Olha, tem uma parada meio louca rolando nos playoffs da NBA. Os Atlanta Hawks estão empatados em 2-2 com os New York Knicks, mas o quinteto titular deles — que teve o segundo melhor plus-minus da temporada regular — virou uma verdadeira pedra no sapato nos playoffs.
É isso mesmo que você leu. O quinteto com Jalen Johnson, CJ McCollum, Onyeka Okongwu, Nickeil Alexander-Walker e Dyson Daniels está com um net rating de -13.7 na série. Cara, isso é nível Wizards e Nets — e olha que não é elogio, né?
Mas aí que entra a parte interessante da história.
O fator Kuminga
Quem tem salvado a pátria dos Hawks é ninguém menos que Jonathan Kuminga, aquele cara que os Warriors meio que descartaram no meio da temporada. E sinceramente? Tá sendo uma das melhores trocas que eu vi em muito tempo.
O moleque simplesmente resolveu virar um demônio no contra-ataque. Toda vez que os Knicks demoram meio segundo pra voltar pra defesa, lá vem o Kuminga voando pela quadra como um foguete. E quando rola a tela alta? Esquece. Ele corta pro garrafão como uma faca quente na manteiga.
“Ele fez algumas jogadas ofensivas que foram ótimas, mas acho que dava pra sentir o jeito que ele competiu no lado defensivo”, disse o técnico Quin Snyder depois do Jogo 2. “Foi uma ajuda enorme pra gente, só a fisicalidade dele — o jeito que defendeu a bola, como foi pro rebote, marcou o Towns às vezes, e no ataque, ainda nos deu algumas cestas importantes.”
Mostrando serviço quando importa
Sabe o que mais me impressiona no Kuminga? Nos Jogos 2 e 3, ele finalmente teve a chance que sempre quis em Golden State: impactar jogos importantes, sob os holofotes. E o cara abraçou a parada de verdade.
Não tô falando só de fazer cestinha não. O moleque tá correndo a quadra inteira, brigando por posição no garrafão, batalhando no rebote, fazendo telas. Fazendo tudo saindo do banco, sem reclamar. Isso aí é mentalidade de campeão.
Como o próprio Snyder falou: “O Jonathan tá totalmente entregue. Você está preparado pra sacrificar o que precisa ser sacrificado numa noite de playoff? Seja lá o que for. São arremessos? São minutos? São rotações? Ele abraçou isso tudo.”
Vocês acham que ele consegue manter esse nível no Jogo 5 decisivo no Madison Square Garden? Porque olha, se os Hawks querem avançar, vão precisar muito do que o Kuminga tá entregando — principalmente com o quinteto titular patinando desse jeito.
O negócio é que quando você joga com essa intensidade toda, às vezes a casa cai. Quando a agressividade vira desespero, os arremessos forçados aparecem e a coisa desanda. Mas até agora, o cara tá no controle total.
Pra mim, os Hawks encontraram uma peça fundamental que pode fazer a diferença nessa reta final. E o mais louco? Foi uma peça que tava meio jogada fora em Golden State. Basketball é maluco mesmo, né?

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