, tornou o time mais acessível, tentou corrigir os erros típicos de dono novato. Isso é importante demais.
Mas uma coisa é melhorar a organização, outra é competir com esses monstros que estão surgindo no Oeste. OKC tem uma continuidade que Phoenix nunca vai ter com essa folha salarial. San Antonio tem o Wemby — um alienígena de 2,24m que defende como Mutombo e arremessa como Durant.
E aí, vocês acham que dá pra sonhar com título tendo essa realidade pela frente? Eu quero muito que role, mas a matemática não tá fechando não.
Na minha visão, Ishbia falou sobre continuidade e desenvolvimento na mesma entrevista — e é nisso que eu acredito mais. Construir aos poucos, desenvolver jovens, ser paciente. Porque forçar um título agora pode acabar destruindo o futuro da franquia.
O negócio é torcer para que algum milagre aconteça. Ou que Booker vire o Michael Jordan da noite pro dia. Porque senão, esse papo de título vai ficar só no discurso mesmo.



