Cara, imagina a cena: Steve Kerr, técnico dos Warriors há uma década, chega em casa um dia antes do play-in contra os Clippers e fala pro espelho: “Acho que acabou”. O homem estava 95% certo de que ia pendurar as chuteiras. Noventa e cinco por cento! Só faltava assinar a carta de demissão.
Mas aí, né? O basquete tem dessas coisas. No dia seguinte, os Warriors fizeram um jogaço contra os Clippers — vitória por 126 a 121 numa partida de matar o coração. E Kerr, que tava praticamente com um pé na aposentadoria, mudou de ideia na hora.
A virada de chave que mudou tudo
A história é linda, cara. O jornalista da ESPN Wright Thompson estava lá quando aconteceu. No vestiário, depois da vitória, um assistente chegou com as estatísticas e falou que os Warriors só tinham liderado o jogo por quatro minutos e seis segundos. Todo mundo riu, tentando aproveitar o momento. Foi aí que Kerr se virou pro Thompson e sussurrou: “Eu não vou sair”.
Sinceramente? Eu entendo o cara. Imagina você estar pronto pra largar tudo e de repente seu time faz uma dessas apresentações emocionantes. É viciante mesmo, como ele falou depois. O problema é que os Warriors acabaram perdendo pro Phoenix Suns na sequência e ficaram fora dos playoffs — pelo segundo ano em três temporadas.
A sombra do Popovich
O que mais me marcou nessa história toda foi o que Kerr falou sobre Gregg Popovich, seu mentor. Pop sofreu um derrame no ano passado e teve que se aposentar dos Spurs. Kerr viu de perto como é difícil largar esse vício do basquete — o próprio Popovich já tinha “decidido” se aposentar antes, ligou pro Kerr se despedindo, e uma semana depois… assinou extensão de contrato!
“Eu percebi que ele não conseguia sair”, disse Kerr sobre Pop. “Ele não conseguia simplesmente largar.”
E agora? Kerr assinou por mais dois anos com os Warriors e continua sendo o técnico mais bem pago da NBA. Mas ele mesmo admite a paranoia: como saber a hora certa de parar? “Você não quer sair cedo demais, mas também não quer sair tarde demais”, falou.
Olha, na minha opinião, Kerr ainda tem combustível. O cara ganhou quatro títulos com os Warriors, conhece o Curry como ninguém, e agora que o time está meio que se reestruturando (com rumores de que o Draymond pode sair), pode ser que ele tenha mais uns anos de fogo no olho. E vocês, acham que ele vai conseguir se aposentar quando quiser, ou vai ser igual ao Pop e precisar que empurrem ele porta afora?

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