Autor: Leandro Amorim

  • Blazers têm esquema pequeno que pode incomodar os Spurs

    Blazers têm esquema pequeno que pode incomodar os Spurs

    Olha, vou ser sincero com vocês: quando vi que os Spurs vão enfrentar o Portland nas próximas semanas, imediatamente pensei numa coisa — os Blazers têm um esquema de jogo pequeno que pode dar muito trabalho pros caras de San Antonio.

    E não é papo furado não. Estamos falando de um Portland que chegou nos playoffs meio na surdina, mas que tem peças interessantes pra incomodar qualquer um. O principal nome? Deni Avdija.

    Avdija: o cara que lembra o Manu

    Cara, quando você vê o Avdija jogar, é impossível não lembrar do nosso querido Manu Ginóbili. Sério mesmo. O cara tem aquela versatilidade maluca na ala, consegue pontuar e criar jogadas pros companheiros, e — aqui vem o mais importante — é um mestre em conseguir faltas.

    Vi ele jogando contra o Phoenix no play-in e o maluco conseguiu uma falta só porque um defensor encostou no cabelo dele. No cabelo! O Deni fez uma tremida no corpo que comunicou pros árbitros: “olha aí, sofri uma pancada violenta”. Foi de uma velocidade absurda, quase sobrenatural mesmo.

    E isso me preocupa quando penso no Wembanyama. Por mais que o Victor seja um monstro defensivo, ele ainda tá aprendendo a lidar com jogadores espertos que sabem usar o corpo e conseguir faltas. Avdija é exatamente esse tipo de jogador.

    O esquema pequeno que pode funcionar

    Aqui está o X da questão: o Portland não vai tentar bater de frente com os Spurs no jogo interno. Eles vão apostar na velocidade, no perímetro, em tirar o Wemby da área de conforto dele.

    Imaginem uma formação com Avdija, mais alguns atiradores espalhados pela quadra, todo mundo correndo, obrigando os Spurs a defenderem longe da cesta. O Victor vai ter que sair da pintura, e aí a defesa de San Antonio fica mais vulnerável.

    Claro, no papel os Spurs são superiores. Muito superiores. Mas basquete não é só sobre talento individual, né? Às vezes um esquema bem executado pode causar problemas inesperados.

    Vocês acham que os Blazers conseguem pelo menos incomodar? Ou vai ser passeio pros Spurs mesmo?

    Uma coisa é certa: vai ser interessante ver como o Popovich vai preparar o time pra lidar com essas provocações táticas do Portland. Porque uma coisa eu garanto — Avdija vai tentar tirar o máximo proveito de cada lance, e os Spurs precisam estar prontos pra isso.

  • Mitchell quebra próprio recorde da NBA com 9º jogo de 30+ em abridores

    Mitchell quebra próprio recorde da NBA com 9º jogo de 30+ em abridores

    Cara, o Donovan Mitchell simplesmente não para de impressionar quando se trata de estreias de séries nos playoffs. O cara acabou de quebrar o próprio recorde da NBA — agora são NOVE jogos consecutivos com 30+ pontos em jogos de abertura de série.

    Ontem, na vitória por 126-113 dos Cavaliers sobre o Toronto Raptors no Jogo 1 da primeira rodada do Leste, Mitchell marcou 32 pontos e mostrou mais uma vez por que é considerado um dos melhores clutch players da liga.

    A sequência histórica começou na bolha

    Olha só que loucura: essa streak histórica do Mitchell começou lá em 2020, quando ele ainda estava no Utah Jazz. Lembram da bolha da Disney? Foi lá que ele meteu 57 pontos contra o Denver Nuggets — um recorde de franquia do Jazz que ainda está de pé e é o terceiro maior desempenho da história dos playoffs da NBA.

    “Não é algo que eu fico procurando”, disse Mitchell sobre tentar fazer pelo menos 30 pontos pra começar uma série. “É só eu jogando meu jogo. Tentando dar o tom de agressividade, atacando a cesta, pegando os arremessos livres e fazendo a defesa reagir.”

    E vocês acham que é sorte? O cara tem 33.1 pontos de média em abridores de série — segunda melhor média da história da NBA pra jogadores com pelo menos 10 séries de playoffs. Monstro.

    Cleveland finalmente tem elenco pra apoiar Mitchell

    Uma coisa que me chamou atenção é que agora Mitchell tem muito mais suporte. A chegada do James Harden no deadline foi uma jogada genial dos Cavs. Harden contribuiu com 22 pontos e 10 assistências, sendo que 6 dessas assistências foram pro Jarrett Allen e Evan Mobley.

    “Esse é o trabalho dele. É pra isso que ele recebe os milhões — pra ser agressivo, arremessar e fazer o que sabe fazer”, disse Harden sobre Mitchell. “Nosso trabalho é cumprir nossos papéis e impactar o jogo de outras formas.”

    Max Strus também apareceu bem no terceiro período, ajudando Cleveland a abrir 21 pontos de vantagem entrando no último quarto. Foi um sufoco pro Toronto.

    Mitchell mudou o estilo de jogo

    O que mais me impressionou foi ver Mitchell atacando a cesta com mais frequência. Ele converteu 7 de 13 tentativas dentro do garrafão, e o técnico Kenny Atkinson ficou satisfeito com essa mudança de mentalidade.

    “Falei antes do jogo sobre como mudamos nossa mentalidade pra ser mais orientados ao aro e ao garrafão. O Don pode tentar aquelas piruetas de 3, mas acho que ele estava focado em chegar na cesta e tomou decisões muito boas”, explicou Atkinson.

    Sinceramente, acho que essa evolução do Mitchell é o que pode levar Cleveland longe nesses playoffs. O cara já provou que sabe fazer cestas malucas de fora, mas quando ele ataca a cesta assim, fica quase imparável.

    E aí, vocês acham que Mitchell consegue manter essa sequência histórica? Com esse elenco dos Cavaliers, eu não duvido nada que possam incomodar os favoritos no Leste.

  • Murray explode com 30 e Jokic faz triple-double na vitória dos Nuggets

    Murray explode com 30 e Jokic faz triple-double na vitória dos Nuggets

    Cara, que jogaço! Os Nuggets abriram a série contra os Timberwolves da melhor forma possível: com uma vitória convincente por 116-105 em casa, e olha que não foi fácil não.

    Jamal Murray simplesmente resolveu destruir todo mundo na noite de sábado. 30 pontos. Trinta! E o mais impressionante? O cara foi perfeito nos lances livres: 16/16. É isso mesmo, não errou nenhum. Murray carregou o ataque no primeiro tempo e mostrou exatamente por que a dupla dele com Jokic é tão temida nos playoffs.

    O MVP fazendo MVP things

    E por falar em Jokic… meu Deus, que aula o sérvio deu. Triple-double com 25 pontos, 13 rebotes e 11 assistências. Na moral, esse cara faz isso parecer fácil demais. Especialmente no final do jogo, quando Minnesota conseguiu encostar no placar (chegou a 2 pontos de diferença!), foi o Jokic quem botou a casa em ordem com 7 pontos consecutivos.

    Aaron Gordon também apareceu bem quando precisou: 17 pontos e 8 rebotes. O cara é fundamental nesse time dos dois lados da quadra, e quem esqueceu disso tomou uma bela lição de casa ontem.

    Minnesota lutou mas não foi suficiente

    Olha, os Timberwolves não entregaram fácil não. Anthony Edwards até que tentou (22 pontos), mas dava pra ver que ele ainda tá sentindo aquela lesão no joelho que o tirou do final da temporada regular. Começou 4/12 nos arremessos e claramente não tava 100%.

    Julius Randle também teve uma noite complicada – 16 pontos em 16 tentativas. Quando seus dois principais pontuadores não estão no ritmo, fica difícil. O cara que mais se destacou pelos Wolves foi o Rudy Gobert: 17 pontos em 8/9 nos arremessos. Pelo menos alguém acertou a cesta por lá.

    A defesa de Denver, que foi meio apagada na temporada regular (21º colocada na liga), resolveu aparecer na hora certa. Seguraram Minnesota numa rating ofensiva de apenas 104 – muito abaixo da média da temporada deles.

    O jogo teve de tudo: corridas, contra-ataques, tensão (Jaden McDaniels até empurrou o Jokic pelas costas e tomou técnica) e aquele drama todo de playoff que a gente ama. Minnesota ainda conseguiu uma corrida de 17-6 no último quarto e deixou tudo emocionante, mas no finalzinho apareceu o DNA de campeão dos Nuggets.

    Agora é esperar o Jogo 2 na segunda-feira. Vocês acham que Minnesota consegue empatar a série em Denver? Eu tenho minhas dúvidas, mas essa rivalidade sempre entrega jogos incríveis.

  • Giannis elogia Miami e deixa Bucks na bronca: ‘cidade linda’

    Giannis elogia Miami e deixa Bucks na bronca: ‘cidade linda’

    Olha, se eu fosse torcedor dos Bucks agora eu tava com o coração na mão. O Giannis Antetokounmpo simplesmente foi no podcast do Goran Dragić e soltou umas bombas que deixaram todo mundo especulando se ele vai mesmo vazar de Milwaukee.

    No “Gogi’s Garage”, o Greek Freak não confirmou nada sobre uma possível saída, mas cara… quando ele chamou Miami de “cidade linda, linda” repetindo duas vezes, deu pra sentir que a coisa tá séria. E vocês acham que isso foi por acaso?

    Entre a lealdade e a vontade de ganhar

    O mais interessante foi ver o Giannis sendo honesto sobre o dilema que todo craque passa. Ele falou que é “leal” ao pessoal que acreditou nele, mas ao mesmo tempo é competitivo e quer ganhar. Essa frase me pegou: “você tem que tomar uma decisão melhor para você mesmo”.

    13 anos em Milwaukee, né? O cara praticamente cresceu lá, virou MVP duas vezes, trouxe um título em 2021. Mas sinceramente, depois daquela temporada horrível (32-50, nem playoffs), eu entendo a frustração dele.

    E quando perguntaram se ele tinha jogado seu último jogo como Buck, a resposta foi de arrepiar: “Essa é uma pergunta muito boa. Eu não sei. Não depende mais de mim”.

    Miami na mira do Greek Freak

    O timing não podia ser mais suspeito. O Dragić, que jogou sete temporadas no Heat, sugeriu que o Giannis deveria ir pra um lugar mais quente por causa da idade (31 anos). A resposta? “Miami não é um lugar ruim, cara. É uma cidade linda, linda”.

    Mano, se o Pat Riley tá assistindo isso, deve estar ligando pro agente do Giannis agora mesmo. O Heat sempre foi aquele time que consegue atrair estrelas, e imaginem o Greek Freak jogando ao lado do Jimmy Butler e Bam Adebayo?

    Claro que tem aquele detalhe “pequeno” do contrato até 2028, mas a NBA já nos ensinou que quando um astro quer sair, sempre dá um jeito. E pelo visto, depois de uma temporada desastrosa e com o Doc Rivers saindo do comando, parece que todo mundo em Milwaukee tá repensando as coisas.

    E aí, vocês acham que o Giannis realmente vai deixar Milwaukee depois de mais de uma década? Ou será que é só pressão pra diretoria se mexer e montar um time competitivo ao redor dele?

  • Thunder x Suns: OKC pega favorito pesado nos playoffs

    Thunder x Suns: OKC pega favorito pesado nos playoffs

    Cara, que começada de playoffs hein? O Thunder, atual campeão e primeira cabeça de chave da temporada, recebe o Phoenix Suns logo de cara — e olha só que spread maluco: -13.5 pontos pros donos da casa. É muita confiança nas casas de apostas, não acham?

    Suns chegam cansados, mas com sangue no olho

    A situação é interessante porque o Suns mal teve tempo de respirar. Há menos de 48 horas eles eliminaram o Warriors no play-in, enquanto o Thunder estava em casa descansando e assistindo Netflix. Por um lado, Phoenix chega com momentum total — aquela sensação de “já que chegamos até aqui, vamos com tudo”. Por outro, cara, deve ser exaustivo física e mentalmente.

    O que mais me impressiona é como esse time do Suns conseguiu chegar nos playoffs depois de trocar o Kevin Durant no meio do ano passado. Ninguém apostava muito neles, mas aqui estão. Jordan Ott, técnico novato, tá fazendo um trabalho interessante.

    O duelo Shai vs Dillon Brooks vai ser épico

    Agora vem a parte boa: como você para o atual MVP da liga? Shai Gilgeous-Alexander tá numa temporada absolutamente monstro, e vai ter pela frente o Dillon Brooks — que sabemos que não tem medo de ninguém. Vai ser guerra psicológica pura.

    Mas mesmo se o Brooks conseguir incomodar o SGA (e olha que é difícil), ainda sobra o Chet Holmgren e o Jalen Williams pra resolver. O Thunder tem um depth assustador, enquanto o Suns… bem, vamos ser sinceros, eles dependem muito do Devin Booker fazer mágica.

    E falando no Booker — ele vai precisar de uma performance MVP pra conseguir roubar esse primeiro jogo. 13.5 pontos de diferença é coisa pra caramba, mesmo jogando fora de casa.

    A defesa do Thunder foi a melhor da temporada regular, então não vai ser moleza. Vocês acham que o Suns consegue surpreender logo no primeiro jogo, ou vão precisar de alguns ajustes antes de incomodar de verdade?

    Uma coisa é certa: depois de 24 anos, ter a NBA de volta na NBC/Peacock já deixa tudo mais emocionante. Vai ser às 15h30 (horário de Brasília) de domingo, e eu sinceramente não vejo a hora de ver se esse spread gigante faz sentido ou se o Suns vai mostrar que chegou pra brigar mesmo.

  • Murray meteu 16/16 nos lances livres e o técnico de Minnesota ficou puto

    Murray meteu 16/16 nos lances livres e o técnico de Minnesota ficou puto

    Cara, que jogaço foi esse Game 1 entre Nuggets e Timberwolves! Mas o que tá todo mundo comentando não são os 30 pontos do Jamal Murray, nem o triple-double do Jokić. É os 16 lances livres que o Murray converteu — TODOS os 16.

    Pra vocês terem ideia do absurdo: o time INTEIRO de Minnesota foi 19 vezes na linha. O Murray sozinho foi quase tantas vezes quanto o time adversário completo. Chris Finch, técnico dos Wolves, não conseguiu engolir essa.

    “Os 16 lances livres do Murray foi algo que não dá pra entender”, disse Finch depois da derrota por 116-105. “Achei que fizemos uma boa defesa nele.”

    Murray não tá nem aí pras reclamações

    E o canadense? Nem esquentou a cabeça. “Achei que fui faltado em todas elas. Não sei do que todo mundo tá reclamando. Foram faltas reais”, respondeu Murray, que ainda completou: quando o arremesso de 3 não tava entrando (0 de 8 do perímetro, viu só), ele simplesmente decidiu ir pro garrafão buscar contato.

    Olha, eu entendo a revolta do Finch. Oito lances livres só no segundo quarto? Isso aí é coisa de maluco mesmo. Mas convenhamos — se o cara tá indo pro corpo e conseguindo as faltas, tem que saber aproveitar. E o Murray aproveitou como ninguém.

    O mais impressionante? Ele quebrou um recorde histórico dos Nuggets: maior número de lances livres sem errar em playoffs. O antigo recorde era de Bryant Stith em 1994, com 14 acertos. Murray foi lá e meteu 16/16 como se fosse treino.

    Jokić fazendo Jokić

    Enquanto isso, o Nikola Jokić tava lá fazendo suas coisinhas: 25 pontos, 13 rebotes e 11 assistências. Mais um triple-double pros playoffs (o 22º da carreira dele). O cara é um monstro mesmo — quando ele faz triple-double em playoffs, Denver tem 15-7 de aproveitamento.

    Do outro lado, Anthony Edwards ainda tá voltando de lesão no joelho direito. Fez 22 pontos e 7 assistências, mas admitiu que ainda não tá 100%: “Um pouco cansado”, disse o Ant. Cara, imagina quando ele voltar no ritmo total?

    E aí, pessoal — acham que essa chuva de faltas pro Murray foi justa ou os árbitros exageraram? Porque olhando os números, 16 lances livres pra um cara só é realmente de impressionar. Game 2 na segunda, e aposto que a defesa de Minnesota vai ser bem mais… digamos, criativa.

  • Harden vira o jogo dos Cavs: domínio total contra os Raptors

    Harden vira o jogo dos Cavs: domínio total contra os Raptors

    Cara, eu não esperava que o James Harden fosse fazer TANTA diferença assim nos Cavs. Mas depois de ver a goleada de 132-126 sobre os Raptors no primeiro jogo da série, tenho que admitir: o Barba mudou tudo nesse time de Cleveland.

    O cara apareceu no pós-jogo todo de branco — camisa, blazer, gravata borboleta, bermuda (sim, bermuda formal) e os próprios tênis signature. Só um cara com essa confiança toda pra fazer um look desses funcionar numa tarde chuvosa de Cleveland. E essa confiança se traduziu em quadra de um jeito absurdo.

    O efeito Harden na defesa dos Raptors

    Olha, tem jogador All-Star e tem jogador que faz a defesa inteira se mexer só de tocar na bola. Harden é do segundo tipo. Toda vez que ele recebia, os Raptors precisavam ajustar a marcação — mandando ajuda no pick-and-roll, sombreando as linhas de passe. Era impressionante ver como eles estavam sempre de olho nele.

    Kenny Atkinson, técnico dos Cavs, comparou o Harden com um quarterback preciso: “Ele faz a gente funcionar. É como um quarterback super certeiro, vai destruindo com passes curtos.” E cara, fez todo sentido quando vi o jogo.

    Jarrett Allen e Evan Mobley não tiveram números de destaque, mas jogaram com uma eficiência monstruosa. Seis das 11 cestas dos dois pivôs saíram de assistências do Harden. Isso que eu chamo de fazer os companheiros brilharem.

    Toronto sem resposta pro pick-and-roll

    O problema dos Raptors é que o Jakob Poeltl é daqueles pivôs tradicionais no pick-and-roll — fica mais recuado, não tem perna pra subir no nível da tela. Cleveland sacou isso na lata e começou as jogadas lá em cima, quase no meio da quadra. Genial.

    Com mais espaço pra trabalhar, quando a defesa vinha pra cima do Harden, ele simplesmente tocava pros gigantes embaixo da cesta. Se deixavam espaço, ele flutuava a bola por cima. Era um festival de basquete inteligente.

    A melhor resposta de Toronto era mandar ajuda extra no garrafão e forçar a bola a girar pras pontas. Mas aí você está convidando os arremessadores dos Cavs pra festa — e essa turma não perdoa.

    Mitchell liberado pra voar

    E tem outro monstro que se beneficiou absurdamente da presença do Harden: Donovan Mitchell. O cara sempre foi letal penetrando, mas às vezes sofria com as defesas carregando o garrafão só pra ele.

    Com a atenção dividida por causa do Harden, Mitchell teve muito mais espaço pra atacar. Resultado? 32 pontos, 7 de 13 nos arremessos na área restritiva, sete lances livres. Foi a nona vez consecutiva que ele abre uma série de playoffs com mais de 30 pontos no primeiro jogo. Simplesmente surreal.

    “É o trabalho dele”, disse Harden sobre Mitchell. “É pra isso que ele recebe o salário gordo.” A química entre os dois tá funcionando de um jeito que eu sinceramente não imaginava.

    Vocês acham que os Raptors conseguem se ajustar pra o próximo jogo? Porque do jeito que tá, Cleveland parece ter encontrado a fórmula perfeita. Harden ditando o ritmo, Mitchell aproveitando os espaços, e os pivôs dominando a área. Isso aí tem cara de série resolvida rápido.

  • Towns e Brunson comandam show dos Knicks no Game 1 contra Hawks

    Towns e Brunson comandam show dos Knicks no Game 1 contra Hawks

    Olha, eu não sei vocês, mas ver o Karl-Anthony Towns fazendo jogadas defensivas me deixa empolgado de um jeito que nem sei explicar. O cara que sempre foi criticado pela defesa apareceu ontem no Madison Square Garden tocando o terror nos Hawks, junto com o Jalen Brunson, numa vitória por 113-102 no primeiro jogo dos playoffs.

    Os dois combinaram 53 pontos — Towns com 24 e Brunson com 29 — e mostraram exatamente por que os Knicks chegaram nas finais da Conferência Leste ano passado. Sinceramente? Esse time tá diferente, e a defesa é o grande motivo.

    A defesa que ninguém via vindo

    Desde janeiro, os Knicks têm a sexta melhor defesa da NBA. Isso mesmo, sexta! E os Hawks sentiram na pele ontem. Nos primeiros 19 minutos do segundo tempo, Atlanta fez apenas 32 pontos com 37% de aproveitamento nos arremessos. Três de quinze nas bolas de três.

    O Towns não só pontuou bem como teve 8 rebotes e 3 tocos. Ver o KAT fazendo steal e comemorando igual um maluco é coisa que aquece o coração de qualquer fã de basquete. O cara tá jogando inspirado.

    E o Brunson? Monstro desde o primeiro quarto. Dezenove pontos só nos primeiros doze minutos. O garoto simplesmente decidiu que ia resolver logo no começo — e resolveu mesmo.

    O show completo do elenco

    Não foram só os dois protagonistas. O OG Anunoby fez aquela defesa de elite que a gente já conhece e ainda contribuiu com 19 pontos. Josh Hart pegou 14 rebotes e adicionou 10 pontos — o típico jogo “sujo” que todo time precisa nos playoffs.

    Do lado dos Hawks, CJ McCollum liderou com 26 pontos e Jalen Johnson ajudou com 23, mas não foi suficiente contra a intensidade defensiva nova-iorquina. Atlanta até esboçou algumas reações, mas faltou consistência ofensiva.

    O Game 2 tá marcado para segunda-feira, de novo no Madison Square Garden. E aí, acham que os Knicks conseguem manter esse nível? Porque se conseguirem, essa série pode acabar rápido…

    Na minha visão, esse primeiro jogo mostrou que os Knicks realmente evoluíram desde a campanha do ano passado. A defesa tá sólida, o ataque tem opções e, principalmente, o Towns parece ter encontrado seu lugar nesse sistema. Vai ser uma série interessante de acompanhar.

  • Meu ranking dos playoffs: Wemby e Spurs lideram a briga pelo título

    Meu ranking dos playoffs: Wemby e Spurs lideram a briga pelo título

    Os playoffs da NBA começaram e, cara, que delícia ver essa paridade toda. Lembro quando era fácil cravar quem ia ganhar — hoje em dia qualquer time pode esquentar na hora certa e ir longe. Mas óbvio que tem hierarquia, né?

    Resolvi separar os 16 times em três categorias baseado no potencial real de título. E olha, algumas surpresas me chamaram atenção nessa análise.

    Os Pesos Pesados

    Estes são os monstros que não dependem de sorte — eles fazem acontecer.

    1. San Antonio Spurs

    Wembanyama é simplesmente absurdo. O cara transformou essa defesa numa coisa de outro mundo — Kirk Goldsberry soltou um dado que me deixou de queixo caído: quando o Wemby tá em quadra, a eficiência de arremesso dos adversários fica abaixo de 50%. Isso é coisa de maluco!

    Dos últimos 25 campeões da NBA, 23 terminaram no top-5 tanto no ataque quanto na defesa. Adivinha quais são os únicos dois times que conseguiram isso essa temporada? Spurs e Celtics. E olha que San Antonio ainda tem elenco pra todo lado — não é só o Wemby carregando piano.

    Eles venceram o OKC quatro vezes na temporada regular. Quatro! Na minha visão, perderam uma oportunidade gigante de não bater o Denver no último jogo da temporada regular, porque agora vão ter que enfrentar Nuggets E Thunder em sequência. Mas sinceramente? Acho que o efeito Wembanyama é tão grande que eles levam tudo mesmo.

    2. Oklahoma City Thunder

    Shai Gilgeous-Alexander provavelmente vai levar o MVP — e com razão. O cara é uma máquina de fazer cestas, principalmente nos momentos decisivos, e praticamente nunca perde bola. A defesa do Thunder é a mais chata de enfrentar nos playoffs.

    Ganharam 64 jogos mesmo com Jalen Williams (segundo melhor jogador deles) fazendo só 33 partidas por lesão. Isso diz tudo sobre a profundidade do elenco.

    Nos playoffs, sempre aposte no time com mais maneiras de ganhar. OKC pode te massacrar na transição, pode te destruir no meio da quadra, pode jogar grande, pequeno, trocar tudo… São camaleões táticos.

    3. Boston Celtics

    Enquanto todo mundo tá no final de uma temporada longa, Jayson Tatum tá só esquentando os motores. Deve chegar na segunda rodada fresco que só, e dali pra frente os Celtics parecem o time mais completo do Leste.

    Tatum, Jaylen Brown e Derrick White funcionando bem é um Big Three que briga com qualquer um. E Joe Mazzulla já provou que sabe o que tá fazendo — levar esse time a 56 vitórias não foi sorte.

    E os Outros Candidatos?

    Denver continua perigoso com o trio Jokić-Murray-Gordon, mas algo me diz que essa não é a temporada deles. Miami sempre assombra todo mundo nos playoffs, mas precisa de mais consistência.

    E vocês, quem acham que leva essa? Eu tô com os Spurs — Wemby vai fazer história mais cedo do que todo mundo imagina. O garoto é diferenciado demais pra esperar.

  • Wolves e Nuggets se enfrentam mais uma vez nos playoffs

    Wolves e Nuggets se enfrentam mais uma vez nos playoffs

    Cara, parece que foi ontem que vimos Timberwolves e Nuggets se pegando nos playoffs, e olha eles aí de novo! Terceira vez em quatro anos que essas duas equipes se encontram na pós-temporada — e sinceramente, eu não me canso desse confronto.

    Os números impressionam: foram 29 jogos entre esses times nos últimos quatro anos. Vinte e nove! É praticamente um relacionamento sério já. Minnesota chega como 6º colocado (49-23) depois de ganhar três dos últimos quatro jogos, enquanto Denver (54-28) garantiu a 3ª posição e também embalou com duas vitórias seguidas.

    Edwards questionável preocupa

    Aqui temos o primeiro drama da série. Anthony Edwards está listado como questionável por causa do joelho, e vocês sabem o quanto isso pode mudar tudo. O cara é o coração ofensivo dos Wolves — sem ele, Minnesota vira um time completamente diferente.

    Na minha opinião, se o Ant-Man não estiver 100%, pode esquecer. Denver já ganhou três dos quatro confrontos da temporada regular, jogando em casa, com Jokic voando… é receita pra massacre. Mas se Edwards estiver bem? Aí a coisa muda de figura.

    Jokic vs Edwards: o confronto que vale ouro

    As projeções apontam Edwards fazendo 29.5 pontos e Jokic com 28.7. Números parecidos, mas estilos completamente opostos. De um lado, a explosão atlética do jovem Edwards. Do outro, a genialidade cerebral do sérvio que já provou que pode carregar time sozinho.

    O que me chama atenção é que Minnesota deve ter sete jogadores em dois dígitos, contra seis de Denver. Isso fala muito sobre o coletivo dos Wolves, que não depende só do Edwards — embora ele seja fundamental.

    Ball Arena às 21h30 (horário brasileiro) de sábado. Denver favoritaço por 6.5 pontos, o que até me parece conservador considerando o fator casa e o histórico recente. Os Nuggets lideram o confronto direto por 100-70 na história.

    E aí, vocês acham que Minnesota consegue surpreender logo de cara? Ou Denver vai mostrar por que é o atual campeão e favorito ao título?