Cara, o Ron Harper Jr. não conseguiu segurar a revolta e eu entendo completamente o cara. O resultado do All-NBA Team saiu no domingo à noite e o Jaylen Brown ficou de fora do primeiro time. E olha, sinceramente? Também fiquei meio perplexo com essa.
O parceiro do Brown postou no Instagram Stories apenas “2nd team????” com aquela cara de quem não acredita no que tá vendo. Simples, direto e cheio de indignação. Harper Jr. pode não ser o cara mais conhecido do elenco dos Celtics, mas ele tá lá no dia a dia vendo o que o Brown faz em quadra.
Brown carregou Boston nas costas
E não é pra menos a revolta, né? O Jaylen teve que virar o cara dos Celtics praticamente sozinho. Com o Jayson Tatum fora na maior parte da temporada por lesão, Brown assumiu a responsabilidade total – e olha que responsabilidade.
Os números dele não mentem: 28.7 pontos, 6.9 rebotes e 5.1 assistências por jogo. Boston era esperado pra desandar depois de todas as mudanças no elenco no verão passado, problemas com luxury tax, essas coisas. Mas não. Os caras ganharam 56 jogos na temporada regular!
Na minha visão, Brown mostrou uma liderança absurda. Não foi só os números – foi a atitude, a consistência, aquela pegada de “vem que eu resolvo” que todo time campeão precisa ter.
Mas quem sai do primeiro time?
Aí que tá o problema, né? O primeiro time All-NBA ficou com Shai Gilgeous-Alexander (MVP da temporada), Nikola Jokic, Victor Wembanyama, Luka Doncic e Cade Cunningham. Monstros, todos eles.
Eu fico pensando: quem vocês tirariam pra colocar o Brown? É complicado mesmo. Cada um desses caras teve temporadas espetaculares. O Shai foi MVP, o Jokic é o Jokic, Wemby tá revolucionando a liga, Luka… bem, é o Luka. E o Cade teve uma evolução impressionante em Detroit.
Mas poxa, 56 vitórias praticamente carregando o time nas costas não vale um primeiro time? É de doer mesmo.
No fim das contas, Brown ficou no segundo time ao lado de Jalen Brunson, Kevin Durant, Kawhi Leonard e Donovan Mitchell. Companhia de primeira, não tem como negar. Mas a revolta dos Celtics é mais do que justificada – às vezes os números não capturam o impacto real de um jogador na temporada.

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