Queta mostrou potencial, mas os playoffs foram cruéis com o pivô

Cara, o Neemias Queta teve uma temporada que foi a cara dos Celtics: muita promessa na temporada regular, mas quando chegou na hora H dos playoffs, tudo desmoronou. E olha que não foi por falta de esforço do português.

O pivô de 26 anos fez uma temporada regular sensacional — 76 jogos (coisa rara pra ele), 10.2 pontos, 8.4 rebotes e 1.3 tocos por jogo, com uns absurdos 65.3% de aproveitamento nos arremessos. Subiu de 13.9 minutos por jogo pra 25.3. Números de gente grande, sem dúvida.

Quando as faltas viram pesadelo

Mas aí chegaram os playoffs contra o Sixers e… bom, vocês viram o que aconteceu. O moleque simplesmente não conseguiu ficar em quadra por causa das faltas. Frustração total.

“Começa comigo, eu preciso ser melhor”, disse Queta após a eliminação no Jogo 7. “Mas é a natureza do trabalho de um pivô — você fica em muitas posições onde pode tomar falta. Seja nos bloqueios, nos rebotes, na defesa individual, protegendo o garrafão… Tenho que me olhar no espelho primeiro.”

Sinceramente? Ele tem razão. A vida de pivô na NBA é complicada mesmo. Mas dói ver um cara que trabalhou tanto durante o ano todo ser prejudicado justamente na hora mais importante.

De Portugal para Boston: a pressão de representar

O que mais me impressiona no Queta é a responsabilidade que ele carrega. O cara é o PRIMEIRO português a jogar na NBA. Imaginem a pressão? Quando estive em Portugal ano passado cobrindo seu camp de basquete, vi de perto como ele lida com isso.

O moleque treinava de manhã, passava o dia inteiro com centenas de crianças no camp, descansava algumas horas, e voltava pra treinar até o sol se pôr. Arremessos de gancho, jumpshots, bolas de três — tudo isso depois de um dia inteiro de trabalho. Ficava literalmente estirado no chão da quadra de cansaço, mas nunca deixava de fazer o último treino do dia.

A história dele é linda, né? Pais que imigraram da Guiné-Bissau, pai que trabalhava no exterior, mãe que pegava balsa todo dia pra trabalhar em Lisboa. Até tem um mural gigante dele no bairro onde cresceu. É muita responsa nas costas de um garoto.

E agora, o que esperar?

Joe Mazzulla foi esperto ao avisar Queta no verão que ele seria titular — deu tempo pro cara se preparar mentalmente pra pressão de ser o pivô dos Celtics. “Ele assumiu essa responsabilidade bem”, disse o técnico.

Olha, eu ainda acredito no potencial do Queta. Ele baixou as faltas de 5.4 por 36 minutos na primeira temporada pra 4.0 nesta — mostra que tá evoluindo. Mas precisa dar esse próximo passo nos playoffs.

E vocês, acham que ele consegue se firmar como titular dos Celtics mesmo depois dessa frustração nos playoffs? Ou será que Boston vai atrás de outro pivô?

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