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  • Jason Collins nos deixou aos 47 anos – o pioneiro que mudou tudo

    Jason Collins nos deixou aos 47 anos – o pioneiro que mudou tudo

    Mano, que notícia triste pra começar a semana. Jason Collins, o primeiro jogador abertamente gay da NBA, morreu ontem aos 47 anos depois de uma luta corajosa contra um câncer cerebral agressivo. E olha, eu não vou mentir – isso me pegou de jeito.

    O gigante de 2,13m lutava contra um glioblastoma de estágio 4 desde dezembro passado. Pra quem não conhece esse tipo de câncer, é um dos mais agressivos que existem – se espalha rápido e é brutal. A família dele confirmou a morte numa declaração emocionante, falando sobre como ele “mudou vidas de formas inesperadas”.

    O cara que teve coragem quando ninguém tinha

    Cara, vocês lembram de 2013? Eu lembro perfeitamente. Quando Collins publicou aquela carta na Sports Illustrated assumindo que era gay, foi um terremoto no esporte americano. Não era só NBA – ele foi o PRIMEIRO jogador ativo assumidamente gay em todas as quatro grandes ligas dos EUA (NFL, NBA, MLB, NHL).

    Imaginem a pressão, a coragem que isso exigiu. O basquete americano sempre foi um ambiente machão, cheio de estigmas. E lá vem o Collins, veteranaço de 34 anos na época, e simplesmente fala: “Eu sou gay, e daí?”. Mudou tudo.

    O cara não era um superstar, né? Era aquele pivô trabalhador, desses que fazem o trabalho sujo. Passou por sete times diferentes em 13 temporadas – Nets, Grizzlies, Timberwolves, Hawks, Celtics, Wizards… Um jornaleiro nato do garrafão. Mas quando se aposentou em 2014, deixou um legado muito maior que qualquer estatística.

    A luta final que ninguém merecia

    Em dezembro, Collins revelou que estava com dificuldades de concentração, esquecimentos, aquele negócio de “neblina mental” que ele chamava. Foi fazer uns exames na UCLA e descobriram o tumor cerebral.

    O que me impressiona é que mesmo doente, o cara conseguiu ir no All-Star Weekend em fevereiro. Tinha feito tratamento em Singapura, numa clínica especializada nesse tipo de câncer. Por um momento, parecia que a coisa estava controlada. Mas esse tipo de câncer é covarde – voltou com força total.

    Adam Silver, comissionário da NBA, disse uma coisa que resume tudo: o impacto do Collins “se estendeu muito além do basquete”. É isso aí. O cara abriu portas, quebrou barreiras, fez a liga mais inclusiva.

    Vocês acham que hoje a NBA seria a mesma sem a coragem que Collins teve em 2013? Eu sinceramente acho que não. Ele pavimentou o caminho pra outros atletas se sentirem à vontade pra ser quem são, sem ter que esconder nada.

    Descanse em paz, Collins. O basquete perdeu um gigante – não só de altura, mas de caráter.