Cara, o Jalen Brunson simplesmente mandou a real ontem quando um repórter perguntou sobre sua aceitação de um papel reduzido na armação dos Knicks. A resposta? “1) Eu não sou uma estrela. 2) Eu quero ganhar.” E ainda completou saindo da entrevista: “Eu não sou egocêntrico, é por isso.”
Mano, que humildade absurda. Numa era onde todo mundo quer ser o protagonista, o cara simplesmente aceita dividir os holofotes com o Karl-Anthony Towns sem piscar o olho.
A virada que mudou tudo
A história começou quando os Knicks estavam perdendo por 2-1 para o Atlanta Hawks na primeira rodada dos playoffs. O técnico Mike Brown chegou no vestiário e propôs uma mudança radical: passar mais bolas pro KAT, tirando um pouco da responsabilidade do Brunson.
E qual foi a reação do armador? “Foi assim: ‘OK, vamos fazer isso’”, contou Brunson. “Foi simples assim. Não tem muito o que discutir quando você está perdendo por 2-1.”
Resultado? Sete vitórias consecutivas. SETE. Os Knicks estão destruindo os adversários por uma média de 26.4 pontos de diferença no período. É de dar inveja em qualquer time da liga.
Números que falam por si só
E olha, não é que o Brunson saiu perdendo nessa história. Muito pelo contrário. Durante essa sequência absurda de vitórias, ele está fazendo 27.3 pontos por jogo com 51.9% nos arremessos de quadra e 42.6% de três pontos. Sua eficiência por posse de bola subiu de 0.285 na temporada regular para 0.324 agora nos playoffs.
Já o Towns? O cara registrou 66 assistências nos playoffs – 44 a mais que no ano passado. É muita evolução, pessoal.
“Colocar o KAT nessa posição sabendo que temos ótimos bloqueadores e cortadores, e como eu disse, um ótimo facilitador, ficou mais fácil dizer ‘vamos tentar e fazer mais isso’”, explicou o técnico Brown.
Mentalidade de campeão
Sinceramente? Essa atitude do Brunson me lembra muito do que acontece com os grandes campeões. O cara assinou uma extensão de contrato de 4 anos e US$ 156.5 milhões aceitando MENOS que o valor de mercado para ajudar os Knicks a não passarem do segundo patamar salarial e fortalecerem o elenco.
Vocês acham que muitos jogadores fariam isso hoje em dia? Eu tenho minhas dúvidas. Mas é exatamente essa mentalidade que separa os verdadeiros vencedores dos caçadores de estatísticas.
Com os Knicks voando alto e Brunson mostrando que liderança às vezes é saber quando dar um passo para trás, fica a pergunta: será que Nova York finalmente encontrou a fórmula para uma campanha longa nos playoffs?

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