Olha só que movimento interessante na NCAA feminina: South Florida acabou de anunciar a contratação de Kristy Curry como nova técnica principal. Ela estava no Alabama há 13 temporadas e agora vai tentar reerguer os Bulls.
Sinceramente? Acho uma aposta inteligente.
Saída do Alabama depois de 13 anos
Curry encerrou sua passagem pelo Crimson Tide de forma amarga — perderam por apenas um ponto (69-68) pro Louisville na segunda rodada do March Madness. Treze anos no comando e essa foi a quarta aparição consecutiva no torneio da NCAA. Nada mal, considerando que ela perdeu duas jogadoras pro draft da WNBA: Aaliyah Nye e Sarah Ashlee Barker.
O Alabama terminou a temporada com 24-11, que não é um recorde ruim não. Mas às vezes uma mudança de ares é necessária mesmo, né?
O desafio em South Florida
A situação dos Bulls não tá fácil. Eles ficaram sem técnico quando Jose Fernandez decidiu partir pro WNBA e virar assistente do Dallas Wings — uma saída que pegou todo mundo de surpresa. Fernandez tinha construído algo especial lá: 10 aparições no March Madness em 25 anos. Isso é consistência, monstro.
Nesta temporada, com Michele Woods-Baxter como técnica interina, South Florida ficou de fora da dança. Terminaram 20-12 no geral e 13-5 na American Athletic Conference — terceiro lugar na conferência, mas perderam pro UTSA no torneio da conferência. Vacilo que custou caro.
Curry tem currículo pra reconstruir
A nova técnica não chega de mãos vazias. Começou a carreira como head coach em Purdue em 1999 e fez um trabalho absurdo: 179-51 de recorde geral em sete temporadas. Detalhe: Purdue foi pro March Madness em TODAS as sete temporadas dela. E o mais impressionante? Chegaram na final nacional em 2000-01.
Depois passou pelo Texas Tech de 2006 até 2013, quando migrou pro Alabama. Agora South Florida tá apostando que ela consegue trazer de volta aquela magia que Fernandez tinha criado.
Vocês acham que ela consegue colocar os Bulls de volta no mapa? A pressão vai ser grande, mas o currículo dela fala por si só. Treze anos no SEC (a conferência mais competitiva do basquete universitário) não é brincadeira.

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