Draft Lottery da NBA: 42 anos de tanking e tentativas de parar essa bagunça

Cara, domingo rola mais uma Draft Lottery da NBA — a 42ª edição dessa rifa milionária que define o futuro dos times. E olha, se tem uma coisa que nunca muda nessa liga é o seguinte: sempre tem alguém reclamando do formato do draft. Sempre.

É sério. Pessoal tava pistola em 2017, em 2014, em 1993, em 1984… Basicamente desde que a NBA existe, há 76 anos, a liga nunca conseguiu deixar todo mundo feliz com a forma de distribuir os rookies. E sinceramente? Não é à toa.

Por que só a NBA tem essa paranoia toda?

Pensa comigo: a NFL nunca precisou de loteria. A MLB só criou uma em 2022. A NHL tem uma versão menor desde 95 (curiosamente comandada pelo Gary Bettman, que era advogado da NBA antes). Mas é que no basquete a parada é diferente, né?

Um único monstro pode virar completamente o destino de uma franquia. Imagina o Lakers sem Magic, o Bulls sem Jordan, o Heat sem LeBron. Um cara só muda TUDO. E é por isso que essa distribuição de picks é tão polêmica — porque todos sabem que tankar uma temporada pode garantir uma década de sucesso.

Foi aí que nasceu a Draft Lottery em 1985. A ideia era simples: os piores times precisam ter mais chances de pegar os melhores calouros, mas não pode ser garantido. Senão vira uma corrida pra ver quem perde mais feio.

O problema que nunca acaba

Só que olha só — desde a reforma de 2019, o tanking virou praticamente uma epidemia na liga. Eu diria que umas nove das dez equipes que ficaram fora dos playoffs esse ano tankaram de alguma forma. E isso tá matando a qualidade da temporada regular, cara.

A NBA tá mexendo nos pauzinhos de novo, preparando mais mudanças pra tentar resolver essa bagunça. Mas aqui entre nós: será que vai dar certo dessa vez? Porque toda vez que eles mudam alguma coisa, aparecem consequências que ninguém esperava.

Vocês acham que dá pra resolver esse negócio do tanking ou é algo inerente ao sistema? Na minha visão, enquanto um único jogador puder mudar tudo, sempre vai ter time disposto a perder de propósito pra conseguir ele.

Os anos pré-loteria eram ainda mais selvagens

Antes de 1985, a coisa era ainda mais doida. Entre 1950 e 1983, tinha essa regra absurda dos “territorial picks” — times podiam furar a fila do draft pra pegar caras que jogaram num raio de 80km da cidade deles, só abrir mão da primeira escolha.

O Warriors fez isso sete vezes nos anos 50, incluindo com ninguém menos que o Wilt Chamberlain. Imagina se isso existisse hoje? O Lakers pegaria todo mundo da UCLA, o Knicks dominaria os caras de Nova York… seria um caos total.

Mas enfim, domingo tem mais uma edição dessa rifa. Pacers, Wizards, Jazz, Nets e outros vão torcer pros números saírem. E pode ter certeza: independente de quem ganhe, alguém vai reclamar do sistema. Porque é tradição na NBA — sempre tem como melhorar, sempre tem como piorar também.

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