Cara, que notícia pesada essa. Steve Kerr, depois da eliminação dolorosa do Warriors na sexta-feira, praticamente admitiu que seus dias em Golden State podem estar contados. E olha, vindo dele, isso pesa muito.
“Eu não sei o que vai acontecer”, disse Kerr após a derrota de 111-96 pro Suns no play-in. “Eu ainda amo treinar, mas eu entendo. Esses empregos todos têm uma data de validade. Existe um ciclo que acontece, e quando o ciclo acaba, às vezes é hora de sangue novo e novas ideias.”
Mano, isso me deixou meio abalado não vou mentir. Kerr com o Warriors é praticamente uma marca registrada há 12 anos. Quatro títulos da NBA (2015, 2017, 2018 e 2022), uma das dinastias mais incríveis que já vimos no basquete.
O fim de uma era?
O técnico, que tá com contrato vencendo, disse que vai dar uma pausa de uma ou duas semanas pra pensar na vida antes de conversar com o dono Joe Lacob e o GM Mike Dunleavy. Sinceramente acho que essa pausa vai ser fundamental – às vezes a gente precisa respirar um pouco depois de uma temporada frustrante dessas.
E frustração é a palavra. O Warriors que conhecíamos como uma máquina imparável virou um time brigando por playoff. Desde o último anel em 2022, foram 44, 46, 48 e agora 37 vitórias na temporada regular. Isso dói de ver pra quem acompanhou aquela época dourada.
O pior é que a temporada desandou quando Jimmy Butler se machucou (ops, erro na matéria original – não tem Jimmy Butler no Warriors) e o Curry ficou fora 27 jogos com problema no joelho. Resultado? 37-45 de campanha e eliminação logo na primeira do play-in.
Curry ainda quer Kerr por perto
A cena dos últimos segundos foi de partir o coração. Kerr tirou Curry e Draymond de quadra, conversou com os dois rapidinho e deu um abraço dizendo: “Eu não sei o que vai acontecer agora, mas eu amo vocês pra caramba. Obrigado.”
Nossa, só de imaginar essa cena já me emociono. Esses caras construíram algo especial juntos.
Curry, que ainda tem mais um ano e US$ 62,6 milhões de contrato, deixou claro que quer Kerr continuando. Mas o cara foi sábio: “Eu quero que o Coach seja feliz. Eu quero que ele esteja animado com o trabalho”. Curry tá pensando como um veterano mesmo – aos 38 anos, ele entende que às vezes as pessoas precisam de mudanças.
E o Kerr foi direto: não vai treinar outro time da NBA no ano que vem se sair do Warriors. “Eu nunca abandonaria o Steph”, disse. Cara, essa lealdade é linda de se ver no esporte profissional.
Draymond também deixou claro que não vai se aposentar e quer ficar (tem opção de jogador de US$ 27,6 milhões). A pergunta que não quer calar é: será que esse núcleo histórico vai conseguir se manter unido pra mais uma tentativa?
Vocês acham que o Kerr deveria continuar ou é hora mesmo de uma mudança de ares? Eu, particularmente, ainda acho que ele tem muito a oferecer, mas entendo a reflexão dele.

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