Mano, não tem jeito. Os Philadelphia 76ers viraram oficialmente o “Hospital Sixers” e ontem à noite foi só mais um capítulo dessa novela médica. Perderam de 123-103 pro Oklahoma City Thunder, mas o que realmente importa aqui é o show que o rookie VJ Edgecombe fez na quadra.
Pra vocês terem noção do caos: sem Embiid (oblíquo), sem Maxey (dedo), sem Paul George (suspenso) e sem Kelly Oubre Jr. (cotovelo). Basicamente sobrou pro Edgecombe e a gurizada enfrentar o melhor time da NBA. E o moleque respondeu à altura.
35 pontos de puro talento
Edgecombe não brincou em serviço. Cravou 35 pontos — melhor marca da partida — com SETE bolas de três. Sete! Recorde pessoal do garoto. E olha que começou meio travado, acertando só 3 de 10 no primeiro quarto. Mas aí que tá o diferencial dos monstros: não desistem.
No segundo tempo, o cara virou uma máquina de pontos. 9 de 14 nos arremessos de quadra e 4 de 7 do perímetro. Contra a defesa do Thunder, que não é moleza pra ninguém. Sinceramente, foi o tipo de performance que faz a gente esquecer temporariamente que o time tá destruído de lesão.
E vocês viram a forma como ele comandou o ataque? Rookie assumindo a responsabilidade, partindo pro contra-ataque, aproveitando cada brecha que o OKC dava. Foi uma aula de como não se intimidar mesmo estando em desvantagem numérica absurda.
O drama McCain que todo mundo esperava
Agora, tem uma parte dessa história que eu não podia deixar passar. Jared McCain, ex-76ers que agora joga pelo Thunder, entrou no primeiro quarto e meteu duas bolas de três consecutivas. Como se estivesse mandando um recado pro time que o dispensou.
A reação do Tyrese Maxey no banco foi impagável — dá pra ver a cara de “que saudade desse moleque” misturada com um pouco de arrependimento. McCain sempre foi querido pela torcida e pela equipe, então ver ele destruindo logo de cara deve ter doído um pouquinho.
Olha, sendo realista aqui: era impossível os Sixers ganharem esse jogo. Thunder veio de 11 vitórias seguidas, time completo, jogando em casa. Mas conseguir uma performance dessas do Edgecombe já valeu como vitória moral. O moleque mostrou que tem estrutura pra ser peça fundamental quando o elenco estiver inteiro.
Paul George volta na quarta-feira contra o Chicago Bulls, e talvez — só talvez — a gente comece a ver esse time mostrando um pouco mais do seu potencial real. Até lá, é torcer pra enfermaria não ganhar mais pacientes.

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