Cara, que história bonita essa do Cincinnati. O programa acabou de anunciar Jerrod Calhoun como novo técnico — e olha só que loucura: o cara é ex-aluno da própria universidade. Volta pra casa depois de 22 anos, agora como comandante do time que ele torcia quando era estudante.
Calhoun estava fazendo um trabalho monstro no Utah State. Nos últimos dois anos, o time dele foi 55-15 e se classificou pro March Madness nas duas temporadas. Nada mal, né? A última participação acabou no domingo passado, com derrota pro Arizona por 78-66 na segunda rodada. Mesmo assim, temporada de 29-7 e títulos da temporada regular e do torneio da Mountain West.
A trajetória até chegar aqui
O que mais me impressiona na história do Calhoun é a paciência. O cara se formou em Cincinnati em 2004, foi assistente estudantil do Bob Huggins por um ano. Depois seguiu Huggins pra West Virginia, onde ficou como assistente de 2007 a 2012. Aí foi construindo nome devagar: técnico principal do Fairmont State (Divisão II) de 2012 a 2017, onde fez 124-38 e chegou na final nacional em 2017. Detalhe curioso: um dos assistentes dele por três anos foi Joe Mazzulla — sim, o atual técnico do Boston Celtics.
No Youngstown State, de 2017 a 2024, teve campanha de 118-106. Números modestos, mas sempre evoluindo. Até que chegou a chance no Utah State e mostrou que estava pronto pro próximo nível.
O desafio que espera em Cincinnati
Agora a bronca: Cincinnati não vai pro March Madness há SETE anos. Sete! É a maior seca do programa em mais de três décadas. Pra quem já teve dois títulos nacionais e foi potência nos anos 90 e 2000 com Huggins, isso dói.
Wes Miller foi demitido no início do mês depois de cinco temporadas com 100-74. Desde que entraram na Big 12 em 2024-25, os Bearcats têm 37-31 no geral e apenas 16-22 na conferência. Ou seja, Calhoun herda um programa histórico, mas que precisa de uma reconstrução séria.
Vocês acham que a conexão emocional com a universidade vai ajudar o Calhoun a reconectar os fãs com o programa? Sinceramente, eu acho que sim. Às vezes é isso que um programa precisa — alguém que entende o DNA do lugar e tem aquela fome de provar que pode fazer a diferença exatamente onde tudo começou pra ele.
