Cara, eu preciso desabafar sobre o Nikola Vučević nos Celtics. Como fã que acompanha o montenegrino desde 2012, quando ele saiu da Filadélfia pro Orlando, ver ele finalmente vestindo o verde e branco foi um sonho virando realidade. Só que aí a NBA resolveu ser cruel…
Doze jogos. DOZE. Foi só isso que conseguimos ver do Vuč antes de uma fratura no dedo mindinho da mão direita contra os Mavericks mandar tudo pro espaço. Ficou 14 jogos fora, numa temporada onde cada partida era crucial pra ele se adaptar ao sistema do Joe Mazzulla.
Os números não contam a história toda
Olha, 9.7 pontos e 6.6 rebotes em 16 jogos da temporada regular não impressionam ninguém, né? Mas sinceramente, como é que o cara ia render se mal teve tempo pra conhecer os companheiros? O sistema defensivo dos Celtics exige muito diálogo e conhecimento das rotações. Sem tempo de quadra, fica impossível.
O Brad Stevens mesmo admitiu que a lesão ferrou com a temporada do Vuč. “Ele chegou aqui numa troca, teve alguns momentos bons, mas quebrou o dedo e isso definitivamente o atrapalhou”, disse o presidente de operações do time.
E olha que quando tava saudável, a gente viu flashes do que ele pode oferecer. Aqueles 28 pontos e 11 rebotes contra o Brooklyn? Double-double na estreia contra o Miami? O potencial tava ali, gritante.
Playoffs foram uma tortura
Aí chegaram os playoffs e… putz. Enfrentar o Joel Embiid e companhia na primeira rodada nunca ia ser moleza pra um cara que não é conhecido pela defesa. Vuč lutou, mas acabou virando DNP-CD no jogo 7. Doeu ver.
“Foi um confronto difícil pra todo mundo”, admitiu Stevens. “Mas o Vuč deu tudo que tinha e fez o que pedimos. Tenho muito respeito por ele como pessoa e profissional.”
E aí, vocês acham que os Celtics deveriam tentar manter ele? Eu sou totalmente a favor, desde que seja num contrato que faça sentido financeiro. O cara ainda tem basquete pra dar, e com uma pré-temporada completa pra se adaptar, pode ser uma peça valiosa no garrafão.
Aos 33 anos, Vučević vai ter que escolher entre grana e chances de título. Se topasse voltar por um salário mínimo veterano, seria um luxo ter ele de volta fazendo dupla com Neemias Queta e Luka Garza no banco. Mas será que o orgulho deixa?

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