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  • Cavs ganham presente dos céus: Quickley fora dos playoffs

    Cavs ganham presente dos céus: Quickley fora dos playoffs

    Olha, eu não vou mentir — quando soube que o Immanuel Quickley ia ficar fora do resto da série contra o Cavs, pensei: que sorte danada pros caras de Cleveland. Os Raptors anunciaram na sexta que o armador não volta mais nestes playoffs por causa de uma lesão no posterior da coxa que se complicou durante a reabilitação.

    E por que isso é um alívio gigantesco pros Cavaliers? Simples: Quickley é praticamente o cara que faz o ataque de Toronto funcionar. O moleque teve sua melhor temporada em anos, jogando 70 partidas (a primeira vez desde que estava no Knicks), e é o principal especialista de 3 pontos do time — 37% de aproveitamento e o maior volume de tentativas da equipe.

    O que o Cavs ganha com isso

    Cara, vamos ser realistas aqui. Toronto já tá perdendo a série por 2×1, e agora perde seu principal criador de jogadas? É praticamente um presente. O Quickley estava fazendo 16.4 pontos e 5.9 assistências por jogo, números que fazem TODA a diferença numa série acirrada como essa.

    No lugar dele, os Raptors tão tendo que improvisar com Jamal Shead e Ja’Kobe Walter — caras que, com todo respeito, não chegam nem perto do que o Quickley oferece. O rookie Collin Murray-Boyles até fez um jogo monstro no Game 3 (22 pontos saindo do banco), mas substituir a criatividade e o arremesso de longa distância do Quickley? Complicado.

    Cleveland não pode vacilar

    Mas olha, mesmo com essa vantagem extra, os Cavs não podem relaxar. O ataque deles foi horroroso no Jogo 3, e só não perderam porque conseguiram se manter vivos na primeira metade e chegaram no quarto período com chances. Toronto acertou absurdos 61% das bolas de 3 naquele jogo — muito acima da média da temporada.

    O que me preocupa é justamente isso: Cleveland tem um dos melhores ataques da NBA desde o All-Star break, mas nos primeiros dois jogos da série já mostrou do que é capaz. Toronto, por outro lado, vem sofrendo ofensivamente nesse mesmo período.

    Vocês acham que os Cavaliers vão conseguir aproveitar essa oportunidade de ouro? Porque sinceramente, com Quickley fora, ficou bem mais fácil fechar essa série. O Jogo 4 é domingo à tarde, e tudo indica que Cleveland vai ter uma trilha bem mais tranquila rumo ao segundo round.

    Na minha opinião, essa lesão do Quickley pode ter definido a série. Toronto já tinha uma margem de erro minúscula perdendo por 2×1, e agora sem seu principal armador? Vai ser muito difícil segurar os Cavs.

  • Hannes Steinbach pode ser o reboteiro monstro que a NBA precisa?

    Hannes Steinbach pode ser o reboteiro monstro que a NBA precisa?

    Olha, quando eu vi as estatísticas do Hannes Steinbach pela primeira vez, pensei: ‘mais um europeu alto que vai apanhar na NBA’. Mas cara, depois de assistir alguns jogos do alemão de 2,11m em Washington, mudei completamente de ideia. O moleque pode ser um dos melhores reboteiros que chegam na liga nos últimos anos — e isso não é pouca coisa.

    O monstro dos rebotes que veio da Alemanha

    11,8 rebotes por jogo liderando o Big Ten? Absurdo. Mas o que mais me impressiona no Steinbach não são só os números — é COMO ele pega esses rebotes. O alemão tem umas mãos de manteiga que grudam em qualquer bola que passa perto dele. Uma vez que ele encosta o dedo na bola, pode ter certeza que vai ser dele.

    Com apenas 20 anos e pesando ‘só’ 100kg (aposto que ele está mais pesado agora), Hannes se movimenta pela quadra de um jeito fluido que não é comum para caras da altura dele. Não é um atleta explosivo tipo Giannis, mas tem essa pegada de gazela que funciona muito bem em transição. E sinceramente? Acho que é exatamente isso que muitos times da NBA estão procurando.

    A comparação que fizeram com um tight end do futebol americano faz todo sentido. Se o cara tivesse nascido nos EUA e crescido jogando football, provavelmente seria uma lenda. Mas sorte nossa que ele escolheu o basquete, né?

    Mais que só rebotes: tem jogo ofensivo também

    18,5 pontos por jogo como calouro em uma universidade forte não é brincadeira. Claro que a maioria dos pontos vem de jogadas oportunistas — rebotes ofensivos, transições, essas coisas. Mas cara, ele é TÃO bom nessas situações que nem parece defeito.

    O arremesso ainda está em desenvolvimento (34% de três é prometedor), mas a forma é limpa e o percentual de lance livre de 76% me deixa esperançoso. Quando você junta isso com os 70% que ele acerta dentro do garrafão, dá pra ver que o moleque tem toque. Só precisa de tempo para desenvolver o arremesso de longa distância.

    Na defesa, muita gente vai subestimar ele por não ser um gigante de 2,20m. Mas olha, o cara é inteligente, tem mobilidade boa e consegue acompanhar até os armadores em algumas trocas. Não vai ser o Dennis Rodman da vida, mas também não vai ser um buraco defensivo.

    Vale a pena apostar?

    Vocês acham que um especialista em rebotes ainda tem valor na NBA moderna? Eu acho que sim. Times como Denver e Boston mostraram que ter caras que fazem o trabalho sujo ainda é fundamental. E o Steinbach não é só rebote — ele traz outras coisas também.

    Claro, não espero que ele seja uma estrela. Mas um sexto homem sólido que resolve o problema dos rebotes do seu time e ainda contribui ofensivamente? Isso vale uma escolha na loteria, na minha opinião.

    O alemão ainda tem muito a evoluir, especialmente no arremesso. Mas com essa base sólida e essa idade, eu apostaria nele. Às vezes é melhor ter um cara que faz UMA coisa excepcionalmente bem do que um que faz várias coisas de forma mediana.