Olha, vou ser bem direto aqui: o Mikal Bridges tá cansado de ser o alvo das críticas dos torcedores do Knicks. E sinceramente? Eu entendo ele.
O cara foi trocado por CINCO picks de primeira rodada — cinco! — e desde então fica ouvindo cobrança toda semana. Mas aqui vai uma: nos playoffs do ano passado, foi justamente o Bridges que salvou a pátria em vários momentos decisivos.
Quando importa, ele aparece
Lembram do roubo de bola no Jaylen Brown nos segundos finais da prorrogação do Jogo 1 contra o Celtics? Foi ele. E do steal no Jayson Tatum para selar o Jogo 2 da mesma série? Bridges de novo. Sem falar na cesta que empatou o Jogo 6 contra o Pistons com 35 segundos restantes — numa partida onde fez 25 pontos.
“Playoffs são divertidos, tem muito mais intensidade, muita agressão, muito pensamento”, disse Bridges recentemente. “É sempre divertido jogar nos playoffs. Só tento fazer o que for preciso para vencer.”
E quando perguntaram se ele eleva o nível na pós-temporada, a resposta foi na lata: “Eu gostaria de elevar. Acho que todo jogador gostaria. Só tento ser o melhor que posso e fazer o que for preciso para ajudar o time.”
A pressão da troca pesada
Vamos combinar uma coisa — a pressão em cima dele é absurda. Karl-Anthony Towns também leva porrada, mas o Bridges lidera esse ranking de “criticados” por causa daqueles cinco picks. Na minha visão, isso é meio injusto.
O técnico Mike Brown deixou bem claro a hierarquia ofensiva: Jalen Brunson primeiro, KAT segundo, e aí vem todo mundo. Geralmente o OG Anunoby fica em terceiro, então sobra pro Bridges ser a quarta opção. E olha, Josh Hart até defendeu o parceiro, dizendo que ele poderia pontuar mais se recebesse mais arremessos, mas não é isso que pedem dele.
“Sacrifício pelos seus irmãos”, disse Bridges após o treino. “Colocar o corpo na linha, fazer o que for preciso para ajudar os companheiros.”
Vocês acham que é fácil ser uma quarta opção depois de ser trocado por cinco picks? Eu não acho. Mas o cara abraçou a função.
DNA de playoff
Aqui que tá o lance: independente de como ele joga durante a temporada regular, quando chega nos playoffs o bicho pega. O Knicks tem um time veterano, e o Bridges tem tanta experiência de pós-temporada quanto qualquer um ali.
“É meio que o que eu conheço”, disse ele. “É do meu DNA.”
E é mesmo. O cara pode não estar cravando 20+ pontos todo jogo na temporada regular, mas nos momentos que definem campeonatos? Aí ele vira outro jogador. Defesa sufocante, roubadas de bola nos momentos certos, cestas decisivas.
Olha, eu tô curioso pra ver como vai ser nestes playoffs. Se o Bridges repetir as atuações do ano passado, muita gente vai ter que engolir as críticas. E sinceramente? Torço pra que isso aconteça. O cara merece.
