Cara, eu tenho que confessar uma coisa: quando vi o Jayson Tatum se machucar no Aquiles no começo da temporada, achei que era o fim de linha pros Celtics. Sério mesmo. Como é que você mantém um time competitivo perdendo sua estrela principal e ainda tendo que trocar metade do elenco por causa do salary cap?
Pois é, Joe Mazzulla mostrou como. O cara simplesmente pegou esse time destroçado e fez o impossível — levou Boston pra segunda posição no Leste com 56 vitórias. E ontem foi oficialmente reconhecido como o melhor técnico da NBA de 2025-26.
O milagre de Boston explicado
Olha só a situação que o Mazzulla enfrentou: além do Tatum fora por quase toda temporada (só jogou 16 partidas), os Celtics tiveram que trocar Kristaps Porziņģis e Jrue Holiday, e ainda perderam Al Horford na free agency. Basicamente, era pra ser uma temporada de reconstrução.
Mas o Mazzulla não aceita essa de “ano perdido”. O cara pegou o Jaylen Brown e falou: “agora é com você, monstro”. E o Brown respondeu à altura — 28.7 pontos por jogo, recorde da carreira. Absurdo o nível que esse cara atingiu quando precisou carregar o time nas costas.
E a defesa? Continuou elite, como sempre. É isso que eu mais admiro no trabalho do Mazzulla — ele nunca abre mão da identidade defensiva dos Celtics, independente de quem está em quadra.
Concorrência pesada, mas merecida
A disputa não foi moleza. J.B. Bickerstaff levou o Detroit Pistons (sim, o Detroit!) pra primeira posição no Leste — coisa que ninguém esperava. E o Mitch Johnson fez um trabalho espetacular no San Antonio, segunda melhor campanha da liga.
Mas no final, os 62 votos de primeiro lugar pro Mazzulla mostram que a galera reconheceu o tamanho do desafio que ele superou. Sinceramente, acho que foi a escolha certa. Qualquer um consegue técnico um super time — o difícil é fazer milagre com o que você tem.
O engraçado é que esse é o primeiro prêmio de técnico do ano do Mazzulla, mesmo tendo uma porcentagem de vitórias de .726 em quatro anos. Ele sempre ficava ali no top 3, mas nunca levava. Dessa vez não teve como negar.
Na entrevista, o cara foi humilde demais, dando crédito pra comissão técnica e pros jogadores. “Eu me sinto mal que eles não estão aqui”, disse sobre os assistentes. Essa humildade é o que faz a diferença, na minha opinião.
E aí, vocês acham que os Celtics conseguem ir longe nos playoffs mesmo sem o Tatum? Com o Brown jogando nesse nível e o Mazzulla comandando, eu não duvido de nada.

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