Booker fez o que precisava, mesmo sem brilhar nas estatísticas

Cara, vou ser sincero: quando a temporada começou, todo mundo já sabia que o Devin Booker ia ter que carregar os Suns nas costas. O time estava numa transição danada, galera jovem chegando, e o Book ali como o veterano que tinha que segurar a bronca.

E olha, ele fez exatamente isso. Só que não do jeito que a gente esperava.

Os números contam uma história estranha

Booker teve 26.1 pontos por jogo, 6.0 assistências e 3.9 rebotes. Números sólidos, mas se você olhar mais de perto, vai ver que a eficiência dele caiu um pouco. O arremesso de 3 foi pra 33%, o aproveitamento de quadra pra 45.6% – nada absurdo, mas não é aquele Booker cirúrgico que a gente conhece.

Só que aí que tá a pegada: ele sacrificou a própria eficiência pelo bem do time. Sabe quando você joga bola e deixa de fazer a jogada mais fácil pra dar uma chance pro parceiro crescer? Foi isso que o Book fez o ano todo.

A prova tá nos números do time. Com ele em quadra, os Suns tinham rating ofensivo de 115.9 e fizeram 37-27. Sem ele? 110.0 de rating e só 8-10. Uma diferença monstruosa.

O líder que Phoenix precisava

Eu sempre falo que existem dois tipos de estrela: aquela que brilha sozinha e aquela que faz todo mundo brilhar junto. Booker virou do segundo tipo essa temporada. Ele liderou a liga toda em assistências secundárias com 1.2 por jogo – ou seja, ele fazia a jogada que gerava a jogada que virava ponto.

E tem outro detalhe que poucos repararam: ele jogou só 33.5 minutos por jogo. Nas duas temporadas anteriores, eram mais de 36. Isso não é coincidência não – é gestão inteligente de um cara que entendeu que não precisava mais se matar em quadra toda noite.

Os garotos como Khaman Maluach, Koby Brea e Rasheer Fleming cresceram na sombra dele. É impressionante como um veterano bem posicionado consegue acelerar o desenvolvimento de um time jovem.

Booker, o estabilizador

Sinceramente? Acho que essa foi uma das temporadas mais importantes da carreira do Booker, mesmo não sendo a mais vistosa. Ele provou que consegue ser algo além de um cestinha – virou um verdadeiro floor general.

Claro que todo mundo queria ver ele quebrando recordes e fazendo 30+ por noite. Mas olhando o contexto todo, ele fez a escolha certa. Phoenix não precisava de um Booker heroico, precisava de um Booker líder.

E aí, vocês acham que ele vai manter esse estilo mais facilitador ou volta a ser o protagonista total na próxima temporada? Porque com 29 anos e ainda no auge, as possibilidades são infinitas pra esse monstro.

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