A virada mais absurda: como os Knicks salvaram o jogo perdido

Cara, eu ainda não acredito no que eu vi ontem à noite no Madison Square Garden. Os Knicks perdendo por 93-71 faltando 7 minutos e 40 segundos? Jogo acabado. Ou pelo menos era isso que todo mundo pensava.

Eu mesmo já estava mentalmente me preparando para o Jogo 2 — do mesmo jeito que fiz depois daquela derrota humilhante pro Indiana no ano passado. Dividir em casa não é o fim do mundo, né? Mas aí aconteceu algo que eu nunca vi na minha vida assistindo basquete.

Brunson virou um monstro

Jalen Brunson simplesmente passou por cima de um time inteiro nos últimos 14 minutos. O cara marcou mais pontos sozinho que Cleveland inteiro nesse período. É surreal demais.

E olha que os Knicks já tinham feito umas corridas absurdas nesses playoffs, mas conseguiram se superar: 44-11 pra fechar o jogo. Quarenta e quatro a onze! Eu sei que tem gente que prefere aquela chuva de bolas de três que o Pacers fez no ano passado, mas sinceramente? Essa virada apagou completamente a vergonha que foi perder pro Aaron Nesmith e pro Tyrese Haliburton.

Mas como diabos eles fizeram isso?

Não foi só questão de “finalmente acertar as bolas de três”. Os Knicks fizeram alguns ajustes táticos fundamentais que mudaram o jogo completamente.

A principal mudança? Pararam de fazer dupla marcação na bola. Nas séries anteriores contra Hawks e Sixers, essa estratégia funcionou perfeitamente — não deixar o cara principal do time adversário respirar, mostrar em toda tela, forçar ele a tomar decisão sob pressão.

Contra James Harden funcionou no primeiro tempo. O cara estava tomando decisões ruins, Cleveland estava errando as bolas livres que apareciam quando a movimentação deixava os Knicks em 4×3. Mas aí veio aquela sequência de seis bolas de três em sete tentativas pra fechar o primeiro tempo, e a coisa ficou feia.

No segundo tempo, os Knicks insistiram na dupla marcação e Cleveland continuou castigando. Era impressionante ver como o Harden achava o Jarrett Allen no centro da quadra, colapsava a defesa, e sempre sobrava alguém livre no perímetro. Dennis Schroder, Max Strus, Sam Merrill — não importava quem fosse, alguém ia ficar livre.

E quando não era bola de três aberta, era bandeja fácil. Os fechamentos desesperados nos arremessadores criavam espaços pra Donovan Mitchell e os garrafões (Allen e Evan Mobley) chegarem no aro sem resistência.

A virada de chave veio depois da bola de três do Merrill, faltando 3:05 no terceiro quarto. Os Knicks mudaram pra marcação individual direta, e Cleveland simplesmente travou. Vocês acham que foi coincidência? Eu acho que não.

Essa mudança tática pode ser o diferencial da série toda. Mesmo se o Sam Merrill tivesse acertado aquela bola que quicou no aro nos segundos finais, os Knicks descobriram como parar Cleveland. E isso vale ouro nos próximos jogos.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *