Cara, essa história do Cade Cunningham tá me deixando revoltado. O cara faz a temporada da vida dele, leva o Pistons pro topo do Leste, e agora pode ficar de fora de todas as premiações por causa de uma regra ridícula.
O problema? Cade jogou 61 partidas esta temporada, mas um pneumotórax (pulmão colapsado — que situação bizarra) pode impedir ele de chegar nos 65 jogos obrigatórios para concorrer ao MVP e fazer o All-NBA Team. E olha só que ironia cruel: ele também fica de fora da exceção de 62 jogos para lesões que encerram a temporada.
A revolta da NBPA faz todo sentido
A associação dos jogadores não poupou palavras na crítica: “A potencial inelegibilidade do Cade Cunningham para prêmios de fim de temporada depois de uma campanha que define carreira é uma clara acusação contra a regra dos 65 jogos”.
E tem mais — eles chamaram a regra de “arbitrária e excessivamente rígida”. Sinceramente? Concordo 100%. Como você pode ignorar uma temporada de 24.5 pontos, 9.9 assistências e 5.6 rebotes por jogo só porque o cara se machucou?
Jeff Schwartz, agente do Cade, foi direto ao ponto: “Cade entregou uma temporada de primeiro time do All-NBA. Se ele ficar pouco abaixo de um limite arbitrário devido a uma lesão legítima, isso não deveria desqualificá-lo do reconhecimento que claramente conquistou”.
Pistons dominando sem reconhecimento?
Olha a situação absurda: Detroit tem o melhor recorde do Leste com 52-19. Cinco jogos na frente do Boston, oito à frente do Cleveland na divisão. E o cara que comandou essa reviravolta histórica pode não ganhar nada?
Lembro quando o Pistons era piada na liga há poucos anos. Agora o Cade, escolha número 1 do draft de 2021, transformou completamente a franquia. Nos últimos dois anos foram duas seleções pro All-Star, sétimo lugar na votação de MVP na temporada passada…
E aí, vocês acham justo um jogador perder todas as premiações por uma lesão? Na minha visão, a NBA precisa urgentemente rever essa regra dos 65 jogos.
O que vem por aí
O técnico J.B. Bickerstaff resumiu bem: “É difícil para o Cade passar pelo que está passando agora. O quão importante ele é para o time, o quão importante estar com seu time é para ele, não torna isso fácil”.
A reavaliação do Cade acontece em duas semanas, mas as chances de ele voltar a tempo de chegar nos 65 jogos parecem bem remotas. Uma pena gigantesca — talvez a melhor temporada da carreira dele resulte em zero reconhecimento oficial.
Essa regra precisa mudar. Ponto final.









