Cara, uma das lendas do basquete americano nos deixou. Adrian “Odie” Smith morreu aos 89 anos no dia 28 de abril, e sinceramente, é o fim de uma era pra quem acompanha a história da NBA.
Pra vocês terem uma ideia do monstro que esse cara era: campeão universitário com Kentucky em 1958, medalha de ouro nas Olimpíadas de 1960 em Roma, e ainda uma década inteira na NBA. Não é qualquer um que tem um currículo desses, né?
Do sítio sem luz elétrica para o Hall da Fama
A história do Smith é dessas que parecem filme. O cara cresceu numa fazenda no interior do Kentucky, numa casa sem energia elétrica nem banheiro interno. E sabe como começou a jogar basquete? Arremessando uma bola caseira numa cesta de pêssegos pregada numa árvore. Absurdo como o destino funciona às vezes.
Depois de passar por um junior college no Mississippi, conseguiu uma bolsa pra Kentucky. Lá, fez parte do grupo que eles chamavam de “Fiddlin’ Five” — os cinco que trouxeram o título nacional de 1958 pros Wildcats. Média de 10.2 pontos, nada mal pra época.
NBA e aquela parceria histórica
Em 1961, Smith chegou na NBA pelo Cincinnati Royals (que hoje é o Sacramento Kings) e teve a sorte de jogar ao lado de Oscar Robertson. Imaginem só essa dupla em quadra! O cara ficou nove temporadas em Cincinnati antes de ser trocado pro Golden State Warriors em 1970.
Mas aqui que fica interessante: Smith foi MVP do All-Star Game de 1966. Pra um cara de 1,85m numa época que o jogo já estava ficando mais físico, isso mostra o nível técnico que ele tinha.
Depois da NBA, ainda deu uma passada pela ABA no Virginia Squires, onde foi companheiro de um tal de Julius Erving no primeiro ano do Dr. J como profissional. Vocês conseguem imaginar os treinos desse time?
Legado de um verdadeiro pioneiro
Smith foi pro Hall da Fama em 2010, junto com toda aquela equipe olímpica de 1960 que dominou em Roma. E olha, não é todo mundo que consegue ser campeão olímpico, universitário e ainda brilhar por uma década na NBA.
O que mais me impressiona na história dele é como saiu literalmente do nada — uma fazenda sem energia elétrica — e chegou ao topo do basquete mundial. Isso mostra que talento e determinação realmente não conhecem fronteiras, né?
Smith deixa o filho Tyler e o irmão Kenny. Aos 89 anos, viveu pra ver o basquete evoluir de uma forma que provavelmente nem imaginava quando arremessava naquela cesta de pêssegos lá no Kentucky rural.
Descanse em paz, lenda. O basquete fica mais pobre sem você.

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