Rick Adelman nos deixou aos 79 anos – uma lenda que moldou a NBA

Cara, que notícia triste pra começar a semana. Rick Adelman, um dos técnicos mais respeitados da história da NBA, nos deixou aos 79 anos. E olha, quando Adam Silver fala que alguém era “brilhante” e “ainda melhor pessoa”, você sabe que estamos falando de um gigante do basquete.

Adelman não foi só mais um técnico — foi um cara que revolucionou a forma de se jogar basquete. Quase 30 anos dedicados ao jogo, primeiro como jogador (de 1968 a 1975, rodando por times como Rockets, Trail Blazers, Bulls), depois como um dos estrategistas mais geniais que já vi.

O mago de Portland que quase conquistou tudo

A era dourada do Adelman? Foi definitivamente em Portland. O cara pegou aquele time em 1989 e transformou numa máquina de jogar basquete. Duas finais da NBA (1990 e 1992) — e sinceramente, se não fosse aquele Bulls do Michael Jordan no auge, talvez a história fosse diferente.

Eu lembro de assistir aqueles Blazers jogando. Era um basquete inteligente, com movimentação constante, todo mundo tocando na bola. Clyde Drexler voando, mas sempre dentro de um sistema bem estruturado. Esse era o DNA do Adelman.

Sacramento e aquele time que deveria ter sido campeão

Mas se tem uma coisa que me dói até hoje é pensar no que aconteceu com aquele Kings de 2002. Adelman pegou uma franquia perdida e criou um dos times mais bonitos de se ver jogar. Chris Webber, Peja Stojakovic, Vlade Divac, Mike Bibby… era poesia em movimento.

Aquelas finais de conferência contra os Lakers ainda me tiram o sono. Todo mundo sabe que teve coisa errada ali (não vou nem entrar nesse assunto que dá gatilho), mas o trabalho do Adelman foi impecável. Transformou Sacramento numa potência do basquete moderno.

O mais impressionante? O cara terminou a carreira com 1.042 vitórias. Décimo colocado na lista dos técnicos com mais vitórias da história. Não é pouca coisa, galera.

Um legado que continua vivo

E tem uma coisa linda nessa história toda — o filho dele, David Adelman, é técnico do Denver Nuggets atualmente. Imaginem a pressão de seguir os passos do pai, mas ao mesmo tempo, que orgulho deve ser carregar esse sobrenome no basquete.

Rick foi pro Hall da Fama em 2021, merecidíssimo. Mas o reconhecimento vai além de troféus e estatísticas. O cara influenciou uma geração inteira de técnicos e jogadores. Aquela filosofia de basquete coletivo, de valorizar cada peça do quebra-cabeça, é algo que vemos até hoje na NBA.

Vocês conseguem imaginar quantos jogadores desenvolveram suas carreiras nas mãos desse cara? Quantos técnicos aprenderam com ele? É um legado que vai muito além dos números.

Descanse em paz, Rick. Obrigado por nos ensinar que basquete pode ser arte quando feito da forma certa. A NBA perdeu um gigante.

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