Olha só que situação bizarra: a NBA finalmente encerrou aquela investigação sobre o climão entre Giannis Antetokounmpo e o Milwaukee Bucks por causa da lesão do cara. E adivinha? Ninguém vai ser punido. Absolutamente ninguém.
A coisa toda começou em março, quando o Greek Freak se machucou numa enterrada estranha contra o Indiana Pacers. Hiperextensão no joelho esquerdo, contusão óssea — aquela lesão chata que deixa todo mundo preocupado. Só que aí que vem o plot twist: Giannis disse que estava 100% e queria voltar a jogar, mas o time simplesmente não deixou.
“Eu não tenho controle nenhum”
A declaração do Giannis depois do último jogo da temporada foi de partir o coração: “Eu fiz o que deveria fazer. Não consegui entrar em quadra. Quem decide isso? Vem de cima. Eu achava que tinha controle. Se estou saudável, vou jogar. Isso me mostra que não só eu, mas os jogadores em geral não temos controle nenhum.”
Cara, imagina a frustração. Você é o melhor jogador do time, duas vezes MVP, se sente bem pra jogar, mas fica no banco vendo sua equipe desandar completamente. Os Bucks fizeram 32-50 na temporada — uma campanha absolutamente patética que quebrou uma sequência de nove playoffs consecutivos.
Sindicato dos jogadores pistola
O sindicato dos jogadores não ficou quieto não. Soltaram uma nota pesada falando que a política de participação de jogadores foi criada justamente pra evitar esse tipo de coisa — quando um All-Star como Giannis está saudável, ele TEM que estar em quadra.
E olha a indireta: “Infelizmente, as políticas anti-tanking só funcionam se forem aplicadas. Os fãs, parceiros de TV e a integridade do jogo vão continuar sofrendo enquanto os donos dos times fizerem o que quiserem.”
Na minha opinião? Foi tanking descarado mesmo. Time ruim, temporada perdida, melhor preservar o astro pra não se machucar mais. Só que ninguém teve coragem de admitir isso.
Giannis jogou apenas 36 partidas na temporada — recorde negativo da carreira dele. Teve duas lesões na panturrilha também, mas essa história do joelho foi diferente. Doc Rivers até pediu demissão no dia seguinte ao fim da temporada. Coincidência? Eu duvido.
E agora, Giannis fica ou sai?
Aqui que a coisa fica interessante de verdade. Em outubro, os Bucks podem oferecer uma extensão monstro de quatro anos e US$ 275 milhões pro Giannis. Se ele não aceitar, vira agente livre no final da próxima temporada. Ou pior: pode ser trocado antes disso.
O novo técnico Taylor Jenkins já chegou no clima tenso, com o dono Jimmy Haslam dizendo que quer resolver a situação antes do Draft (23-24 de junho). “Não sabemos se Giannis vai ficar conosco ou não, mas vamos trabalhar isso com ele nas próximas semanas.”
Sinceramente? Se eu fosse o Giannis, estaria pensando seriamente numa mudança de ares. O cara trouxe o primeiro título em 50 anos pra Milwaukee, é o rosto da franquia há 13 temporadas, e mesmo assim foi tratado como se fosse uma peça descartável.
E vocês, acham que ele deveria ficar nos Bucks ou procurar um time que realmente valorize o que ele representa?

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