Cara, eu não acreditei quando vi o jogo 2 dos Sixers contra o Celtics. Depois daquela porrada que tomaram no primeiro jogo, todo mundo já tava cavando a cova da temporada da Filadélfia — e olha, eu tava junto nesse velório.
Mas aí veio aquela piscadinha do VJ Edgecombe e de repente todo mundo voltou a acreditar que Philadelphia não é só cidade de hockey não, viu?
A matemática dos três pontos
O que rolou foi basicamente isso: os Sixers acertaram 19 de 39 tentativas de três (48,7%) enquanto Boston converteu apenas 13 de 50 (26%). Uma inversão total do jogo 1, quando Philly acertou só 4 de 23 (17,4%) e os Celtics cravaram 16 de 44 (36,4%).
Pra ter uma ideia, durante a temporada regular Boston tinha 36,7% de aproveitamento de três (8º na liga) e os Sixers 35,3% (23º). Então sim, foi variance mesmo — aquela loteria dos arremessos que às vezes sorri pra você.
Mas aqui que fica interessante: não foi só sorte. Os caras mudaram a estratégia.
O plano é simples: screen e arremessa
Olha só o mapa de arremessos do Maxey e do Edgecombe juntos no jogo 2. Chuva de tentativas de três acima da linha! A dupla de armadores tentou quase tantos três dessa região quanto o time todo tentou no jogo 1.
E não foi só o Maxey quebrando tornozelos (embora tenha tido isso também). Foi coisa básica do basquete: pega um pivô, manda ele fazer screen pro armador lá em cima e deixa voar.
Boston joga com drop coverage nos screens altos — basicamente deixa os armadores arremessarem do meio da quadra pra não dar arremessos mais eficientes no garrafão ou no corner. O problema é que o ataque dos Sixers normalmente não consegue gerar essas cestas “fáceis” mesmo. Eles ficam no iso ou esperando o cronômetro acabar pra jogar uma oração pro alto.
Por que não fazer isso o tempo todo?
Sinceramente? Eu acho que os Sixers deveriam usar essa jogada até enjoar. Bota o Andre Drummond ou o Adem Bona pra fazer screen pro Maxey e pro Edgecombe e manda bala. Spam total.
É tipo criança de 10 anos no videogame tentando fazer o máximo de pontos possível com o personagem criado. Se esses dois não tentarem pelo menos dez três por jogo daqui pra frente, tem algo errado.
Olha, como azarão, os Sixers precisam aumentar a variação das partidas. E não tem jeito melhor de fazer isso do que chovendo bolas de três. Talvez force Boston a sair da zona de conforto defensiva, ou talvez a gente pegue carona nessa variance de amostra pequena até a terra prometida.
E qual é a terra prometida? Segunda rodada dos playoffs da Conferência Leste. Não é pouco não, viu?
Vocês acham que Nick Nurse vai ter coragem de apostar tudo nessa estratégia? Eu tô torcendo pra que sim.

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