St. Bonaventure aposta em treinador da Divisão II em parceria com Woj

Cara, quando você pensa que já viu de tudo no basquete universitário americano, aparece uma dessas. St. Bonaventure acabou de anunciar Mike MacDonald, treinador da Divisão II Daemen College, como seu novo técnico principal. E olha, isso faz muito mais sentido do que parece à primeira vista.

MacDonald, de 59 anos, não é nenhum desconhecido no estado de Nova York. O cara passou 12 temporadas no Daemen College e nos últimos dois anos foi simplesmente absurdo: 61 vitórias em 65 jogos. Nesta temporada, levou o time até 33-2 antes de parar no Elite Eight da Divisão II. Números que não mentem.

A estratégia por trás da contratação

Aqui que a coisa fica interessante. St. Bonaventure não está fazendo isso sozinho — eles têm Adrian Wojnarowski como gerente geral desde o ano passado. Sim, o Woj que você conhece do ESPN. A ideia é clara: pagar menos para o técnico e investir pesado no elenco através do NIL (Name, Image, Likeness).

MacDonald deve estar entre os técnicos mais mal pagos da Atlantic 10, mas isso é proposital. Com Woj usando suas conexões da NBA para recrutar e mais dinheiro indo direto pros jogadores, pode ser uma fórmula genial. Ou um tiro no pé. Vamos ver.

Saída polêmica e novo começo

A situação ficou meio tensa com a saída de Mark Schmidt, que estava há 19 anos no programa. O cara tinha 341 vitórias e levou o time três vezes ao March Madness, mas a temporada passada foi um desastre: começaram 11-2 e terminaram 4-14 na conferência. Os torcedores não gostaram nada da forma como ele saiu.

Bob Beretta, o diretor atlético, teve que escrever uma carta aberta se explicando. Disse que o programa estava num “ponto de inflexão” e precisava de alguém que soubesse lidar com a era do NIL. Translation: precisavam de alguém que topasse ganhar menos pra investir mais nos jogadores.

MacDonald não é estreante em divisões superiores não. Entre 1997 e 2006, ele treinou Canisius na Divisão I, onde assumiu o lugar de John Beilein (aquele mesmo que depois foi pros Pistons). O resultado? 108-153 em nove temporadas. Não foi brilhante, mas também não foi terrível.

E vocês sabem o que eu acho? Essa tendência de técnicos da Divisão II subindo está virando realidade. Olha só o Ben McCollum em Iowa — quatro títulos nacionais na Divisão II e agora levou os Hawkeyes pro Elite Eight no primeiro ano. Josh Schertz fez algo parecido em Saint Louis.

A questão é: será que MacDonald consegue repetir o sucesso numa conferência muito mais competitiva? A Atlantic 10 não perdoa, e St. Bonaventure vai precisar de resultados rápidos pra justificar essa aposta. O que vocês acham dessa estratégia de economizar no técnico pra gastar mais com jogadores?

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