Cara, isso aqui é histórico mesmo. O Penny Hardaway acabou de fazer algo que nenhum técnico de basquete universitário tinha feito antes: contratou um gerente geral oficial para o programa de Memphis. Gabriel Harris, que vinha comandando o Stockton Kings (time da G League), é agora o primeiro GM da história dos Tigers.
Olha, eu sempre falei que o basquete universitário americano ia evoluir para ficar mais parecido com o profissional, mas não esperava que fosse acontecer tão rápido assim. Com toda essa mudança de NIL e portal de transferências, faz total sentido ter alguém dedicado só para montar elenco.
O cara sabe o que faz
E não é qualquer um não. Harris acabou de levar o Stockton ao título da G League em 2025 – sim, time campeão. Nos três anos que ficou por lá (dois como GM), o cara montou um elenco que teve o melhor aproveitamento da temporada regular: 24 vitórias em 34 jogos.
Mas o que mais me impressiona é o olho clínico dele. Vários jogadores que passaram por suas mãos chegaram na NBA: Mason Jones conseguiu contrato com o Sacramento, Jaylen Nowell assinou com Memphis Grizzlies e Detroit Pistons, e Keon Ellis – que inclusive virou contrato fixo com os Kings.
“A história, as expectativas e a tradição do basquete de Memphis foram o que me atraíram para essa oportunidade”, disse Harris. E realmente, Memphis sempre foi uma potência no universitário – lembram daquela campanha épica de 2008?
Revolução silenciosa
Na nova função, Harris vai cuidar de tudo que um GM profissional faria: montagem de elenco, operações de recrutamento, estratégia de divisão de receita e avaliação de jogadores. Basicamente, o Penny agora pode focar só em técnica enquanto Harris cuida da parte administrativa.
O cara tem currículo pesado também: formado em Stanford (onde jogou por quatro anos e foi campeão do NIT em 2012), passou nove anos na Adidas como executivo de marketing. Tem diploma em psicologia comportamental, comunicação digital e ainda fez certificação em Data Science no MIT. Monstro, né?
Sinceramente, acho que essa é uma tendência que vai pegar. Com o tanto de dinheiro rolando no basquete universitário hoje em dia, faz sentido profissionalizar a coisa. E vocês, acham que outros programas top vão seguir o exemplo de Memphis?

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