Cara, vou ser sincero com vocês: assistindo o jogo 2 dos Knicks contra o Hawks segunda-feira, bateu aquela sensação de “lá vamos nós de novo”. Karl-Anthony Towns, o cara que ganha 53 milhões por ano, simplesmente desapareceu no quarto período.
Nos três primeiros quartos? O homem estava voando. 18 pontos, 8 rebotes, 8 de 10 nos arremessos. Em 25 minutos, os Knicks ganharam por 15 pontos quando ele estava em quadra. Aí chegou a hora da verdade e… duas tentativas de arremesso em oito minutos. Duas! E errou as duas.
Mike Brown coloca a culpa no Towns
Depois do jogo, o técnico Mike Brown não poupou o astro. Basicamente disse que Towns precisa se impor mais no jogo. “Ele sabe que precisamos que ele seja agressivo”, falou o treinador.
Olha, eu entendo a posição do Brown. Towns não é mais um novato – o cara já foi várias vezes All-Star. Mas sinceramente? Acho que o problema vai além da “falta de agressividade”.
No jogo 1 foi o contrário: Towns começou mal (2 de 9 nos três primeiros quartos) mas explodiu no final – 11 pontos em 7 minutos no último período, acertando tudo que tentou. Essa inconsistência está matando os Knicks.
O problema é mais profundo
A real é que os Knicks ainda não descobriram como usar o Towns de forma consistente no ataque. Em 77 jogos com Brown, eles ainda não acharam a fórmula mágica.
E olhem os números que descobri: quando Towns joga contra alas, ele tem posse de bola 32% do tempo. Contra outros pivôs? Esse número salta para 48%. No jogo 2, os Hawks colocaram Onyeka Okongwu pra marcar ele no meio do terceiro quarto, mas mesmo assim os Knicks não conseguiram explorar essa vantagem.
O próprio Brown admitiu depois: “Não executamos bem no ataque, começando por mim. Não variamos o suficiente no final do jogo.”
Vocês acham que os Knicks conseguem resolver isso a tempo? Porque com expectativas de título e o salário que o Towns ganha, não dá pra continuar com ele desaparecendo nos momentos decisivos. Se não resolverem logo, podem dar tchau pros playoffs mais cedo do que esperavam.

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