Cara, eu não acreditei quando vi o nome do Embiid no lineup titular ontem à noite. Dezessete dias após uma apendicectomia. Dezessete! A maioria de nós fica de molho uma semana inteira só com uma gripe, e o monstro volta pra decidir playoff menos de três semanas depois de abrir a barriga.
E que volta, hein? O Wells Fargo Center explodiu quando anunciaram o nome dele. Você conseguia sentir a energia através da TV — era aquele tipo de momento que te arrepia mesmo assistindo de casa.
O show começou logo cedo
Embiid não perdeu tempo. Primeiros pontos do jogo? Dois lances livres dele. Logo depois? Uma enterrada de duas mãos que quase derrubou a tabela. Os primeiros oito pontos dos Sixers saíram todos da mão do MVP de 2023.
Sinceramente, eu não esperava que ele fosse conseguir jogar no nível normal dele. O cara tava listado como “duvidoso” no início do dia e só foi liberado 40 minutos antes da bola subir. Ainda por cima usando uma proteção no abdômen — dava pra ver que não tava 100%.
Mas é o Embiid, né? O cara que já jogou playoff com paralisia facial em 2024, que já enfrentou Boston com o rosto inchado por causa da lesão que levou do Pascal Siakam em 2022. Este homem simplesmente não desiste.
A sequência de azar que não acaba
Olha, eu torço pra que essa volta dê certo porque o histórico de lesões do Embiid nos playoffs é de partir o coração. Desde 2018 ele perdeu jogos de playoff praticamente todo ano: menisco rasgado, fratura orbital, ligamento do polegar, joelho, a paralisia facial do ano passado… É como se todo abril chegasse com uma nova desgraça.
Este ano foram só 19 jogos na temporada regular. Dezenove jogos de um cara que fez média de 26.9 pontos e 7.7 rebotes quando jogou. É frustrante demais ver um talento desse limitado pelo próprio corpo.
A série contra Boston tava 2-1 pra eles. Os Sixers eram azarão em casa — imagina que loucura é isso? Mas com o Embiid voltando ao lado do Maxey, do Paul George e desse rookie VJ Edgecombe que tem mostrado muita categoria, talvez a coisa mude de figura.
E agora, aguenta o tranco?
A grande pergunta é: por quanto tempo ele consegue sustentar essa volta? O Nick Nurse não tinha respostas antes do jogo, e convenhamos, ninguém sabia o que esperar de um cara que teve o abdômen aberto há menos de três semanas.
Mas às vezes é isso que faz a diferença nos playoffs, né? Não é só talento — é coragem, é vontade, é aquela capacidade de superar o próprio corpo quando tudo tá em jogo.
Vocês acham que o Embiid consegue manter esse nível e levar os Sixers longe? Ou será que foi só uma centelha de grandeza antes do corpo cobrar a conta? Eu tô na torcida, mas com o pé atrás — já vi esse filme muitas vezes.

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