Olha, eu não esperava que o Jon Scheyer fosse fazer uma jogada dessas tão cedo na carreira dele como técnico principal. O cara acabou de fisgar o John Blackwell, que tava sendo disputado por meio país e era considerado o terceiro melhor transfer disponível no portal.
E que jogador, meu amigo. O garoto saiu de Wisconsin depois de fazer uma temporada monstro: 19.1 pontos, 5.1 rebotes e 2.3 assistências por jogo. Ganhou até menção honrosa no All-Big Ten, que não é brincadeira nenhuma.
O arremesso de 3 que impressiona
Mas o que mais me chamou atenção nos números do Blackwell foi o aproveitamento de além do arco. Cara converteu 38.9% das bolas de três — e olha que ele tentava mais de 7 por jogo! Quando ele recebia a bola livre pra arremessar, o percentual subia pra absurdos 44.2%.
A cereja do bolo? Foi ele quem deu a primeira derrota pro Michigan na temporada, que depois virou campeão nacional. Meteu 26 pontos com quatro bolas de três. Imagina a pressão que é quebrar uma invencibilidade dessa?
Duke apostando na experiência
O que mais me impressiona é a mudança de estratégia de Scheyer. Tradicionalmente, Duke sempre foi o time dos calouros cinco estrelas que ficam um ano e vazam pro Draft. Agora o cara tá construindo um elenco com mais experiência, mantendo veteranos como Cayden Boozer e Patrick Ngongba II.
Sinceramente, acho que essa é a jogada certa. College basketball tá cada vez mais competitivo, e ter jogadores que já sabem o que é pressão de março faz toda diferença. Blackwell provou isso nos playoffs: 22 pontos e 10 rebotes na derrota de Wisconsin pro High Point, e média de 26 pontos no torneio da Big Ten.
E vocês viram como ele é clutch na linha do lance livre? 86.3% de aproveitamento. Isso é fundamental nos momentos decisivos — daqueles que definem se você volta pra casa ou continua sonhando com o título.
Time pra brigar pelo caneco
Com essa contratação, Duke não tá só montando um time competitivo. Tá montando um candidato real ao título nacional. A classe de calouros continua elite (Cam Williams, Deron Rippey Jr. e Bryson Howard são todos top-15), mas agora tem a experiência que faltava.
Na minha visão, Scheyer finalmente entendeu a fórmula: misturar talento jovem com veteranos que já passaram pelo fogo. E Blackwell, com 1,93m e essa capacidade de pontuar de qualquer lugar da quadra, encaixa como uma luva no sistema de Duke.
Podem anotar aí: Duke vai ser um dos favoritos na próxima temporada. E olha que eu não sou muito de fazer previsões assim tão cedo, mas esse elenco tem cara de quem vai longe em março.
