Cara, vocês viram aquele lance no final do quarto período entre Pistons e Cavaliers? O Ausar Thompson fez uma defesa absurda no Donovan Mitchell, roubou a bola, e aí na correria pela bola solta o Jarrett Allen trombou com o Thompson a uns 9 metros da cesta. Na hora eu pensei: “Putz, falta clara no Allen”. Mas o árbitro Tony Brothers, que tava praticamente do ladinho, não apitou nada.
A galera do Detroit ficou P da vida — e eu entendo. O técnico J.B. Bickerstaff não poupou palavras: “Ele fez falta no Ausar. Claro. Derrubou ele quando estava indo para a bola solta. Em qualquer situação de jogo, isso é difícil”.
NBA bate o martelo: não foi falta mesmo
Aí que vem o plot twist. A NBA divulgou o relatório dos últimos dois minutos e… bancou o Brothers! Segundo eles, foi “não marcação correta”. A justificativa foi que “Allen (CLE) e Thompson (DET) legalmente se dirigiram para o mesmo local enquanto perseguiam a bola solta [antes de qualquer jogador ter posse], e ambos perderam o equilíbrio devido ao contato marginal”.
Sinceramente? Eu assisti umas cinco vezes e ainda acho que foi falta. Mas né, quem sou eu perto dos experts da liga, não é? (risos) O próprio Brothers explicou depois: “Durante a jogada ao vivo, ambos os jogadores estavam indo atrás da bola e houve contato incidental com as pernas sem nenhum jogador ter posse de bola”.
Cleveland aproveita e vira o jogo
O que me impressiona mesmo é como os Cavs conseguiram virar esse jogo. Estavam perdendo por 9 pontos nos últimos três minutos — uma diferença que normalmente é sentença de morte nos playoffs. Mas não desistiram, empataram, e na prorrogação fecharam 117-113.
Agora Cleveland lidera a série por 3-2 e pode fechar em casa na sexta-feira. E olha, depois de um susto desses, qualquer vantagem de quadra vira ouro. Vocês acham que Detroit consegue forçar um jogo 7 ou os Cavs vão finalizar logo em casa mesmo?
O que mais me chama atenção é que esses lances sempre geram polêmica — e sempre vão gerar. Basketball é um esporte de muito contato, especialmente quando a bola tá solta e todo mundo sai correndo que nem maluco atrás dela. A diferença entre “jogada normal” e “falta” às vezes é questão de milímetros.

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