Cara, não é todo ano que a gente vê isso — provavelmente nem a cada cinco anos. Alguns dos caras cotados pra serem picks bem altos no Draft de junho ainda estão jogando no Sweet 16 do March Madness. E que sorte a nossa!
Isso tá criando uns confrontos absurdos e várias oportunidades pra gente acompanhar os futuros craques da NBA ainda na faculdade. Vou destacar aqui alguns matchups que vão ser imperdíveis.
Darius Acuff Jr. vs Brayden Burries: choque de estilos
O Darius Acuff Jr. (Arkansas) tá simplesmente voando nesse torneio. Desde o torneio da SEC até agora, o moleque tá com médias de 30.2 pontos e 7.2 assistências em cinco jogos. Trinta pontos de média, gente! O Allen Iverson até postou no Instagram que o Acuff é o “próximo ele”. Tem gente comparando com Damian Lillard e Stephon Marbury também.
Mas aqui vem o problema — e eu vou ser sincero com vocês. Todos esses caras que citei têm uma coisa em comum: são armadores baixinhos que não defendem muito bem. O Acuff tem 1,90m oficialmente, mas todo mundo espera que ele meça uns centímetros a menos no Combine. E olha, tá cada vez mais difícil prosperar na NBA sendo um armador pequeno que não defende.
Por isso que a maioria dos times não tem o Acuff nos primeiros cinco nomes do Draft, segundo o que anda rolando por aí. Ele vai ter uma chance de ouro de mostrar serviço contra o Arizona (cabeça de chave 1) e o armador Brayden Burries.
O Burries é completamente diferente do Acuff — não é chamativo, é mais old school, mas faz tudo bem feito. É daqueles caras que você vê entrando numa rotação da NBA rapidinho: joga com e sem bola, acerta arremessos de catch-and-shoot, tem jogo de meio de quadra. Vai ser um contrastão de estilos.
Keaton Wagler vs Kingston Flemings: duelo de candidatos à loteria
Tem um grupo de armadores que vai pro top 10 do Draft: Acuff, Kingston Flemings, Keaton Wagler e Mikel Brown Jr. (que se machucou e ficou de fora do torneio). Nesse jogo, Illinois x Houston, a gente vai ver dois deles cara a cara.
O Wagler foi uma das grandes histórias da temporada do basquete universitário. Um cara de 1,98m que ninguém conhecia e que levou Illinois ao melhor ataque do país. Médias de 17.7 pontos, 4.3 assistências e 41% nas bolas de três. Monstro.
Mas tem uma pegadinha: ele às vezes se complica contra defesas de muita pressão. E agora vai enfrentar justamente o Houston do Kelvin Sampson, que faz a melhor defesa de pressão do país. É exatamente isso que os scouts querem ver — como os caras reagem sob pressão máxima.
Do outro lado, o Kingston Flemings tem muito fã nos front offices da NBA. Armador de 1,93m com uma primeira passada explosiva e capacidade de chegar na cesta. Com um arremesso consistente, tá com médias de 16.5 pontos e 5.4 assistências, acertando 37.6% das bolas de três.
E aí, pessoal — acham que esses moleques vão conseguir manter o nível quando a pressão apertar de verdade? Porque March Madness é isso: uma hora você é herói, na próxima tá indo pra casa. É por isso que eu amo esse torneio.
Vai ser interessante ver como esses futuros astros da NBA se saem quando realmente importa. Afinal, é assim que a gente descobre quem tem o mental forte pra aguentar o peso da liga mais competitiva do mundo.

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