Autor: Leandro Amorim

  • Wemby sofre concussão e Spurs perdem controle da série

    Wemby sofre concussão e Spurs perdem controle da série

    Cara, que pesadelo pros Spurs. Victor Wembanyama acabou de ganhar o prêmio de Melhor Defensor da temporada por unanimidade — coisa que quase nunca acontece — e aí vai o cara e sofre uma concussão feia no segundo jogo contra o Portland.

    A sequência foi assustadora, não vou mentir. O Wemby tentou uma penetração, se enroscou com o Jrue Holiday dos Blazers e plantou a cara no chão de uma forma que deu arrepio só de ver. Ficou uns segundos parado lá, depois se arrastou até o poste da cesta. Dá até pra imaginar o desespero da torcida do Spurs vendo aquilo.

    E agora, como fica a série?

    O protocolo da NBA é cruel: 48 horas obrigatórias fora antes de qualquer avaliação. Ou seja, no mínimo o jogo 3 ele não joga. E olha que os Spurs perderam esse jogo 2 por apenas 106-103 — uma diferença que o Wemby facilmente cobriria.

    O mais frustrante? San Antonio até jogou bem defensivamente sem ele. Seguraram Portland em apenas 76.1 pontos por 100 posses — número de elite. Ganharam no rebote, controlaram as transições. Mas aí vem o problema: o ataque virou uma zona de guerra.

    Stephon Castle e De’Aaron Fox, que deveriam assumir a responsabilidade, fizeram apenas 2 de 10 arremessos no último período. Devin Vassell tentou salvar com 16 pontos, mas errou todos os cinco arremessos de 3, incluindo o último que forçaria a prorrogação. Sinceramente, dói de assistir.

    Portland não tá de brincadeira

    E vocês acham que o Trail Blazers vai facilitar? Que nada. Jrue Holiday, Toumani Camara e Scoot Henderson formam um trio de defensores que é o pesadelo de qualquer armador. Esses caras sabem usar a fisicalidade permitida nos playoffs pra incomodar mesmo.

    Na minha visão, esse foi exatamente o cenário que San Antonio queria evitar: dar esperança e momentum pro adversário. Portland tem uma das 10 melhores defesas da liga desde fevereiro, e agora eles provaram que conseguem competir mesmo sem ter o melhor jogador em quadra.

    O técnico Mitch Johnson até tentou passar pano: “Os caras lutaram pra caramba”. Mas a real é que sem Wembanyama, os Spurs perdem muito mais que pontos e rebotes — perdem aquela presença intimidadora que muda o jogo dos oponentes.

    Série empatada em 1-1, e agora a pressão vira totalmente. San Antonio precisa descobrir como vencer sem seu monstro de 2,24m. Será que conseguem? Ou Portland vai aproveitar essa janela de oportunidade pra fazer a zebra?

  • Scoot Henderson explode com 31 pontos e empata série contra os Spurs

    Scoot Henderson explode com 31 pontos e empata série contra os Spurs

    Cara, eu tava esperando esse momento há três anos. Scoot Henderson finalmente mostrou por que foi escolhido em terceiro lugar no Draft de 2023 — e que timing absurdo pra fazer isso.

    O garoto meteu 31 pontos na cara do Wembanyama, em San Antonio mesmo, e empatou a série dos playoffs em 1-1 pros Blazers. Onze de dezessete arremessos. Monstro demais.

    A ressurreição do Scoot

    Olha, não vou mentir — eu tava começando a ficar preocupado com o Henderson. Enquanto o Wemby virou unanimidade no prêmio de Melhor Defensor e tá concorrendo a MVP, o Scoot passou boa parte da temporada no departamento médico. Cinquenta e dois jogos perdidos por causa de uma lesão feia no tendão da coxa.

    Quando voltou em fevereiro, os Blazers trataram ele como cristal. Começou apenas 10 dos 30 jogos que conseguiu disputar na temporada regular. E adivinha? Nem uma vez ele fez 30 pontos durante a temporada. Aí chega nos playoffs e faz 31 no segundo jogo da série. Playoff basketball hits different, né?

    “Não sei se tenho palavras para isso”, disse o técnico Tiago Splitter (sim, nosso Tiago!). “Foi o melhor jogo da temporada dele, talvez da carreira.” E eu concordo completamente — defensivamente ele também foi espetacular, não foi só ofensivo não.

    Vegas, 2022: onde tudo começou

    Lembram daqueles jogos em Las Vegas antes do Draft? Henderson pelo Ignite, Wemby pelos Metropolitans. O Scoot ganhou o primeiro com 28 pontos e 9 assistências. O francês respondeu no segundo com 36 e 11 rebotes. Foi tipo um preview do que tava por vir.

    Só que três anos depois, um tá brigando por MVP e o outro tava tentando se manter saudável. Até anteontem, né? Porque agora a conversa mudou completamente.

    Henderson falou que teve um pressentimento na terça de manhã. “Era só um sentimento. Eu tava me falando na noite anterior: ‘Ataca’. Eles não conseguem te parar.” E não conseguiram mesmo. O cara foi pra cima desde o primeiro minuto, atacando o garrafão sempre que tocava na bola.

    E vocês acham que isso muda tudo pra ele? Porque sinceramente, se o Scoot conseguir manter essa consistência e ficar longe do departamento médico, os Blazers podem ser bem mais perigosos do que todo mundo imagina. Jogo 3 é na sexta — quero ver se ele consegue repetir a dose.

  • Warriors no limbo: rebuild seria o certo, mas é quase impossível

    Warriors no limbo: rebuild seria o certo, mas é quase impossível

    Olha, eu vou ser sincero com vocês: ver os Warriors nessa situação é de partir o coração. Eliminados no Play-In, com Curry machucado na reta final… é difícil aceitar que a dinastia dourada chegou nesse ponto.

    O insider da ESPN Anthony Slater falou uma verdade que dói: se fosse num videogame, todo mundo já tinha apertado o botão do rebuild total faz tempo. Trocar todos os caras bons por picks, começar do zero, contratar um técnico jovem tipo o Jordi Fernandez. Faz sentido no papel, né?

    O problema é que a vida real não é NBA 2K

    Mas aí que tá o X da questão — como diabos você vai explicar pro Curry que precisa reconstruir tudo quando o cara ainda joga pra caramba? É tipo falar pro Pelé em 77 que era hora de aposentar. Não rola.

    Na minha visão, os Warriors tão presos numa sinuca de bico. Por um lado, todo mundo sabe que esse elenco atual não vai longe no Oeste que tá cada vez mais selvagem. Por outro, você tem o maior arremessador da história ainda produzindo. Como você resolve isso?

    E aí que as lesões do Jimmy Butler e do Moody complicaram ainda mais as coisas. Segundo o Slater, vários dirigentes da franquia falaram pra ele que essas contusões “mudaram tudo” — imagino que tenham mostrado como o time é frágil quando não tem profundidade.

    Steve Kerr no olho do furacão

    Agora o Kerr vai se reunir com o Mike Dunleavy e toda a diretoria. Cara, imagina essa conversa. O técnico que ganhou 4 títulos tendo que ouvir que talvez seja hora de uma reformulação completa.

    Sinceramente? Eu acho que os Warriors vão tentar mais uma temporada com ajustes pontuais. Não porque é a decisão certa, mas porque é humanamente impossível começar um rebuild com o Curry ainda no auge. É como ter um Ferrari na garagem e decidir andar de bicicleta.

    Vocês acham que Golden State tem coragem de fazer o rebuild enquanto o Curry ainda pode jogar em alto nível? Eu tenho minhas dúvidas. E talvez essa indecisão seja exatamente o que vai afundar de vez essa franquia histórica.

  • VJ e Maxey fazem 59 pontos e calam Boston no Game 2

    VJ e Maxey fazem 59 pontos e calam Boston no Game 2

    Cara, que jogaço foi esse no TD Garden! Os Sixers empataram a série contra os Celtics em 1-1 com uma vitória absolutamente dominante por 111-97. E sabe quem foram os protagonistas? VJ Edgecombe e Tyrese Maxey combinaram pra fazer 59 pontos e literalmente silenciaram aquela torcida barulhenta de Boston.

    O susto que virou show do VJ

    Olha, por um momento eu achei que ia dar ruim. O VJ levou uma pancada feia no primeiro quarto indo buscar um rebote defensivo — dessas que você vê e já pensa ‘eita, machucou’. Ele até saiu de quadra, mas voltou no final do primeiro período.

    E aí que a mágica aconteceu. O rookie simplesmente pegou fogo no segundo quarto: 16 pontos, sendo 6 de 9 nos arremessos de quadra e um absurdo 4 de 5 nas bolas de três. Sinceramente, foi heroico. Os Sixers estavam tomando um baile (Boston abriu 16-0 no começo), mas o garoto assumiu o protagonismo e virou completamente o jogo.

    No final das contas, VJ terminou com 30 pontos, 10 rebotes, 2 assistências e 2 roubos de bola. Double-double tranquilo, e mais importante: mostrou personalidade quando o time mais precisava.

    Maxey decidiu na reta final

    Se o VJ foi o cara dos primeiros três quartos, o Maxey guardou o melhor pro final. Ele tava meio sumido até então, mas no último período explodiu com 12 pontos — incluindo umas bolas de três na hora certa pra selar a vitória.

    É isso que eu gosto de ver: veterano sendo veterano. Quando os Celtics ameaçaram uma reação, lá vem o Maxey com arremessos cirúrgicos pra acabar com qualquer esperança de comeback. No total, ele fez 29 pontos na noite.

    A dupla somou 59 pontos e mostrou que essa série vai ser muito mais equilibrada do que parecia depois do Game 1. Vocês acham que conseguem manter esse nível jogando em casa?

    Agora é série empatada voltando pra Philadelphia. O Wells Fargo Center vai estar pegando fogo na sexta-feira pro Game 3. Depois desse show no TD Garden, eu tô genuinamente empolgado pra ver como vai ser essa sequência em casa.

    Uma coisa é certa: se o VJ continuar jogando assim e o Maxey mantiver essa frieza nos momentos decisivos, os Sixers têm tudo pra incomodar muito Boston nessa série.

  • 3 culpados pela derrota feia dos Celtics no Jogo 2

    3 culpados pela derrota feia dos Celtics no Jogo 2

    Olha, eu não esperava que o Boston Celtics fosse entregar o Jogo 2 desse jeito pro Philadelphia 76ers. Mas foi exatamente isso que rolou na terça-feira à noite — uma derrota que não veio por azar ou uma sequência ruim, mas sim por falha dos caras que mais importam.

    Vou ser direto: Jayson Tatum, Derrick White e Payton Pritchard simplesmente não apareceram quando o time mais precisava. E cara, numa série de playoffs, isso é imperdoável.

    Tatum jogou como um All-Star comum, não como astro

    O Tatum fez 16 pontos com 7/13 nos arremessos. Em qualquer jogo da temporada regular, você diria “eficiência boa”. Mas contra o Sixers? Com a defesa deles sem muito poder no garrafão? Mano, precisava de muito mais.

    O Boston acertou apenas 39,3% dos arremessos e um horroroso 13/47 de três pontos. Nessas horas é que você vê a diferença entre um jogador bom e um astro de verdade. O Tatum não conseguiu quebrar a defesa nem criar jogadas de alto nível pros companheiros. E defensivamente? Deixou o Tyrese Maxey e o novato VJ Edgecombe combinarem 59 pontos. Absurdo.

    Sinceramente, acho que ele ainda não entendeu que precisa assumir o protagonismo total em jogos assim. Ser “sólido” não basta quando você é a cara do time.

    White sumiu na hora H

    O Derrick White é aquele cara que você conta pra manter tudo funcionando. Sabe, o cara que acerta os arremessos abertos, organiza o jogo, e marca bem. Só que terça-feira ele fez 2/8 dos arremessos e apenas 1/6 de três.

    Cara, quando o White não acerta os chutes abertos, a defesa pode se concentrar ainda mais no Tatum e no Jaylen Brown. É um efeito dominó terrível. E defensivamente? O Maxey e o Edgecombe fizeram o que quiseram com ele na quadra.

    Pra um cara considerado o melhor defensor perimetral do time, foi uma apresentação bem decepcionante. Você esperava mais dele numa situação dessas, né?

    Pritchard deixou o banco na mão

    Com o quinteto titular sofrendo pra pontuar (só o Brown jogou bem, com 36 pontos), o banco precisava aparecer. O Payton Pritchard é contratado justamente pra isso — entrar e dar aquela injetada na pontuação.

    Mas não rolou. Zero impacto ofensivo numa noite que o Celtics desesperadamente precisava de pontos. E defensivamente? Os caras do Sixers atacaram ele a noite toda, explorando cada mismatch possível.

    Em playoffs, esses minutos do banco fazem toda diferença. Quando não rendem nada, complica muito a vida do time titular.

    E aí, vocês acham que esses três vão conseguir se redimir no próximo jogo? Porque se não conseguirem, essa série pode ficar bem complicada pro Boston…

  • Giannis postou sobre ‘fênix das cinzas’ e a torcida do Suns enlouqueceu

    Giannis postou sobre ‘fênix das cinzas’ e a torcida do Suns enlouqueceu

    Cara, vocês viram a confusão que uma simples postagem do Giannis causou? O grego postou no Twitter falando sobre renascer “como uma fênix das cinzas” e metade da internet já tá especulando que ele quer ir pro Phoenix Suns. Sinceramente? Eu acho que a galera tá viajando demais.

    A postagem foi assim: “Ano 13 ✅📖 Esta foi uma das temporadas mais difíceis da minha carreira, mas como dizem, como uma fênix das cinzas, eu vou renascer. 💯 Para a cidade de Milwaukee, MINHA cidade, obrigado pelo amor e apoio incondicionais. 🤎”

    Óbvio que os fãs do Suns pegaram essa parte da “fênix” e já começaram a sonhar. Mas olha, vamos com calma aqui.

    Por que essa teoria não faz muito sentido

    Primeiro: o Phoenix ainda tá nos playoffs! Eles superaram todas as expectativas essa temporada. Por que diabos a gente tá falando de offseason quando o time ainda tá jogando? É exatamente esse tipo de ansiedade que estraga o momento.

    Segundo ponto — e esse é importante — vocês lembram do drama que o Giannis fez essa temporada toda? O cara ficou dando declarações ambíguas sobre Milwaukee, claramente querendo sair mas sem querer ser o vilão da história. Cara, eu não quero esse circo no meu time. A gente já teve drama suficiente.

    E outra coisa: quem disse que ele realmente quer ir pra Phoenix? Uma referência à fênix não significa automaticamente Suns, galera. Pode ser só uma expressão mesmo.

    As complicações de um negócio desses

    Agora vamos falar sério sobre como isso funcionaria na prática. O Suns acabou de escapar do salary cap hell — vocês querem mesmo voltar pra lá? Que picks de draft eles têm pra oferecer? Provavelmente teriam que mandar Rasheer Fleming e Khaman Maluach junto, e mesmo assim não sei se fecha a conta.

    Pra igualar os $58 milhões do salário do Giannis, Phoenix teria que mandar Jalen Green mais dois caras entre Dillon Brooks, Grayson Allen ou Royce O’Neale. E aí? Sobra o quê? Só Devin Booker e Giannis, sem ninguém em volta?

    Não, obrigado. Já vimos esse filme de times montados só com estrelas. Não deu certo antes, não vai dar agora.

    Melhor aproveitar o momento

    Olha, eu tô curtindo demais essa identidade nova do Suns. Todo mundo jogando junto, basquete coletivo, sem drama. Por que trocar isso por mais uma dupla de estrelas que pode dar errado?

    Giannis e Booker são monstros, mas os dois têm histórico de lesões e não estão ficando mais novos. Vale a pena apostar todas as fichas numa dupla que pode não render um título? E se der errado, voltamos pra estaca zero?

    Sinceramente, acho melhor a gente focar no que temos agora. Deixa essas especulações malucas de lado e aproveita o que esse time já construiu. O que vocês acham — vale a pena desarmar tudo por uma chance com o Giannis?

  • Novo dono dos Blazers já tá cortando custos até no hotel dos jogadores

    Novo dono dos Blazers já tá cortando custos até no hotel dos jogadores

    Cara, quando eu vi essa notícia sobre o Tom Dundon cortando gastos dos Trail Blazers, pensei: “Lá vamos nós de novo com dono pão-duro na NBA”. O cara mal assumiu a franquia há um mês e já tá fazendo uma economia que chega a ser constrangedora.

    Olha só a situação: os Blazers voltaram aos playoffs depois de cinco anos (coisa boa, né?), mas os jogadores two-way nem viajaram com o time pra San Antonio enfrentar os Spurs. Isso mesmo, ficaram em casa. Todos os outros sete times que jogaram fora de casa levaram seus caras two-way junto — é tradição, faz parte do grupo. Mas não, o Dundon achou que podia economizar umas passagens aéreas.

    A polêmica das camisetas dos playoffs

    E não parou por aí. Vocês viram como os Spurs capricharam naquelas camisetas lindas pro playoff? Turquesa, rosa e laranja, homenageando o logo antigo e a festa Fiesta San Antonio. Um show à parte. Já os Blazers anunciaram que não vão distribuir camiseta nenhuma pros torcedores no Moda Center.

    A revolta foi tanta que o co-proprietário Sheel Tyle teve que ir no X (antigo Twitter) prometer que iam “fazer outra coisa”. Sinceramente, que mico. Você volta aos playoffs depois de meio década e não consegue nem bancar umas camisetas pros seus torcedores?

    O histórico “econômico” do novo dono

    O Tom Dundon não é novato nessa de cortar custos. O cara comprou o Carolina Hurricanes em 2017 e fez a mesma coisa — demitiu locutores, cortou salários da comissão técnica, o pacote completo da economia selvagem.

    Mas olha, devo admitir uma coisa: funcionou no hockey. Os Hurricanes fizeram oito playoffs seguidos desde então, com três aparições na final da Conferência Leste. Então talvez o cara saiba o que tá fazendo? Ou será que basquete é diferente de hockey?

    “Eu acho que ele pensa que isso é só o começo”, disse uma fonte anônima do time pro The Athletic. “Ele passou por tempos difíceis em Carolina, mas no fim todo mundo só se importa com vitórias.” Faz sentido, mas cara… cortar viagem de jogador e camiseta de torcedor?

    A mudança deve tá sendo um choque cultural gigante em Portland. Paul Allen, que foi dono dos Blazers por 30 anos até morrer em 2018, era o oposto — tratava todo mundo como rei. O cara co-fundou a Microsoft, não ligava muito pra grana. A irmã dele, Jody, manteve o mesmo padrão.

    Agora os funcionários tão tendo que fazer check-out do hotel uma hora mais cedo pra economizar diária. Juro, uma hora mais cedo! Isso é nível de economia doméstica, não de time que vale 4,25 bilhões de dólares.

    E aí, vocês acham que essa economia toda vai valer a pena se os Blazers virarem uma potência? Ou será que tem coisa que não dá pra cortar sem afetar o moral do grupo?

  • Smart feliz em ser companheiro de LeBron ao invés de rival

    Smart feliz em ser companheiro de LeBron ao invés de rival

    Cara, imagina a sensação do Marcus Smart agora. Depois de anos e anos apanhando do LeBron James nos playoffs (principalmente quando o Rei estava em Cleveland), ele finalmente pode falar: “agora somos do mesmo time, mano”.

    Durante a década de 2010, Smart e os Celtics enfrentaram LeBron inúmeras vezes — e olha, não foi muito bonito pro lado de Boston não. Cleveland levou a melhor na maioria das batalhas, faturando quatro títulos da Conferência Leste naquela década. Dói só de lembrar.

    A união que ninguém esperava

    Mas aí que tá o lance mais louco dessa história toda. No verão passado, Smart assinou com os Lakers e agora os dois antigos rivais estão do mesmo lado da quadra. E começaram com o pé direito — acabaram de vencer os Rockets no Jogo 1 dos playoffs.

    Depois da vitória, Smart não escondeu o quanto está curtindo essa nova realidade: “Tem sido incrível poder ver de perto por que ele é considerado um dos maiores de todos os tempos. A forma como ele se prepara pros playoffs é um nível completamente diferente do que na temporada regular.”

    Sinceramente, eu sempre soube que LeBron era um monstro nos playoffs, mas imagino como deve ser vê-lo se preparando nos bastidores. Smart tá tendo essa experiência em primeira mão agora.

    Liderança em dose dupla

    Com Luka e Austin Reaves fora por lesão, Smart e LeBron viraram as principais lideranças do time. E olha, que dupla interessante, né? De um lado você tem o Rei, um All-Star nato com 21 anos de experiência. Do outro, Smart — um veterano de 12 temporadas que é especialista em defesa e sempre foi conhecido por sua mentalidade vencedora.

    O próprio Smart admitiu que já sabia que LeBron tinha essa mentalidade especial, mas poder ver isso de perto, como companheiro de equipe, é algo totalmente diferente. “Estou feliz de estar do lado dele dessa vez”, disse Smart após o jogo.

    E vocês, o que acharam dessa parceria? Eu confesso que não esperava ver esses dois jogando juntos, mas tá funcionando. Se conseguirem manter esse nível durante toda a pós-temporada, os Lakers podem incomodar bastante. Afinal, ter dois caras com DNA de playoff do seu lado não é pouca coisa.

  • Pistons precisam de milagre: só um jogo pra salvar a temporada

    Pistons precisam de milagre: só um jogo pra salvar a temporada

    Cara, eu ainda não acredito no que vi no Jogo 1 entre Pistons e Magic. Detroit passou a temporada INTEIRA na liderança da Conferência Leste — não teve um dia sequer fora do primeiro lugar — e chega nos playoffs pra entregar uma das performances mais constrangedoras que já vi.

    O Orlando Magic, oitavo colocado, simplesmente não deixou Detroit liderar nem por um segundo. Nem quando Cade Cunningham fez 39 pontos (trinta e nove!), os Pistons pareceram capazes de assumir o controle do jogo. Foi humilhante.

    A realidade cruel dos playoffs

    Olha, eu sempre defendia Detroit quando todo mundo falava que Celtics, Knicks e Cavs eram os verdadeiros candidatos ao título. “Os caras não tão vendo os Pistons jogando”, eu falava. Agora? Os haters têm toda razão pra dobrar a aposta contra a gente.

    O problema é que playoff não é temporada regular. Você tem tempo demais pra estudar o adversário, montar esquemas específicos. E o Magic fez a lição de casa: fechou completamente o garrafão pros Pistons. Pra um time que não tem arremesso exterior consistente como Detroit, isso foi um desastre completo.

    Quer um número que dói? 34 pontos no paint. Trinta e quatro. O mesmo time que fez 80 pontos na área contra o Brooklyn e pelo menos 60 pontos no garrafão em 38 jogos na temporada conseguiu míseros 34 contra Orlando.

    Jalen Duren sumiu quando mais precisava

    E o Duren? Meu amigo, melhor nem falar. O cara foi completamente anulado — só dois jogadores do Magic tentaram menos arremessos que ele. Na defesa então, foi um festival de cortes pelas costas e posições perdidas. Sinceramente, foi doloroso de assistir.

    Mas sabe o que me deixa com um pingo de esperança? Cade mostrou que aguenta a pressão dos playoffs. 39 pontos provam que ele pode resolver sozinho quando precisa. O problema é que basquete é esporte coletivo, e ele precisa da ajuda dos companheiros.

    A questão agora é: como Detroit vai ajustar? Precisam usar mais o Duren no short-roll, deixar ele trabalhar de frente pro aro em vez de só tentar enfiá-lo no poste baixo. Qualquer coisa pra criar pelo menos um pouco de espaçamento e dar trabalho pra defesa do Magic.

    Quarta-feira é tudo ou nada

    Se os Pistons não conseguirem ajustar no Jogo 2 em casa — e olha que Little Caesars Arena vai estar pegando fogo —, a temporada acabou. Mais que isso: vai ser hora de repensar todo esse projeto.

    Porque se é tão fácil assim anular seu ataque só colocando defensores melhores em quadra, então você não tem fórmula pra ser campeão. E aí Detroit vai ter que tomar decisões difíceis sobre quem faz parte desse futuro de candidato ao título.

    Cunningham já provou que é o cara. Agora os outros precisam aparecer, ou essa história linda de temporada regular vai virar apenas mais uma frustração na história dos Pistons. Vocês acham que eles conseguem dar a volta por cima, ou já era?

  • Wemby sofre concussão após queda feia contra Portland nos playoffs

    Wemby sofre concussão após queda feia contra Portland nos playoffs

    Cara, que susto foi esse no jogo de ontem. Victor Wembanyama, nosso fenômeno francês de 2,24m, teve que entrar no protocolo de concussão da NBA após uma queda de dar dó no segundo quarto da derrota do San Antonio Spurs por 106-103 para o Portland Trail Blazers.

    A situação foi assim: Wemby estava fazendo uma jogada no garrafão, recebeu falta do Jrue Holiday e não conseguiu se proteger na queda. O queixo dele bateu direto no chão com força total. Ficou uns 30 segundos caído antes de conseguir se sentar e conversar com o Castle. Quando o técnico Mitch Johnson pediu tempo, ele saiu correndo direto pro vestiário.

    Protocolo rigoroso pode tirar Wemby do jogo 3

    “Ele tem concussão. Está no protocolo”, disse Johnson após o jogo. E olha, o protocolo da NBA não brinca em serviço – são no mínimo 48 horas parado, testes neurológicos e liberação médica. O jogo 3 é na sexta em Portland, então parece bem difícil ele estar em quadra.

    Sinceramente? Prefiro que ele fique fora mesmo se não estiver 100%. Concussão não é brincadeira, ainda mais com um jogador que é o futuro da franquia. O Spurs teve o segundo melhor recorde da liga essa temporada justamente por causa do que esse monstro faz em quadra.

    Spurs precisam mostrar que aprenderam a jogar sem o alien

    A boa notícia é que San Antonio tem um recorde decente sem Wembanyama – foram 12 vitórias em 18 jogos na temporada regular. O Luke Kornet entrou no lugar dele e fez um trabalho honesto: 10 pontos e 9 rebotes em 28 minutos.

    “Todos nós temos que dar um passo à frente”, disse Devin Vassell. “Sabemos o que o Vic traz para a mesa. Já jogamos sem ele alguns jogos este ano.”

    Mas vamos combinar – perder uma vantagem de 14 pontos no último quarto dos playoffs pela primeira vez desde 2003? Isso dói. E mostra como Wemby faz falta mesmo.

    O que mais me impressiona é que o cara acabou de ganhar o prêmio de Melhor Defensor do Ano por unanimidade na segunda-feira, com médias absurdas de 25 pontos, 11.5 rebotes e 3.1 tocos por jogo. Aí no outro dia acontece isso.

    Vocês acham que o Spurs consegue segurar a série sem o alien? Ou Portland vai aproveitar pra virar o jogo?