Tag: stepback

  • Bol Bol rompe Aquiles nas Filipinas — fim de carreira?

    Bol Bol rompe Aquiles nas Filipinas — fim de carreira?

    Cara, que notícia triste pra começar o fim de semana. Bol Bol sofreu uma ruptura parcial do tendão de Aquiles jogando pelo TNT Tropang 5G na liga filipina (PBA Commissioner’s Cup), e sinceramente, meu coração apertou quando vi o vídeo da lesão.

    O filho do lendário Manute Bol estava tentando uma penetração na sexta-feira quando pisou de forma estranha e… pronto. Deu pra ver na hora que era coisa séria. O cara simplesmente não conseguiu mais colocar peso na perna. Quem já viu uma ruptura de Aquiles sabe que é desesperador.

    A lesão que todo jogador teme

    O fisioterapeuta da liga filipina foi direto ao ponto: “Mukhang ruptured Achilles” (parece ruptura do Aquiles). E explicou que esse tipo de lesão causa perda total da capacidade de flexionar o pé — por isso o Bol não conseguia nem pisar.

    Olha, eu acompanho a carreira do Bol faz tempo, e o moleque sempre teve potencial absurdo. 2,18m de altura com habilidade pra jogar de armador — é coisa de maluco. Mas as lesões sempre atrapalharam ele na NBA.

    Agora aos 26 anos, depois de rodar por Denver Nuggets, Orlando Magic e Phoenix Suns, o cara foi tentar a vida nas Filipinas. Na última temporada NBA (2024-25), jogou 36 partidas pelo Suns com médias modestas: 6.8 pontos e 2.9 rebotes em apenas 12.4 minutos por jogo.

    O futuro incerto de um talento único

    Vou ser sincero com vocês: ruptura de Aquiles é uma das piores lesões que um jogador pode ter. Demora pra curar, demora pra voltar ao ritmo, e muita gente nunca mais fica igual.

    O TNT já está correndo atrás de substituição pro Jogo 3, mas a real é que perdeu um cara diferenciado. Quantos jogadores de 2,18m vocês conhecem que conseguem arremessar de três (34.4% na última temporada) e ainda têm mobilidade pra penetrar?

    Agora é torcer pra que a ressonância magnética mostre que não foi tão grave quanto parece. Mas pelo vídeo e pela reação dele… não tô muito otimista, não.

    Que dó, cara. O Bol sempre foi um dos meus projetos favoritos da NBA, mesmo com todas as limitações. Espero que ele consiga se recuperar 100% e quem sabe ainda dar uma voltinha pelas quadras americanas.

  • NBA virou terra de lesão muscular — culpa da era do stepback?

    NBA virou terra de lesão muscular — culpa da era do stepback?

    Cara, vou falar uma coisa que tá me incomodando há um tempão: a NBA virou um festival de lesão muscular. E não é impressão minha não — os números são absurdos.

    Pensa comigo: em 2010, a liga toda teve 18 lesões na panturrilha. Ano passado? Sessenta. Nesta temporada? Oitenta e seis! É quase cinco vezes mais. Isso não é normal.

    O drama dos playoffs

    Os playoffs viraram uma novela de contusão. Jalen Williams perdeu seis jogos do Thunder por problema no posterior. Franz Wagner, OG Anunoby, Aaron Gordon — todo mundo no departamento médico com panturrilha ou posterior da coxa. O Donte DiVincenzo rompeu o tendão de Aquiles. O Luka perdeu TODA a campanha dos Lakers por causa de uma lesão grau 2 no posterior.

    E olha que ironia: Anthony Edwards voltou de lesão no joelho só pra ficar limitado de novo. Sinceramente, parece que os caras não conseguem mais jogar uma temporada inteira sem quebrar algo.

    A revolução do um pé só

    Aqui que a coisa fica interessante. Ron Adams, técnico auxiliar veteraníssimo da NBA, mandou uma real: “O basquete costumava ser um esporte de dois pés. Se você assistisse um treino do John Wooden, era sempre igual: chegue no garrafão e jogue com os dois pés apoiados. Hoje em dia, o jogo é de um pé só.”

    Faz sentido demais. Pensa nos movimentos que dominam o jogo hoje: o stepback de três (que todo mundo tenta fazer igual ao Harden) e o euro-step. Os dois movimentos botam uma pressão desgraçada na panturrilha e no posterior da coxa.

    A ciência por trás disso é meio assustadora. Quando você faz um stepback, o músculo fica ativado E esticado ao mesmo tempo — é exatamente a receita perfeita pra lesão. É como forçar o elástico no limite.

    Os reis do stepback pagaram o preço

    Olha só esse dado que me deixou de cara: o Tatum tentou 11 stepbacks de três na temporada de calouro em 2017-18. Nesta temporada? Duzentos e cinquenta e um! Vinte e três vezes mais, cara.

    Apenas cinco jogadores passaram de 1.000 stepbacks na carreira: Harden, Doncic, Curry, Tatum e Damian Lillard. Adivinha? Lillard e Tatum já romperam o Aquiles. O Doncic teve três lesões na panturrilha. E o Curry — que nunca se machucou sério em 17 anos — teve sua primeira lesão muscular nos playoffs do ano passado.

    Isso não pode ser coincidência.

    O mais preocupante são as lesões recorrentes. Treze jogadores se machucaram múltiplas vezes na panturrilha só nesta temporada. Seis caras tiveram três ou mais lesões na panturrilha em uma temporada: Coby White, Rui Hachimura, Isaiah Hartenstein, Giannis, Evan Mobley e Ty Jerome.

    Pra você ter ideia do absurdo: de 2010 a 2024 (14 temporadas), isso só tinha acontecido cinco vezes no total. Agora aconteceu seis vezes em um ano só!

    Vocês acham que a NBA precisa repensar o calendário? Porque 82 jogos na temporada regular + dois meses de playoffs + torneio da temporada… não dá pra culpar só os stepbacks. O corpo humano tem limite, né?

    Na minha opinião, a liga criou um monstro: um estilo de jogo espetacular de assistir, mas que tá literalmente quebrando os jogadores. E aí, será que vale a pena?