Os Spurs seguraram o Brunson… até ele resolver decidir o jogo

Cara, que situação bizarra. Os Spurs estão fazendo um trabalho defensivo excelente no Jalen Brunson durante boa parte dos jogos das Finais, mas aí chega nos momentos que importam e o cara simplesmente vira outro jogador. É frustrante demais ver isso acontecendo.

Olha só os números: na temporada regular, Brunson teve média de 26 pontos com 46.7% de aproveitamento. Contra San Antonio? Apenas 25 pontos por jogo, mas com míseros 33.9% de acerto. O problema é que quando o jogo fica quente, ele esquece essas estatísticas e mete a bola na cesta do jeito que quer.

Stephon Castle está sendo um monstro

Sinceramente, o que mais me impressiona é o trabalho do Stephon Castle. O garoto cobriu Brunson por 9:24 nos dois primeiros jogos — mais que qualquer outro dos Spurs — e segurou o cara em apenas 8 pontos com 2/10 nos arremessos. Vinte por cento! É um número absurdo de bom.

Depois do Jogo 1, Castle falou uma coisa que me chamou atenção: “As cestas dele fizeram barulho porque foram consecutivas”. Cara, isso é tactical basketball de verdade. Ele entende que não é só sobre estatística, é sobre momentum.

E não é só Castle não. De’Aaron Fox segurou Brunson em 0 pontos durante 4:25 de marcação — zero! O cara não conseguiu nem encostar na cesta quando Fox estava grudado nele. Dylan Harper também fez um bom trabalho, permitindo só 2 pontos em quase 6 minutos.

Wembanyama mostra por que é DPOY

Victor Wembanyama, o Defensor do Ano, também está dando show. Brunson está fazendo apenas 25% dos arremessos quando o francês está na marcação. A maioria dessas situações vem de trocas no pick and roll, e Brunson simplesmente não consegue resolver o Victor quando ele aparece na frente.

Mas aí que tá o problema, né? Quando Julian Champagnie, Devin Vassell ou Carter Bryant acabam marcando Brunson, o negócio desanda. Champagnie permitiu 22 pontos em 69.2% de aproveitamento. Sessenta e nove por cento! É como se o Brunson virasse o Curry contra esses caras.

Os momentos decisivos fazem a diferença

Vassell foi cirúrgico na análise: “Parece que esses são os momentos pelos quais ele vive, especialmente no quarto período”. E é exatamente isso que tá acontecendo. Os Spurs perderam por 10 no Jogo 1 e por apenas 1 ponto no Jogo 2. Nos momentos que definem a partida, Brunson simplesmente encontra um jeito.

No Jogo 1, foram 30 pontos. No segundo, ‘apenas’ 20 — mas foram 20 pontos que doeram na alma dos torcedores de San Antonio. É frustrante porque você vê que o sistema defensivo tá funcionando, mas quando chega na reta final, o talento individual do Brunson fala mais alto.

E aí, galera, vocês acham que os Spurs conseguem manter essa defesa nos momentos cruciais do Jogo 3? Porque no papel, eles estão fazendo tudo certo. Mas basquete não se joga só no papel, né?

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