McDermott se aposenta na Creighton após 16 anos – era chegou ao fim

Olha, eu não esperava essa. Greg McDermott anunciou sua aposentadoria como técnico de Creighton depois de 16 temporadas no comando dos Bluejays. E sinceramente? Faz sentido.

O cara construiu algo especial por lá. São 365 vitórias apenas na Creighton e mais de 500 na carreira toda — números que impressionam qualquer um. Mas a temporada 2024-25 foi complicada: apenas 15 vitórias contra 17 derrotas. Para um cara acostumado a ganhar 20+ jogos por ano (foram 10 temporadas consecutivas assim), deve ter doído.

A transição já estava planejada

A coisa mais interessante? Isso não foi do nada. Alan Huss, ex-jogador de Creighton que trabalhou com McDermott por sete anos antes de virar técnico principal em High Point, já estava oficialmente como “coach-in-waiting” desde abril. Basicamente, era só questão de tempo.

Huss inclusive deixou High Point (depois de levar eles pra March Madness, diga-se de passagem) especificamente pra voltar pra casa e assumir o programa. Movimento inteligente da administração — continuidade sem traumas.

O legado do velho McDermott

Cara, o que esse cara fez na Creighton foi absurdo. Pegou o programa ainda na Missouri Valley Conference e levou eles pro Big East — uma das mudanças mais importantes da história recente do basquete universitário americano. E não foi só mudar de liga, não. Os caras ganharam o título da temporada regular do Big East em 2019-20.

Tem também aquela Elite Eight de 2023 que terminou de forma controversa contra San Diego State. Lance livre polêmico com 1.2 segundo no relógio — dessas que a gente nunca esquece (e que devem assombrar o McDermott até hoje).

Ah, e ele treinou o próprio filho, Doug McDermott, de 2010 a 2014. Imagina a pressão, monstro.

McDermott vai continuar no banco até o final do torneio pós-temporada (The Crown), aí passa o bastão pro Huss na temporada 2026-27. Uma saída com classe, respeitosa — do jeito que esses caras da velha escola fazem.

E vocês, acham que Huss vai conseguir manter o padrão? Voltar pra casa sempre é especial, mas a pressão vai ser real.

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