Tag: Sharife Cooper

  • Sharife Cooper tenta se firmar na NBA, mas será que consegue?

    Sharife Cooper tenta se firmar na NBA, mas será que consegue?

    Olha, vou ser sincero com vocês: quando vi o Sharife Cooper jogando pelos Wizards essa temporada, fiquei na dúvida se ele realmente tem futuro na NBA. O cara tem 24 anos e já rodou mais que roda de ônibus — China, Turquia, Grécia, França. Agora voltou pra tentar uma última cartada em Washington.

    Cooper chegou nos Wizards com um contrato two-way, daqueles que você sabe que é mais pra completar roster mesmo. E cara, ele meio que virou aquele clássico “capitão do tanque” — armador veterano que joga quando o time já tá pensando na loteria do Draft.

    Os números até que impressionam

    Mas espera aí, porque os números do moleque não são ruins não. 61% de true shooting é coisa de gente boa, ainda mais pra um armador. Acertou 38% das bolas de três também, o que tá longe de ser ruim. O cara consegue penetrar, finalizar no garrafão e ainda tem uns toques de playmaker.

    Quando ele pegava a bola e resolvia partir pro ataque, geralmente dava certo. No pick-and-roll e nas jogadas de isolação, o desempenho foi positivo. Aliás, no iso ele conseguiu impressionantes 1 ponto por posse — isso é percentil alto, galera.

    Cooper tem uma velocidade absurda e mentalidade de cestinha nato. Consegue pontuar nos três níveis, inclusive com um arremesso de média distância bem eficiente. Entre os armadores jovens dos Wizards, foi quem melhor conseguiu furar a defesa adversária consistentemente.

    Mas aí que mora o problema

    Agora vem a parte ruim da história. Cooper não é muito ameaçador quando não tem a bola, e como criador de jogadas ele deixa a desejar pra compensar isso. O arremesso de três até foi eficiente, mas com volume baixíssimo — meio estranho pra um cara que teve papel ofensivo importante.

    E olha, o movimento dele no arremesso é meio travado, lembra até os irmãos Ball. As defesas às vezes nem se preocupavam muito em marcar ele na linha de três. Segundo os dados, ele ficou apenas no percentil 28 em assistências potenciais por tempo com a bola. Traduzindo: não criava jogadas suficientes pros companheiros.

    Talvez por isso Cooper raramente entrou na rotação quando o time estava saudável, e não conseguiu um contrato padrão da NBA — diferente do Tristan Vukcevic e do Jamir Watkins. Na NBA de hoje, armador pequeno e com problemas defensivos precisa ser craque na criação, senão não cola.

    A defesa que dói de ver

    E por falar em defesa… cara, foi de doer. As métricas defensivas podem ser meio malucas às vezes, mas todas apontam pra ele sendo um dos piores defensores individuais da liga inteira. Isso dói.

    Com Trae Young e Tre Johnson já no elenco, Cooper meio que vira redundância. E se os Wizards querem sair dessa de tankar e brigar por alguma coisa, vai ser difícil encontrar espaço pra ele.

    Sinceramente? Acho que essa pode ter sido a última chance do Cooper na NBA. O talento tá lá, mas nessa liga você precisa de mais que números bonitos. E vocês, acham que ele ainda consegue se firmar ou é hora de aceitar que o sonho NBA chegou ao fim?