Wemby aprendendo na dor: adversidade vem antes da glória nas Finais

Cara, assistir o Victor Wembanyama nas Finais da NBA tem sido uma montanha-russa de emoções. O garoto tá vivendo exatamente o que o Kobe, o LeBron e outros monstros da liga passaram: aprender que grandeza se conquista através da dor.

“Eu ainda estou muito confuso. Esse é o problema todo. Preciso ter mais controle, mais domínio do jogo”, disse Wemby depois do Jogo 2. E olha, essa frase resume tudo.

A física do Karl-Anthony Towns

Os Knicks descobriram a fórmula: porrada no francesão. O KAT e toda a defesa de Nova York tão martelando o Wemby em cada rolamento, empurrando, dificultando a vida dele de todas as formas possíveis. É basquete físico no seu melhor (ou pior, dependendo do seu ponto de vista).

Durante seis quartos dessas Finais, o Victor tava perdido. Números até que razoáveis no papel, mas sem aquela pegada dominante que a gente viu contra o Thunder nas Finais da Conferência Oeste. Parecia outro jogador — e não no bom sentido.

Aí no terceiro quarto do Jogo 3, o jogo virou. Towns foi pro banco com quatro faltas (algumas meio forçadas, né?) e o Wembanyama finalmente achou espaço pra respirar. Foram 12 pontos no período, quatro arremessos só no garrafão. O menino lembrou que é um alienígena mesmo.

Os 12 segundos que doem até hoje

Mas é nos momentos decisivos que a experiência fala mais alto. Com 57 segundos no relógio, Wemby fez um and-1 absurdo e colocou os Spurs na frente. Parecia que ia dar tudo certo.

Brunson empatou (porque é isso que craque faz), e aí veio aqueles 12 segundos finais que vão dar pesadelo no francesão por um tempo. Wemby pegou o rebote defensivo, saiu correndo — porque com aquele tamanho dele, ele literalmente voa pela quadra — e tentou um passe de primeira pro Stephon Castle.

Só que o Castle tava de costas. Não viu nada. A bola bateu nas costas dele, sobrou pro Brunson, e na pressa de tentar corrigir o erro, Wemby cometeu falta. “É, eu joguei fora. Foi erro meu”, assumiu depois.

Brunson acertou só um dos dois lances livres (ainda bem), mas os Spurs não conseguiram aproveitar a chance final.

Lições que só se aprendem na quadra

Sinceramente? Isso me lembra demais as primeiras Finais do LeBron em 2007, quando os Spurs (ironicamente) deram uma aula nele. Ou o Kobe perdendo pros Celtics em 2008. São lições que não tem como aprender no treino ou conversando com guru espiritual.

O Wembanyama nasceu com dons absurdos — altura, atletismo, toque de bola — e trabalhou pra caramba pra lapidá-los. Mas essa frieza nos momentos grandes? Essa se ganha na pancada mesmo.

Vocês acham que ele vai conseguir se recuperar dessa? Porque eu tô aqui torcendo pra ver esse moleque evoluir em tempo real. As Finais ainda não acabaram, e conhecendo o Wemby, ele vai usar essa experiência como combustível.

Uma coisa é certa: se ele conseguir superar essa, vai sair muito mais forte. É assim que nascem as lendas da NBA.

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