Trail Blazers demite funcionários após venda milionária

Cara, que situação chata essa dos Portland Trail Blazers. O time acabou de ser vendido por US$ 4,25 bilhões — quatro bilhões e duzentos e cinquenta milhões de dólares — e a primeira coisa que o novo dono fez foi demitir um monte de funcionários. Sinceramente, não consigo entender essa lógica.

Tom Dundon, que lidera o grupo de investidores que comprou a franquia, está cortando custos logo de cara. O cara que também é dono do Carolina Hurricanes da NHL aparentemente acredita que economia começa pelos funcionários que construíram o time ao longo dos anos.

Demissões atingem toda a organização

Os funcionários souberam da notícia numa videoconferência na terça de manhã. Imagina só receber esse tipo de bomba num Teams da vida? Entre os demitidos estava Casey Holdahl, repórter digital que estava no time há 18 anos. Dezoito anos, gente! O cara praticamente cresceu junto com a franquia.

As demissões atingiram tanto o lado business quanto as operações de basquete. Não divulgaram quantos exatamente foram mandados embora, mas pelo tom da declaração oficial, não foi pouco não.

“Essas mudanças impactaram pessoas talentosas que ajudaram a moldar os Trail Blazers por muitos anos”, disse Dewayne Hankins, presidente de operações comerciais. Bonito no papel, né? Mas na prática é gente perdendo emprego depois de décadas de dedicação.

O timing não podia ser pior

O que mais me incomoda é o timing disso tudo. A venda foi aprovada em abril por US$ 4,25 bilhões — uma das maiores da história da NBA — e em maio já estão cortando pessoal? A franquia foi comprada do espólio de Paul Allen, cofundador da Microsoft que morreu em 2018, então não é como se fosse uma situação financeira desesperadora.

Além disso, o time está negociando com autoridades locais e estaduais sobre financiamento para renovar o Moda Center. O Oregon já aprovou fundos em março para reformar a arena de 30 anos, garantindo US$ 365 milhões para as obras até 2030, quando Portland vai sediar o Final Four feminino da NCAA.

Ou seja: tem dinheiro público entrando, tem uma venda bilionária recente, mas mesmo assim acham necessário demitir funcionários históricos? Vocês acham que isso faz sentido como estratégia de negócio?

Olha, eu entendo que novos donos querem colocar sua marca na organização. Mas começar mandando embora gente que dedicou quase duas décadas ao time? Na minha visão, isso mostra muito sobre as prioridades dessa nova gestão.

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