Cara, a NBA finalmente abriu o jogo sobre por que mudou o sistema da loteria do draft. E olha, faz sentido.
Em uma call com jornalistas na quinta, os caras da liga basicamente admitiram: investigar tanking é quase impossível. James Jones, VP executivo de operações de basquete, foi direto ao ponto:
“É tudo subjetivo”
“Quando você chega no ponto de investigar pra chegar numa conclusão, é muito difícil dizer que não foi só erro de técnico, jogador jogando mal ou alguma coisa de basquete mesmo”, disse Jones. “É tudo subjetivo. A gente quer estar numa posição onde, não importa o resultado do jogo, você não se sente melhor perdendo.”
Faz sentido, né? Como você vai provar que um time perdeu de propósito? Que o técnico tirou o melhor jogador “por estratégia” ou que realmente estava testando o banco?
Multa? Que multa?
Jones ainda soltou uma que me fez pensar: multa de 10 milhões vale a pena se você consegue um Wembanyama da vida.
“O valor dessas picks e jogadores é exponencial. Se é uma multa de 10 milhões, vale a pena só pagar a multa?”, questionou o executivo.
Sinceramente, ele tá certo. Olha o que o Victor fez com o Spurs. Uma pick número 1 pode mudar uma franquia por 15 anos. 10 milhões? Troco de pão.
Sistema à prova de jeitinho
O que achei genial foi como eles pensaram nos esquemas que os times poderiam bollar. Evan Wasch, outro VP executivo, explicou por que as restrições ficam com a pick, não com o time:
“Times poderiam teoricamente concordar em trocar logo depois do draft, driblando a restrição, ou trocar antes pra evitar a restrição e extrair valor de outro jeito.”
Ou seja, os caras já pensaram em todos os jeitinhos brasileiros que os GMs americanos poderiam dar. Impressionante.
Byron Spruell, presidente de operações da liga, não enrolou: “A gente tinha que fazer alguma coisa, e fazer forte.”
E aí, vocês acham que vai funcionar? Eu tô curioso pra ver se essa reforma 3-2-1 realmente vai acabar com essa palhaçada de time perdendo de propósito. Porque vamos ser honestos — assistir basquete onde time não quer ganhar é de doer a alma.

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