Cara, tem uma coisa que eu sempre achei interessante no basquete: como jogadores são moldados pelos times que admiram quando criança. E a história da Jonquel Jones é o exemplo perfeito disso.
A pivô do New York Liberty cresceu viciada naquele time dos Detroit Pistons dos anos 2000 — sabe, aquela era “Goin’ to Work” que simplesmente dominava o Leste? Chauncey Billups, Rip Hamilton, Tayshaun Prince, os irmãos Wallace… Um time que chegou em seis finais consecutivas de conferência e levou o título em 2004.
Basquete coletivo raiz
“Eu amava a forma como eles jogavam”, contou Jones depois de um treino. “Era um estilo bem diferente do que era popular na época.” E olha, ela tem razão total. Enquanto todo mundo babava no Kobe dos Lakers ou no LeBron rookie em Cleveland, Detroit mostrava que dava pra ganhar sem ter aquele superstar óbvio.
O negócio deles era pura química. Time de verdade, né? “Pra mim, eles pareciam um time de basquete de verdade em todos os aspectos”, disse JJ. “Jogavam certo, movimentavam a bola, dependiam uns dos outros.”
E sabe o mais legal? O time todo foi pro All-Star Game junto em 2006. Quando foi a última vez que você viu isso acontecer?
O reflexo no jogo atual
Com as lesões batendo no Liberty — Sabrina Ionescu tá fora há três jogos —, Jones tá aplicando exatamente aquilo que aprendeu vendo os Pistons. Quatro assistências nos últimos dois jogos, organizando o time, fazendo a bola circular.
“É simplesmente meu jogo”, explicou ela. “Sou o tipo de jogadora que, se vejo duas ou vejo as companheiras livres, eu quero movimentar a bola porque é esse o tipo de basquete que amo jogar.”
Fisicamente, ela lembra mais o Rasheed Wallace — aquele passe preciso e capacidade de abrir a quadra sendo pivô. Mas o favorito dela era outro: “Rip era meu preferido. Provavelmente ninguém nunca falou isso antes.”
DNA completo dos Bad Boys 2.0
O mais absurdo é como ela consegue ver um pedacinho de cada jogador daquele time no próprio jogo. Billups na organização, Tayshaun na versatilidade, Rip no arremesso de média distância, Rasheed na dureza no garrafão, Ben Wallace no rebote.
É impressionante como aquele time marcou uma geração inteira de jogadores. E com o Liberty precisando dessa garra coletiva pra fazer barulho na WNBA, ter uma jogadora que cresceu respirando aquela filosofia faz toda diferença.
Vocês acham que esse estilo “old school” ainda funciona no basquete moderno? Ou a individualidade virou rei absoluto?

Deixe um comentário