Jazz aposta mais uma vez em Kennedy Chandler com novo contrato

O Utah Jazz decidiu dar mais uma chance para Kennedy Chandler, assinando com o armador um segundo contrato de 10 dias. E olha, depois dos números que ele vem apresentando, não é surpresa nenhuma.

Chandler tem 1,83m e 77kg — não é o físico mais imponente da liga, né? Mas o garoto de 23 anos vem mostrando que tamanho não é documento. Em seis jogos pelo Jazz, ele tá fazendo uma média absurda de 14.2 pontos e 6.8 assistências por partida. Isso em mais de 32 minutos por jogo, inclusive com uma partida como titular.

Da G League direto pro show

Antes de chegar em Utah, Chandler estava destruindo tudo no Delaware Blue Coats, time da G League. Foram 41 jogos como titular em 42 aparições — praticamente intocável no lineup. Os números? 17 pontos e 9 assistências por jogo. Monstro.

Sinceramente, sempre fico impressionado quando vejo caras saindo da G League e fazendo diferença imediata na NBA. Não é fácil fazer essa transição, mas Chandler parece ter se adaptado rapidinho ao ritmo da liga principal.

Trajetória de luta

O armador foi escolhido pelo Dallas Mavericks na 38ª posição do draft de 2022 — uma escolha bem no finalzinho da segunda rodada. Passou por Memphis na temporada 2022-23, jogou 36 partidas, mas acabou rodando muito pela G League desde então. Foram 153 jogos espalhados por quatro times diferentes: Memphis Hustle, Long Island Nets, Raptors 905 e Delaware.

Essa jornada toda me lembra muito do Raulzinho, que também passou perrengue na G League antes de conseguir se firmar (embora no caso do brasileiro tenha sido mais difícil ainda). É aquela coisa: às vezes o timing não bate, mas quando a oportunidade aparece, você tem que agarrar com unhas e dentes.

Na faculdade, Chandler foi uma peça importante no Tennessee em 2021-22, sendo titular em todos os 34 jogos e fazendo 13.9 pontos por partida. Memphis de berço, Tennessee na faculdade e agora tentando se firmar no Jazz — a trajetória do cara é bem interessante.

E aí, acham que ele consegue um contrato por mais tempo? Pelos números que vem apresentando em Utah, eu apostaria que sim. O Jazz claramente viu algo especial no garoto.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *